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Livro Dicionário das Ruas de Cruzília

Criado: Quinta, 22 de Dezembro de 2016, 15h20 | Acessos: 1394
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ADVERTÊNCIA

Os dados constantes nos verbetes foram fornecidos por familiares dos homenageados. Em alguns casos, o próprio texto é da lavra desses familiares. A extensão de certos verbetes não implica, necessariamente, a relevância desse ou daquele cidadão, mas decorre das informações recebidas e do estilo ora emocionado e saudoso, ora minucioso e detalhista dos informantes. De resto, todos os nomes, inscritos nas placas, merecem nossa reverência e memória.

 

Colaboradores da 1ª Edição

Familiares de Cruzília

Martha Junqueira Maciel Pereira

Sebastião Maciel Ribeiro (Sr. Tatão)

(In Memorian)

Projeto de Iniciativa da Presidente da Câmara (2016)

Maria das Graças Maciel de Arantes

Colaboradores da 2ª Edição

Familiares de Cruzília

Michel Henrique Faria

Tânia Maciel Arantes

Nadia Junqueira Maciel Ferreira

Heleno Silva de Souza

Domingos Lollobrigida Jr.

Vereadores Câmara Municipal de Cruzília 2016

Benigno Francisco Maciel

José Nilton Pereira (Niltinho do Forró)

Aladel Vieira Maciel

Antônio Carlos de Souza Lima (Kádio)

Marcelo Alves

Natanael da Silva Rocha (Tati)

Rosangela Nascimento de Castro Santos

Maria Margarete dos Santos Pereira (Tia Margô)

 

SUMÁRIO 

 

  • CENTRO

Acyr Martins Paiva, r.

Adeodato dos Reis Meirelles, r.

Antônio de Souza Andrade, r.

Antonio Furtado Calheiros, r.

Antonio Pereira Lima, r.

Argentino dos Reis Junqueira, r.

Bento Boaci Paranaíba, r.

Brígida Francisca de Souza,r.

Capitão Maciel, pç.

Capitão Pinto, r.

Capitão Prudente dos Reis Meirelles, r.

Cônego Sebastião Pereira de Arantes, r.

Cornélio Junqueira Maciel, r.

Coronel Cornélio Maciel, r.

Coronel Serafim Carlos Pereira, r.

Cristiano dos reis Meirelles, r.

Domingos Lúcio Maciel, r.

Dr. José Maciel, r.

Geraldo Francisco Alvarenga, r.

Hélio Ferreira Alvarenga, r.

Irmã Cecília Uliana, r.

Irmã Luiza Covre, r.

Jacinto José Ribeiro, r.

João Carlos Filho, r.

José Geraldo Pereira Leite, r.

José Severiano da Silva, r.

Juca Lintz, r.

Leniza Ferreira Andrade, r.

Lila Ferreira Maciel, r.

Major Arlindo de Paula Ferreira, r.

Maria Aparecida de Souza Maciel, r.

Maria Madalena Sciani de Souza, r.

Marilda Junqueira Maciel, r.

Marina Junqueira Maciel, r.

Monsenhor João Câncio dos Reis Meirelles, r.

Palmira Ferreira Maciel, r.

Paulo Rezende, r.

Paulo Rodrigues de Souza, r.

Pedro Carlos Penha, r.

Pedro José de Arantes, r.

Professor Manoelito Maciel Pereira, r.

Professor Pedro Ferreira de Souza, r.

Rubens Junqueira de Andrade, r.

Sebastião Martins Paiva, r.

Sr. Tito Mori, r.

 

  • IPIRANGA

Adélia Lollobrigida, r.

Ana Augusta Vieira, r.

Antônio Marciano, r.

Antonio de Pádua Souza Meirelles, r.

Benedito Claudino da Silva, r.

Francisco Olinto Pereira, r.

Joaquim Fernandes de Souza (Joaquim Manoel), r.

José Inácio Junior, r.

José Rodrigues da Rocha, r.

José Rodrigues de Souza, r.

Manoel Fernandes Maciel, r.

Maria do Carmo Rocha Maciel, r.

Moisés Maia, r.

Oto Junqueira, r.

Rosendo Ferreira Martins, r.

Sebastião Arantes Maciel, r.

Serafim Vicente Leal Filho, r.

Serafim Vicente Leal, r.

Urbano Osório de Souza Meirelles, r.

 

  • KENNEDY

Ântonio Meirelles de Barros, r.

Axel Thosing Sorensen, r.

Danilo Fortes Silveira, r.

Farmaceutico Afonsinho, r.

Gabriel de Souza Castro, r.

Gustavo Galiano Pereira, r.

Ilton Antônio Ferreira, r.

Jaime Furtado Ferreira, r.

João Francisco de Barros, r.

João Magalhães, r.

Joaquim Alves Filho, r.

José da Silveira, r.

José de Souza Andrade, r.

José Henrique de Carvalho, r.

José Massafera, r.

José Moacir Fróes, r.

José Ribeiro de Rezende (Zeca de Deus), r.

José Zeferino Alves, r.

Margarida Pereira Leite Arantes, r.

Maria Celeste Arantes Ribeiro, r.

Maria da Conceição Alves, r.

Milton José Ribeiro, r.

Nicota Barros, r.

Oswaldo Cruz Azevedo Junqueira, r.

Professora Maria Maciel P, Alckmin, r.

Sebastião Pereira, r.

 

 

  • JOÃO DO JUSTO

João Alvarenga Maciel, r.

Maria Augusta Arantes, r.

Paulo Farrão, r.

 

  • SETE DE SETEMBRO

Francisca Carolina da Silva, r.

Pedro Francisco Maciel, r.

Pedro Martins Pereira, r.

Urbano Junqueira de Andrade, r.

 

  • BREJINHO

Alzira Rezende, r.

Fernando José Dos Reis Meirelles, r.

Francisco Antonio Pereira, r.

Heron Magalhães, r.

Iracy Maria de Carvalho, r.

José Olinto da Silva (Cuia), r.

Justo de Souza Maciel, r.

Justo Francisco Maciel Filho, r.

Justo Fernandes Maciel, r.

Juvenal José Machado, r.

Lulu Teixeira, r.

Maria Aparecida Maciel, r.

Pedrinho Baixinho , r.

Samuel Lemos Gonçalves, r.

Terezinha Amaral Nogueira Maciel, r.

Tomé de Souza Maciel, r.

 

  • VILA AUGUSTO

Antonio Gonçalves Gois, r.

Ciro Pereira Lima, r.

Dirceu Maciel Pereira, r.

Francisco Antônio Maciel (Chico da Cava), r.

Isabel Maciel de Souza, r.

José Bráulio Junqueira de Andrade, r.

José Esteves, r.

Leonina de Fátima Pereira de Arantes, r.

Maria Célia Madeira, r.

Nadir Augusta de Jesus, r.

Maria da Cava, r.

Olímpio Alves Madeira Filho, r.

Ordália Orozina Maciel, r.

Sebastião Maciel Filho (Dedé), r.

 

  • VILA MAGALHÃES

Adolfo Augusto Pereira, r.

Angela Maria Sciane, r.

Armando Gabriel, r.

Belmiro Augusto de Lima, r.

Benvinda Imaculada Conceição, r.

Bernardino Martins Pereira, r.

Cacildo De Paula Ferreira, r.

Deodoro Ferreira, r.

Domiciano Ferreira Martins, r.

Donato Antonio da Silveira, r.

Edmundo Silva Azevedo Junqueira, r.

Elídia Antônia Dias, r.

Helder Rezende de Souza, r.

João Bosco Messias, r.

João Rodrigues de Souza, r.

José Candido de Castro, r.

José Cezar Maciel, r.

Laura Leal de Almeida, r.

Maria Terezinha Vidal de Souza, r.

Odon Silveira, r.

Pedro Massafera Penha, r.

Samuel de Andrade Paiva, r.

Sebastião Luiz Fernandes, r.

Sebastião Pereira da Silva, r.

Sineiro Bonserá, r.

 

  • OLARIA

Adalgiza Mori Ferreira, r.

Alceu Maciel Pereira, r.

Ana Eduarda de Novais Fernandes, r.

Antônio Alves Neto, r.

Antônio Marciano da Silva, r.

Antonio Penha de Andrade, r.

Augusto Domiciano Pardal, r.

Francisco Barbosa de Paula, r.

Francisco de Almeida, r.

Francisco de Assis da Silva (Chico Alegre), r.

Horácio Francisco Alvarenga, r.

João Batista Saborito, r.

Joaquim Pereira Morais Filho (Quinzito), r.

Jorge Gonçalves Nogueira, r.

José Cláudio Maciel, r.

José Geraldo da Silva, r.

José Geraldo Maciel (Zé do João), r.

José Geraldo Pereira Leite, r.

José Mário Simões (Zico Simão), r.

 José Pereira de Castro (Picolé), r.

Júlio Fernandes de Oliveira, r.

Leontina Inácia de Souza (Milota), r.

Manoel Maciel Penha, r.

Maria Carmem Arantes de Sêne, r.

Maria Cecília de Souza (Fiinha), r.

Maria dos Santos Pereira (Maria Cotinha), r.

Maria Pereira de Arantes, r.

Oscar Tadeu Mesquita Furtado , r.

Padre Waldo Ferreira Maciel, r.

Paulo Maciel Arantes, r.

Pedro Gomes De Oliveira, r.

Sebastião Izidoro, r.

Serafim Fernandes de Oliveira, r.

Targino Luiz, r.

Tomé Moreira da Silva (Mesico), r.

 

 

  • NOSSA SENHORA DA IMACULADA CONCEIÇÃO (VENTANIA)

Adolfo Fernandes Maciel (Cravo), r.

Alice Arantes Pereira, r.

Benjamim Ribeiro Neto, r.

Carlos Mori, r.

Carolina De Souza Arantes, r.

Fábio Rodrigues de Souza, r.

Fernando de Oliveira (Fernando Tarú), r.

Geraldo José Arantes (Iadinho), r.

João de Souza Pinto (João Rolinha), r.

José Albino da Rocha, r.

José Francisco Maciel (Zé da Nina), r.

José Mauro Pereira Ramiro, r.

José Pedro de Souza, r.

José Pereira de Andrade, r.

José Pereira de Arantes (Zé Quinzinho), r.

Júlia Pereira de Arantes (Sá Júlia), r.

Maria Jacinta, r.

Pedro Rodrigues de Souza, r.

Sebastião Vidal da Rocha, r.

Wilson Gomes de Araújo, r.

 

 

  • RECANTO DAS ROSAS

Alzira Augusta de Souza, r.

Joaquim Rodrigues de Souza, r.

José Andrade, r.

José Antônio Pereira (Lofinho), r.

José Juscelino da Silva (Sr. Zico), r.

Manoel Pedro de Carvalho (Sô Mané), r.

Marciano Avendilino de Arantes, r.

 

 

  • JARDIM IMPERIAL

Ana Bárbara Furtado, r.

Argemiro Furtado Ferreira, r.

Benedito de Souza Rocha, r.

Cornélio Pereira Lima, r.

Elvira Nogueira Rocha (Dona Nina), r.

Fernando Furtado Lima, r.

José Sebastião Nunes Maciel (Juca Maciel), r.

Maria Dalva Furtado Meirelles, r.

Mariana Francisca de Souza, r.

Milton Pereira de Souza, (Sô Milton Dentista), r.

Sebastião Domingues Maciel, r.

Vicente Belmiro da Silva (José Belmiro), r.

 

  • SANTA BÁRBARA

Antônio Francisco Maciel, r.

Francino Batista de Almeida Neto, r.

João Francisco de Souza (João Cota), r.

José Moreira de Almeida, r.

José Vidal da Rocha (José Alfredo), r.

Luiz Rodrigues de Souza, r.

Maria Inês Vilela Barros, r.

Vicente de Souza Pinto, r.

 

  • LOTEAMENTO ENCRUZILHADA

José Vieira Sobrinho (Juca Vieira), r.

Laudelina de Jesus da Silva (Lódia), r.

 

  • CONJUNTO HABITACIONAL CAMPO DE AVIAÇÃO

Antônio Ribeiro da Silva, r.

Ivan Arantes Ribeiro, r.

Sebastião Moreira, r.

 

  • LOTEAMENTO J. K.

 José Marciano de Souza (Chanico), r.

Pedro Avelino de Arantes, r.

              A memória de um povo é a sua identidade. Assim queremos com esta segunda edição do “Dicionário das Ruas de Cruzília” Preservar a memória da História do nosso povo acrescentando aqueles que nos deram a honra de poder tê-los como lembrança prazerosa e orgulhosa por terem sido Cruzilienses de caráter e memória construtiva. Ter o nome identificando uma rua não é simplesmente ter uma placa registrada, mas é também deixar marcas de saber. Conforme comprovamos na história, “nos dias da antiguidade, porém, os nomes, além de serem identificadores, iam além disso. Eles tinham significados especiais. Os nomes antigos tinham relação com as circunstâncias do nascimento, do local, da aparência da criança, etc. Às vezes, o nome relacionava-se com o futuro da criança, é o caso dos nomes proféticos. Muitas vezes, o nome representava a personalidade do indivíduo. Assim, o nome da pessoa era algo muito importante, digno de honra, pois representava o caráter do indivíduo, isto é, o próprio indivíduo.  
Os povos antigos tinham por hábito dar nomes de seus ídolos aos seus descendentes.”              
              Como o nome identifica a pessoa, a pessoa identifica a comunidade e assim escrever sobre os nomes e a quem eles memorizam, é também falar de nossa Cruzília, a Câmara Municipal tem a honra de manter viva a chama da História que não nos deixa afastar das raízes. É preciso voltar sempre às raízes se quisermos alçar vôos maiores porque é de nossos antepassados que nasceu o que somos.  Sábio adágio popular: “É pelas árvores que se conhecem os frutos.”

“ ...Palavras da Presidente...

 

Maria das Graças Maciel de Arantes

 

 

“Sejam teus nomes,

Plantados em pedra e raiz,

O resgate de nossa historia

Em memória eternizada.”

 

Nadia Junqueira Maciel Ferreira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2ª EDIÇÃO

 

PREFÁCIO

 

A narrativa adia a morte, ativa o imaginário, mantém viva a memória, salva as ações humanas do esquecimento e da morte. (André Bueno)

 

Há quase vinte anos, com o Projeto “Minha Rua, Nossa Rua”, idealizado pelo então prefeito Dr. Carlos Orlando N. Penha, eu pesquisei e “percorri” 101 nomes de ruas de Cruzília com seus fatos e feitos. Essa doce e saudosa viagem, tendo José Camilo como companheiro (“Pima” que tudo digitou), está descrita no “Dicionário das Ruas de Cruzília”. Hoje, em sua segunda edição, patrocinada pela Câmara Municipal de Cruzília , por iniciativa de sua presidente, Vereadora Maria das Graças Maciel de Arantes, “Gracinha”, o livro oferece ao leitor uma “viagem-passeio” não somente sobre aquelas, mas também sobre outras ruas da cidade, e relata a vida de cruzilienses que fizeram parte dessa viagem percorrida por longos anos por ruas ainda sem calçamento, mas conscientes de seu próprio valor. 

Ruas são espaços do povo, retratam a alma daqueles cruzilienses que já partiram para uma eterna viagem, mas que aqui deixaram um legado vivenciado nessa teia de relações sociais, nessas artérias por onde circula o sangue de várias gerações. Como escreve João do Rio (1881-1921) em “A alma encantadora das ruas”, “há suor humano na argamassa do seu calçamento”.

Suas páginas põem em relevo um pouco da vida de pessoas que nasceram, moraram e viveram nessa Terra da Cruz, mas, principalmente, revelam as qualidades da hospitalidade mineira; o amor pelo chão batido, calçado e asfaltado; a convivência e a harmonia entre parentes, amigos, benfeitores.

“Oh! Sim as ruas têm alma!” Certamente, João do Rio, as ruas de Cruzília têm alma que eterniza seus personagens. Assim como descreve o escritor carioca, as ruas de nossa cidade são “honestas, nobres, delicadas, puras”, e algumas “tão velhas que bastam para contar a evolução de uma cidade inteira”.

Se todas essas ruas de Cruzília fossem minhas, fossem nossas, caros leitores, teríamos que mandar ladrilhá-las com pedrinhas de brilhantes para mostrar, ainda mais às novas gerações, todo brilho das almas dos que aqui criaram raízes e pisaram nesse chão. Por enquanto, convido a todos que dentro delas moram que caminhem, percorram e viajem por entre as páginas deste livro/ruas, para que possamos compartilhar a memória dos nossos entes queridos, amigos e conterrâneos que palmilharam a “Cruz da estrada”, a “Encruzilhada dos caminhos”, a atual Cruzília, e hoje passeiam por outras ruas celestes e descansam em nossos corações.

Nadia Junqueira Maciel Ferreira

Sítio Recanto – novembro 2016.

 

 

 

 

(Prefácio da 1ª Edição)

RUAS DE CRUZÍLIA

Parafraseando o poeta Drummond, digo que em Cruzília começa uma rua que vem acabar no meu coração No mapa mitológico de Cruzília, há a rua de cima, a rua de baixo, a rua da cadeia, a rua do campinho do São Luis, a rua do Carrapicho, a rua do óleo. Há o beco da Bela Cruz, o beco do Batalaca e ate a porteira do Anselmo. E na memória de cada cruziliense há travessas, esquinas,  becos e moradas de imponderáveis lembranças .Em Cruzília não há rua com o nome de Andre de Leão , sertanista que já passou por aqui em 1605, também não tem praça chamada Jacques Félix, taubateano que por essas terras andou por volta de 1638. Não encontro nas esquinas uma placa com o nome de Bartolomeu da Cunha, que passou pelo rio Igaray em 1693. E não vejo o Beco Manuel de Sá, dono de uma sesmaria que “ vai da Encruzilhada para Aiuruoca”, em 1726. E onde o nome de Saint-Hilaire, que pernoitou na Traituba, no ano da Independência? Mas, a partir de 1841, com o nascimento de padre João Câncio dos Reis Meireles e , em 1858, com a chegada do comerciante Manoel Domingues Maciel, o nomes vão ficando familiares, e começam a freqüentar placas...De repente, o tempo começa a transmigrar nossos avós, pais, familiares e amigos para as placas das ruas. E o jovem cruziliense passa por essas ruas, pisa por esses nomes e pouco sabe dos antigos moradores.O termo “rua” deriva de “ruga” e, em verdade, as ruas são rugas no rosto da cidade. Mais do que inscrição do tempo, as ruas são memórias, forma de resistência à inexorável passagem do tempo.Assim, preservar os nomes das ruas, conhecer um pouco de cada cidadão que por aqui deixou um pedaço de seus sonhos e de seu coração é, não só dever de cidadania, mas compromisso de honra com nossa cultura, nossa terra, nossa gente

Luiz Carlos (Caio) Junqueira Maciel

 

 

 

 

 

  1. CENTRO

ACYR MARTINS PAIVA

              Nasceu em 08/03/1921, na Fazenda dos Pinheiros, município de Cruzília. O primogênito de uma prole de seis filhos. Filho de Samuel Andrade Paiva e Risulmira Martins Paiva. Cresceu na fazenda até a idade de iniciar os estudos aos sete anos.

Devido às dificuldades da época que impediam os pais fazendeiros de se locomoverem para a cidade para que a criança pudesse estudar, resolveram que ele deveria iniciar seus estudos no Ginásio Paroquial São Sebastião, de Cruzília, em regime de internato, muito comum na época.

Após cursar o primário continuou os estudos também em regime de internato no Colégio Coração de Jesus (Colégio dos Irmãos Maristas), na cidade de Varginha, MG. Por lá permaneceu até terminar o ginasial. Depois, devido a uma série de imprevistos e dificuldades naquela época, interrompeu seus estudos voltando para a Fazenda dos Pinheiros, ajudando os pais na lida do cotidiano.

              Permaneceu na Fazenda até sua maioridade, quando então se alistou para servir ao Exército sendo convocado a cumprir tal obrigação cívica na cidade de Itajubá, em 1939, ano em que se iniciou a Segunda Guerra Mundial. Alguns anos mais tarde, em 1944, o reservista foi convocado a se apresentar no Rio de Janeiro e, posteriormente mandado para a Itália, seguindo no Navio “General Mann” até Nápoles com milhares de outros Pracinhas para se juntarem aos países aliados e assim livrarem a humanidade dos crimes nazistas.

               Na Itália participou de várias campanhas, inclusive da mais importante delas que foi a Tomada de Monte Castelo, onde era motorista e transportava o material bélico para o campo de batalha. Por lá permaneceu até o final da guerra, que ocorreu no final de 1945. Voltou ao Brasil depois de uma longa viagem de regresso em navio americano, desembarcando no Rio de Janeiro com centenas de expedicionários da FEB – Força Expedicionária Brasileira, onde foram recebidos com grande festa e condecorações como heróis de guerra. Depois de alguns dias chegou à sua cidade natal, Cruzília, onde foi homenageado com festa de gala como herói que foi.

Voltou à lida na Fazenda dos Pinheiros e depois de algum tempo, já familiarizado novamente com o ritmo do Brasil, casou-se com sua prima Gladys Ferreira Garcia, em 1947. Essa união gerou ao casal três filhos: Hilton, Cidinha e Sérgio. Foi casado com D. Gladys até o final dos anos 60 e, posteriormente se divorciaram. Depois de alguns anos contraiu matrimônio com a Sra. Maria Carmelita do Amaral. Dessa união foram gerados mais dois filhos: Kleber e Keila. Passaram a residir em Baependi - MG, e ficaram por um período de cinco anos na cidade de Rezende - RJ. Posteriormente regressaram a Baependi, onde residiram até o falecimento do casal.

Acyr Martins Paiva também atuou na vida política de Cruzília. Foi vice-prefeito pela UDN na gestão do Prefeito Gastão de Paula Ferreira – PSD. Foram eleitos em 15/11/1958 com mandato até 31/01/1963. Como participou efetivamente das operações bélicas, na Segunda Guerra Mundial, tornou-se pensionista do Exército Brasileiro com a patente Oficial de 1º Tenente.

Sempre foi um homem dinâmico, empreendedor e era um líder no quesito criatividade. Montou juntamente com sua primeira esposa uma fazenda muito produtiva, com máquina de limpar café, única na época; serraria; trator (o segundo do município) e um plantel fantástico de gado Holandês e Girolando. Faleceu no dia 24 de maio de 2011 e foi sepultado em Baependi, segundo sua vontade, ao lado da mulher Carmelita. 

 

ADEOTADO DOS REIS MEIRELES

Comendador Adeodato dos Reis Meireles, descendente da nobre estirpe que fez o trabalho seu melhor brasão de gloria, nasceu no Angahy, distrito de Encruzilhada, antigo município de Baependi, estado de Minas gerais, em 15 de fevereiro de 1890, e faleceu no dia 14 de maio de 1959.

Foram seus pais e Cel. Cristiano dos Reis Meirelles e Blandina Noberta de Meirelles, que dedicaram extremado carinho na educação moral e cultural de seus filhos.

Estudou no celebre colégio de Pouso Alegre, famoso pela sua disciplina e pela maneira como ai eram ministrados os ensinamentos, de onde saiu apto para uma vida honrosa.

Dois anos depois, casou-se com Maria Carmem Meirelles (Quiquita), tendo treze filhos.

Dedicando-se ardorosamente aos serviços da Igreja, recebeu o titulo de Comendador. Era disponível e gostava de realizar serviços religiosos e públicos, em beneficio da sua pátria e sua terra natal. Muito contribuiu para o progresso de nossa cidade, doando o terreno para a construção do Hospital Dr. Cândido Junqueira. Ajudou também na construção do primeiro posto de saúde.

Homem de caráter, herdeiro de um nome honrado e honroso por todos os títulos, viu-se sempre cercado de amizade e da administração de todos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo.

 

Antônio de Souza Andrade

Antônio de Souza Andrade nasceu em Carrancas, no dia 29/09/1907. Filho de Guiomar de Souza Andrade e Rita de Cássia Souza Rezende.

Casou-se com Juracy Pereira Andrade, filha de Mário Augusto Pereira e Ernestina Pereira Leite. Foram pais de sete filhos: Mário, Milton, Wander, Oswaldo, Ivone, Maria Rita e Nivaldo.

Proprietário de uma pequena fazenda em Conceição do Rio Verde em 1948.

Em janeiro de 1949 comprou as partes de alguns irmãos na Fazenda Canta Galo que foram doadas pelo seu pai Guiomar de Souza Andrade, onde trabalhou como produtor de leite e café.

Em Cruzília, sempre ajudou nas obras do hospital doando sempre a melhor novilha que tinha (colocando sempre no cabresto a frase “Vai e Volta”). Nas festas de São Sebastião sempre doava também a melhor novilha com a mesma frase.

Nos jogos do Sete de Setembro, além de ser um grande torcedor, carregava todo aquele que quisesse se aventurar na carroceria do seu Ford F.35c e muitas vezes pagava o ingresso de alguns menos favorecidos.

Além de ajudar tantos pobres ele fez amizade com o famoso Cabo Anésio, que em confiança permitiu que ele levasse alguns presos para trabalhar na lavoura de café, ganhando cada um o seu próprio salário.

Antônio de Souza Andrade faleceu em 24/03/1969.

 

ANTONIO FURTADO CALHEIROS

Antonio Furtado Calheiros nasceu em Cruzília em 1890. Era filho de Jose Miguel Furtado e Amélia Furtado. Conhecido por todos nos com “Nico Furtado”, era comerciante em Cruzília, mas trabalhou também durante anos na Estação da Traituba.

Solteiro, deixou inúmeros sobrinhos que o tratavam como pai. Foi vereador nos tempos da velha Encruzilhada. Deixou muitos amigos, entre os quais o Coronel Cornélio Maciel. Homem enérgico e bondoso, Nico Furtado faleceu em 1941.

 

ANTONIO PEREIRA LIMA

Antonio Pereira Lima nasceu na fazenda Areão, município de Aiuruoca, em 15/12/1877, e morreu em Encruzilhada, no dia 15/12/1942. Era filho de Evaristo Pereira Lima e Tereza Vitorino de Jesus.

Foi casado com Maria da conceição Pereira lima, com que teve os filhos: Zilda, c.c Antonio, Anita, c.c Augusto Cornélio, c.c Maria da Conceição, Ciro, c.c Edith, Tereza, c.c. Pedro Florêncio, José, c.c Maria Orozina, Moacir, c.c Tereza, Expedito, c.c Luciana, Maria de Jesus, c.c Geraldo, Sebastião, c.c Guadalupe e Aparecida, c.c João Armando.

Antonio era muito querido pelos antigos moradores da Encruzilhada, muito religioso, não perdia as missas e fazia muita caridade. Estava sempre preocupado com os problemas e dificuldades dos outros. Puxava madeira, milho, sem cobrar nada, pois para ele não custava tempo nem dinheiro o que fazia para ajudar os agradar os mais necessitados.

Homem bravo, porem bondoso, fazia o que podia fazer para o povo; não pensava duas vezes. Consta que ele construiu sozinho a estrada ligando a fazenda do Olaria, onde morava (hoje pertencente ao Nelo), a Cruzília , de onde segue para São Thomé. Aconselharam-no a colocar cadeado na porteira que construiu nessa estrada, mas ele não quis saber do conselho, pois abrira a estrada não só pensando nele, mas em todos aqueles que quisessem ir para Encruzilhada vir de lá. Seu gesto trouxe beneficio para a sua comunidade.

Antonio tinha engenho onde fabricava rapadura, afamada em toda a região. Seus descendentes honram sua memória e os cruzilienses reconhecem que ele foi um “braço direito” para seus conterrâneos.

 

ARGENTINO DOS REIS JUNQUEIRA

Argentino dos Reis Junqueira, filho de Francisco Theófilo dos Reis Junqueira e Eudóxia dos Reis Junqueira, nasceu na Fazenda Bela Cruz, município de Cruzília, em 24 de setembro de 1903. Era bisneto do Barão de alfenas, Gabriel Francisco Junqueira.

Em 24 de setembro de 1927, casou-se em Aparecida do Norte com Ofelia Andrade Meirelles, de São Vicente de Minas, com quem teve sete filhos: Marilda e Rubens, que faleceram na infância, Jose Paulo, Francisco Darcy, Maria Carmem, Nadeje e Icleia.

Residindo na fazenda Bela Cruz, dedicou-se a criação do cavalo Mangalarga e do gado holandês.

Morou muitos anos em Cruzília, onde faleceu em 20 de novembro de 1987, deixando exemplo de honradez, caráter, e principalmente modéstia.

Foi sempre muito querido por sua família, amigos e sobrinhos.

 

BENTO BOACI PARANAÍBA

              Nasceu em 09/03/1916, no município de Carmo da Cachoeira, na Fazenda do Canário. Filho de Joaquim José Paranaíba e Cora Vilela Paranaíba. Estudou na Fazenda da Laje, propriedade de seu avô, em Carmo da Cachoeira. Contratava-se professora para a família.

Casou-se em 06/11/1945 com Maria Redenção Vilela residindo na Fazenda da Vargem Alegre, a qual pertence ao município de Cruzília e São Thomé das Letras, exercendo a atividade agropecuária. Teve onze filhos, dezenove netos e doze bisnetos. Em 1960 adquiriu residência na cidade de Cruzília à Rua Adeodato dos Reis Meirelles com objetivo de estudar os filhos. Os mesmos estudaram em Cruzília até o nível de ensino existente na época. A maioria deles reside em Cruzília e dedica à atividade comercial.
                Senhor Bentinho, como todos o chamavam, dedicou sua vida à esposa e aos filhos educando-os com sabedoria. Foi convidado várias vezes a candidatar-se ao cargo político em São Thomé das Letras, mas sempre recusou. Seus filhos Luiz Vilela Paranaíba e Joaquim Paranaíba optaram a dedicar-se à carreira política: Luiz, ex-prefeito de São Thomé das Letras e Joaquim, atual prefeito de Cruzília.

Senhor Bentinho foi um homem simples, trabalhador e de caráter forte, cumpridor fiel de sua palavra. Faleceu no dia 13/09/1997 em Cruzília. 

 

BRÍGIDA FRANCISCA DE SOUZA

Brígida Francisca de Souza, filha de Joaquim Rodrigues de Souza e Carolina Augusta Ribeiro, Nasceu em 3 de dezembro de 1898 em Cruzília.

Casou-se Adolfo Ribeiro da Silva, filho de Francisco Ribeiro e Flauzina Maria de Lima (naturais de Aiuruoca), com menos de quinze anos, no dia 25 de outubro de 1913, nesta cidade, sendo testemunhas da união o Cel. Cornélio Maciel e Luiz Fernandes da Rocha

Teve doze filhos: Jose Ribeiro de Souza, Maria, Ana, Sebastião, Joaquim, Francisco, Pedro Jose, Adolfo, Vicente, Terezinha Maria, Geraldo e Carolina Maria. Criou também a neta Maria da Perpetua de Souza. Ao todo teve 76 netos.

“Sá Brígida” era branca, de estatura média e possuía uma personalidade excepcional. Era líder. Seus filhos e netos sempre lhe pediam ajuda em seus problemas. Ela orientava e decidia o que eles deveriam fazer. Alem de mãe, conselheira e grande mulher, “Sá Brígida”, demonstrando ter tão bom coração quanto cabeça, doou o terreno para construção da Escola Estadual do Itaqui, situada neste município de Cruzília. Sendo assim, ela contribuiu para que nossa cidade desse mais um passo para o futuro e, quem sabe, influenciou a escolha da profissão de muitos netos, que se dedicam ao magistério com competência e comprometimento com educação.

Em toda a sua vida, sempre acreditou no potencial de seu querido sobrinho, hoje, Dr. Domingos Lollobrígida de Souza, e sempre dizia aos filhos e netos que este seria substituto nas resoluções familiares.

“Sá Brígida” nos deixou em 09 de setembro de 1997.

 

CAPITÃO MACIEL 

Capitão da Guarda Nacional, Manoel Domingues Maciel foi um dos fundadores e primeiros povoadores da velha Encruzilhada. Nasceu a 23 de novembro de 1827, na Fazenda do Cajuru, de propriedade de seus pais – João Domingues Maciel e Rita Francisca Rocha.

Em meados do século passado, em 1858, tendo economizado um bom dinheiro como tropeiro (comprando fumo, queijo, toucinho vendendo na Zona da Mata de onde trazia sal, café e artigos industrializados), Manoel D. Maciel estabeleceu-se comercialmente no arraial de Encruzilhada.

Comprou uma chácara e construiu uma casa perto de uma capela. Em 1865, ergueu um novo prédio, de sociedade com o Português Jacinto José Ribeiro, sendo a primeira casa comercial do arraial.

Mais tarde, neste local, em sociedade com seu filho Cornélio Maciel, abriu o “Armazém de Secos e Molhados” (firma Maciel & Filho) onde é a “Casa Velha” ou a “Casa da Baiá” – 1º casa de Cruzília.

Vovô Maciel – como era conhecido – foi responsável, em 1876, pela instalação de água potável no Distrito (em 1873, Encruzilhada foi elevada à condição de Distrito de Baependi com o nome de São Sebastião da Encruzilhada).

Ele foi subdelegado, Juiz de Paz, Presidente do Conselho Administrativo e Presidente Do Diretório Político, sendo reeleito para este cargo, que ocupou até sua morte, em 26 de setembro de 1903.

Casado com Maria Cândida da Anunciação Pereira (viúva e com três filhos: Rodolfo, Frederico e José Eugênio), tiveram sete filhos: Manoel – tio Mineco -, c.c. Horácio; Tereza, c.c. Pedro Carlos; Maria da Conceição – Baiá -, solteira; Cornélio, c.c. Leonina; e Antonieta – tia Totônica -, c.c. Adolfo Olício.

Capitão Maciel era um homem bom e honesto, de fé simples e muito trabalho, de poucas palavras e poucos risos e muitos exemplos.

 

CAPITÃO PINTO

José Pinto Ribeiro nasceu no inicio do século XIX. Foi um rico fazendeiro da velha Encruzilhada. Quase toda a Cruzília de hoje, ontem, eram alqueires (mais de 4000) pertencentes ao Capitão Pinto.

Nunca se casou e não teve filhos. Por isso criou seu sobrinho, José Pinto Ribeiro Sobrinho, conhecido como “José Capitão”, a quem considerou a vida toda como filho.

O José Capitão deixou toda sua fortuna (quando morreu no final do século passado), sete heranças hoje pertencentes aos seus descendentes.

Seu sobrinho casou-se com Maria Amélia – vó Dudu – e tiveram os filhos: Vera, c.c. José Mário; Elza, c.c. Jordão; Maria; Ziquinha; Itajiba, c.c. Dorica (Maria); Antônio – Tonico -; e Alzira; deixando uma vasta descendência em nossa região.

Capitão Pinto era um homem austero, sistemático e muito religioso. Consta no livro do Tombo, em Campanha, que ele construiu a primeira capelinha na Encruzilhada, nos meados de 1800. Foi, Portanto, uma figura-chave na povoação e no desenvolvimento de nossa Cruzília de hoje.

 

CAPITÃO PRUDENTE DOS REIS MEIRELLES

Capitão Prudente dos Reis Meirelles, filho de José de Souza Meirelles e Anna Paulina de Resende Reis e irmão de Monsenhor João Câncio dos Reis Meirelles, nasceram na Fazenda do Angaí.

Casou-se com Francisca Ribeiro Junqueira, neta do Barão de Alfenas, assumindo assim a tradicional “Fazenda Bela Cruz”, deste município, providenciando sua reconstrução, já que esta havia sido parcialmente destruída na famigerada “Revolta dos escravos da Bela Cruz”. A partir de então desenvolveu um trabalho pioneiro na seleção de gado leiteiro, criação de cavalos marchadores e implantação da então nascente indústria de laticínios em nossa região.

Deixou grande descendência em nossa cidade e região. Teve dez filhos, entre eles Eudóxia dos Reis Junqueira, sogra de D. Ofélia Meirelles Junqueira, de Dr. José Maria Nunes Maciel, do Sr. Juca Maciel e do Sr. Minele; mãe da Marina, Nicota, Argentino, Vadico, Diguinha, Prudente, Titita, Maria do Carmo, Mariana e Helena (Adinha). Morreu em 1890.

CÔNEGO SEBASTIÃO PEREIRA DE ARANTES

              Nasceu em 19/10/1919, no município de Cruzília onde viveu até os dezesseis anos de idade fazendo seus estudos no Colégio Paroquial São Sebastião em 1936. No início do ano entrou para o Seminário N. Senhora das Dores de Campanha – MG. Em 1941 seguiu para Mariana, o Seminário São José, ordenando-se sacerdote em 15/12/1946 em sua terra natal com grande festividade. Logo depois, em fevereiro recebeu a nomeação para vigário cooperador em Três Pontas – MG. Em janeiro foi nomeado vigário de Pedralva – MG onde foi pároco por vinte anos. Como pároco de Pedralva, construiu na sua gestão muitas obras como capelas, igreja, casa paroquial. Foi também professor, levava a mensagem do Evangelho e era muito querido pelos alunos. 

Saiu de Cruzília para cumprir sua missão de evangelizar, porém nunca esqueceu suas origens, assim que pôde, veio buscar sua irmã Cota e sua sobrinha Marta para morarem com ele, às quais ele amparou e cuidou durante toda sua vida. Sempre que podia vinha visitar seus irmãos: Zé Nico e Ziquinha.

Tinha um terreno num lugar denominado Duas Pontes onde sempre deixou seus sobrinhos desfrutarem, onde quase todos começaram a ganhar seu próprio sustento em tempos muito difíceis, lá eles plantavam e faziam tijolos para vender. Cônego SEBASTIÃO PEREIRA DE ARANTES foi um homem bom, nunca negou ajuda a quem a ele recorria, jamais abandou a família, principalmente os menos favorecidos. Para os familiares era carinhosamente chamado de Tio Padre ou de Tio Tião.

Vinha sempre em Cruzília e ajudava em celebrações por ocasião de festas. Gostava muito do Hospital Dr. Cândido Junqueira e sempre que podia fazia doações.

Faleceu em Cruzília no Hospital Dr. Cândido Junqueira, foi velado por algumas horas na Igreja Matriz de São Sebastião, em seguida levado para Pedralva, onde foi velado na Igreja Matriz e enterrado no cemitério municipal.

 

CORNÉLIO JUNQUEIRA MACIEL

              Filho de Dr. José Maciel e de D. Marina Junqueira Maciel. Veterinário, funcionário do Ministério da Agricultura. Enérgico como o pai, possuía um coração “aberto” a todos. Trabalhador, responsável e profundamente honesto. Por vontade própria dedicou-se à política e candidatou-se à Prefeitura Municipal. Infelizmente não foi eleito, mas o seu amor por Cruzília e sua vontade de trabalhar para o bem do município não ficaram de lado. Tudo que era possível ele fazia por amor à terra natal.

Com apenas cinquenta e oito anos faleceu repentinamente em Brasília, onde foi a trabalho. Deixou viúva Vera Lygia, quatro filhos e dois netos. Embora o tempo de vida tenha sido breve, seu exemplo perdura e são incontáveis os amigos que deixou e guardam com carinho a sua lembrança.

Foi Presidente do Sindicato Rural Patronal, rotariano, Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão. Fez parte da Pastoral Familiar, do Ministério da Palavra e quando faleceu, ocupava o cargo de Superintendente de Registro Genealógico da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador.

 

 

CORONEL CORNÉLIO MACIEL

Cel. Cornélio Maciel, filho do Capitão Manoel Domingues Maciel, de quem herdou o amor à terra natal, o equilíbrio, a honestidade, o senso de ordem e da fraternidade; e D. Maria Cândida Pereira, de quem herdou a caridade, nasceu em Cruzília, a 5 de agosto de 1877, no vetusto prédio denominado Casa Velha, conservado carinhosamente pelo seu ilustre filho farmacêutico José Sebastião Nunes Maciel (Sr. Juca).

Cel. Cornélio Maciel foi um grande cruziliense, político de renome, gozava de grande prestigio em toda a nossa região, vida voltada sempre para o progresso de nossa terra e de seu povo.

Foi tropeiro em sua mocidade, conhecendo muitos lugares, no desempenho dessa profissão dura e perigosa; depois se estabeleceu como negociante, prosperou, vencendo honestamente nesse ramo; foi também fazendeiro.

Mas, acima de tudo, a sua paixão mesmo era política que visava unicamente ao progresso, ao melhoramento de sua terra e ao bem- estar de seu povo. Isso ele conseguiu de tal forma que, quando Cruzília se emancipou de Baependi, já possuía os requisitos de uma boa cidade: água encanada, luz elétrica, médicos, farmácia, colégios, boa casas comerciais etc.

Nunca perdeu uma eleição e, se teve adversários, nunca teve inimigos. Ocupou o cargo de Inspetor Escolar e muito trabalhou pelo ensino do Município. Amigo pessoal dos presidentes Wenceslau Brás e Artur Bernardes, empregou sempre o seu prestigio junto aos governos para o progresso de sua terra e a felicidade de sua gente. Foi vereador especial de Cruzília por vários anos e vice-presidente da Câmera Municipal de Baependi. Construiu junto ao prefeito José Alberto Pelúcio uma pequena usina elétrica, a primeira iluminação elétrica de Cruzília, hoje servida pela CEMIG.  

Detestava o futebol por considerá-lo um esporte violento, mas doou o terreno para a construção do novo estádio do 7 .S.F.C., que hoje tem o seu nome. Foi sócio-fundador e presidente do Clube Recreativo Encruzilhadense.

Foi casado com D. Leonina Vilela Nunes, de São Gonçalo do Sapucaí – MG, com quem teve cinco filhos, muitos netos e grande descendência.

Cel. Cornélio Maciel conseguiu que dois filhos se formassem em medicina, Dr. José Maciel e Dr. Nunes Maciel, e um em farmácia, José Sebastião Nunes Maciel. Com ajuda desses elementos cultos e patriotas que ele fez questão que aqui fixassem suas residências, conseguiu acelerar o progresso, o desenvolvimento de nosso município considerado, há pouco tempo, o mais desenvolvido dos municípios emancipados na época e de outros emancipados anteriormente.

A sua vida foi sempre intimamente ligada à vida de Cruzília, à Cruzília primitiva da Casa Velha, à Cruzília inculta de sua mocidade, à Cruzília civilizada de nossos dias.

E, para essa Cruzília, ele deu tudo: os arroubos da mocidade; o entusiasmo da idade adulta e a longa experiência de sua velhice. Deu-lhe mais, deu-lhe filhos inteligentes e cultos, que souberam compreender esse pai extremoso e que, com o mesmo entusiasmo dele, cooperaram para a realização de seu objetivo: o progresso, o desenvolvimento de Cruzília em todos os setores.

Mostrou-se homem puro, piedoso, de comunhão diária, caridoso e amigo dos pobres quando Prefeito, cargo que desempenhou quase aos 80 anos. O dinheiro que recebia pelo desempenho desse cargo, ele trocava em moedas e o distribuía aos pobres. Nada queria para si.

Era assim Cornélio Maciel. Seguia a rigor o grande mandamento de Cristo: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Faleceu no dia05 de março de 1968, sem sofrimento e com a idade de 91 anos.

 

CORONEL SERAFIM CARLOS PEREIRA

Cel. Serafim Carlos Pereira, filho de Guilherme José Pereira e Flauzina Pereira, nasceu na fazenda do Rio do Peixe, Município de Baependi, em 1849.

Era casado com Maria Cândida Penha, natural de Três Corações do Rio Verde, atual Três Corações. Ocupou o cargo de Presidente da Câmara de Baependi e foi chefe político no Distrito de Encruzilhada, hoje Cruzília.

Faleceu em janeiro de 1934, com 85 anos de idade. Deixou um filho e duas filhas: Pedro Carlos Penha, Flauzina e Purcina Pereira.

 

CRISTIANO DOS REIS MEIRELLES

Cristiano dos Reis Meirelles, descendente da nobre estirpe que fez do trabalho e da honra seu melhor brasão de gloria, nasceu no Angahy, distrito de Encruzilhada, no município de Baependi, estado de Minas Gerais, em 14 de novembro de 1860, e faleceu no dia 01 de Abril de 1944.

Foram seus pais o Alferes José de Souza Meirelles e Ana Paulina de Rezende, dedicaram extremado carinho na educação moral e cultural de seu filho. Recebeu no aconchego do lar as lições de uma moral baseada nos princípios da religião, na senda do bem e da virtude.

Estudou no célebre Colégio do Caraça, famoso pela sua disciplina e pela maneira como eram ministrados os ensinamentos, de onde sal em 1880.

Contraiu núpcias com Blandina Noberta Meirelles, cujo falecimento se deu em 1921.

 

DOMINGOS LÚCIO MACIEL

              Nasceu no dia 24 de outubro de 1954. Filho de Antônio Francisco Maciel e Laura Vieira Maciel. Tem oito irmãos: Eunice, Benigno, Agnaldo, Fátima, Agnélio, Lúcio, Aladel e Lucília que já faleceu.

Casou-se com Maria Aparecida Pereira Maciel no dia 12 de maio de 1979 com quem teve um filho: Edson Pereira Maciel e dois netos: Isadora Ramos Maciel e Murilo Ramos Maciel. Estudou na Escola Municipal Cafundozinho e na E. E. D. Leonina Nunes Maciel.

Profissional dedicado trabalhou como carreiro no Sítio do João Castro (Patota), no Sítio do Fernando da D. Ruth, no Rio do Peixe, para Domingos, no Cafundozinho, na oficina do José Domingos e ajudava a carrear, na Fazenda Carrascal do Dr. José, na Cruziliense Ltda. do Sr. Vicentinho. Faleceu em 1º de dezembro de 1980.

 

  1. JOSÉ MACIEL

              Nasceu em Cruzília no dia 25/10/1905. Filho de Cornélio e Leonina formou-se em Medicina. Passou toda a sua vida trabalhando em sua terra natal.

Poeta, foi autor da letra do Hino Cruziliense. Primeiro Prefeito de Cruzília. Incansavelmente dedicou-se ao seu município num árduo trabalho e com muito amor. Casou-se com Palmira Fortes Ferreira com quem teve cinco filhos. Viúvo, casou-se com Marina Reis Junqueira e tiveram oito filhos.

Trabalhou no Hospital Dr. Cândido Junqueira exercendo a medicina solidária e altruísta, dedicando-se ao paciente numa total entrega. Faleceu na manhã de 12 de setembro de 1994, deixando aos filhos exemplo de integridade, trabalho e amor à terra natal.

 

GERALDO FRANCISCO ALVARENGA

              Homem simples e exemplar nasceu em Cruzília, no dia 28 de março de 1923. Filho de Rita Cândida de Jesus e de José Francisco de Alvarenga, vulgo Sr. Minico. Casou-se com Maria Aparecida Ferreira, D. Lia, com quem teve três filhos dos quais sempre se orgulhou.

Geraldo viveu da pecuária e plantações diversas por 78 anos em sua propriedade, Sítio do Cajuru, que hoje pertence a seus filhos e netos. Depois se mudou para a cidade e mantinha residência na Rua Cel. Cornélio Maciel, número 251, no centro. Homem público, auxiliou e prestou serviços à família do Coronel Cornélio Maciel, principalmente ao Sr. Juca da Farmácia, a quem considerava grande amigo.

Levantava às quatro horas da madrugada para ir ao trabalho na roça que conhecia como a palma da mão, e na tiragem de leite era sempre firme e enriquecido pela experiência adquirida desde criança. Sua paixão maior era um carro de boi onde transportava lenha, juntamente com seu pai, até chegar à Fábrica de Laticínios que pertencia ao Sr. Sorensen. Foi, também, um dos fornecedores de leite á esta fábrica.

Muito contribuiu para a conservação de nossas estradas, inclusive o trajeto Cajuru x Cruzília. Colaborou com a construção do Hospital Dr. Cândido Junqueira. Como cidadão provou sua quitação com o serviço militar e trouxe inúmeros benefícios a esta cidade.

Religioso, não perdia a santa missa aos domingos. Amigo, sempre honrado e honesto foi surpreendido por insuficiência respiratória e faleceu em 08 de junho de 2000.

 

HÉLIO FERREIRA ALVARENGA

             Cruziliense e cidadão popular. Candidato a Vereador pela ARENA, numa eleição com apuração de 1969 (um mil novecentos e sessenta e nove). Hélio Ferreira Alvarenga elege-se, perfazendo um total de 120 votos.

Apuradas as eleições de 17 de dezembro de 1972, nos termos da Lei, a Justiça Eleitoral confere a Hélio Ferreira Alvarenga, o diploma de Vereador em 18 de dezembro de 1972. Exerceu a função no período de 1º de janeiro de 1973 a 31 de dezembro de 1976.

Como cidadão, provou sua quitação com o serviço militar. Foi balconista e comerciante. Casou-se no dia 13 de maio de 1983 com Celenis Gonçalves e teve dois filhos.

 Hélio Ferreira Alvarenga, amigo, sempre honrado e honesto foi surpreendido por uma doença incurável e falece em 21 de maio de 1998.

 

IRMÃ CECÍLIA ULIANA

              Nasceu no dia 23 de abril de 1918, em Tambaú – SP. Filha de Érico e Dina Uliana. Ingressou na vida religiosa em 11 de setembro de 1943, viajando para Buenos Aires, Argentina, onde fez o noviciado e a profissão religiosa. Foi do primeiro grupo de irmãs Filhas de São Camilo que trouxeram a Congregação ao Brasil.

Chegou a Cruzília em 15 de agosto de 1955, com mais três irmãs para dar início aos trabalhos no Hospital Dr. Cândido Junqueira, juntamente com a equipe de médicos. Com ampla visão e dinamismo foi dando início à construção do hospital, exercendo incansavelmente sua missão até 09 de maio de 1962, quando retornou a São Paulo.

Mulher forte, inteligente e comunicativa. Deixou-nos o legado do exemplo de doação, na alegria. Com sua presença o Hospital de Cruzília crescia não só em tamanho físico, mas também, em competência ampliando seu atendimento a outros municípios da região. Acolhia a todos que chegavam com carinho, dedicação e amor, seguindo o espírito de São Camilo. Faleceu em 02 de novembro de 2010, em São Paulo após longo período de enfermidade.

 

IRMÃ LUIZA COVRE

              Nasceu no dia 24 de abril de 1919, em Limeira – SP. Filha de Francisco Covre e Maria Segatte. Ingressou na vida religiosa em 11 de setembro de 1943, viajou para Buenos Aires, Argentina, onde fez o noviciado e a profissão religiosa. Juntamente com a Ir. Cecília foi do primeiro grupo de irmãs Filhas de São Camilo que trouxeram a Congregação ao Brasil.

Chegou a Cruzília em 03 de outubro de 1957, permaneceu até 1959. Voltou em outros períodos maiores como responsável (superiora) pela comunidade religiosa e pelo hospital de 1964 a 1971, depois de 1973 a 1979 e no último período chegou em 1995, já doente e idosa ficou à morte.

 Irmã Luiza é tida como mãe, mulher forte e corajosa, dinâmica e sempre presente que mesmo idosa e doente era presença querida por todos, especialmente pelos doentes, médicos e funcionários. Faleceu em 13 de junho de 2003, em Cruzília após longo período de enfermidade.

 

JACINTO JOSÉ RIBEIRO

Jacinto José Ribeiro, filho de Marciano Vindelino de Arantes e Maria Jacinta Ribeiro, nasceu em 18 de janeiro de 1881, em S. Sebastião da Encruzilhada.

Deveria chamar-se Jacinto Ribeiro De Arantes, mas, a pedido de sua avó, tomou o nome do avô, o português Jacinto José Ribeiro, um dos primeiros moradores desta cidade.

Aprendeu a ler, escrever e fazer contas com Pedro Mestre, o primeiro professor publico de Encruzilhada, no tempo da palmatória e puxões de orelha, métodos não aplicados a este aluno, que era inteligente e bom discípulo. Foi enxadeiro, depois negociante e quase fazendeiro, possuindo terras e explorando o ramo de laticínios.

Em certa época, mudou-se com sua família para Capivari – MG, onde comprou uma chácara. Dali Mudou-se para Itanhandu, tendo aí adquirido um bar e entrado em negócios de fumo. Não se acostumando fora da Encruzilhada, voltou ao seu torrão de natal e estabeleceu-se com uma casa comercial de secos, molhados, tecidos, armarinho e calçados. Um incêndio destruiu quase totalmente seu estabelecimento, ficando em situação financeira difícil. Vendeu sua casa de morada e, já alquebrado, organizou um pequeno armazém, onde trabalhou diversos anos, não conseguindo vencer no mesmo ramo onde fora feliz em outros tempos.

Foi vereador por Cruzília, na Comarca de Baependi, fiscal de obras na prefeitura e um dos fundadores do Clube Recreativo Encruzilhadense e da Conferência Vicentina S. Sebastião.

Foi Casado Três vezes. Em primeira núpcias, com Maria Inácia, em segunda, com Zulmira Augusta Maciel, com essa tendo seis filhos: Maria, Rita ,Sebastião, Margarida, Aparecida e Jacinto. Viúvo pela segunda vez, casou-se com Helena Francisco de Jesus, Irmã mais nova de sua primeira esposa.

Homem bom, dedicado, honrado, de rara sensibilidade. Essa Sensibilidade se estendia aos pássaros e animais. Em sua casa, não consentia gaiolas com pássaros e animais. Em sua casa, não consentia gaiolas com pássaros presos. Conta-se que, algumas vezes, quando cavalgava e o cavalo arquejava de cansaço, nas subidas mais íngremes, apeava e puxava o cavalo pela rédea.

Certa vez pediram informações sobre sua pessoa a um senhor de grande reputação de nossa Cruzília e este respondeu: “um fio de cabelo de sua barba é um grande documento”. Nunca faltava com a sua palavra.

Era um virtuoso, amigo leal e deixou grande exemplo de honestidade, caráter e honradez à sua família e a comunidade. Morreu com 84 anos, em 6 de maio de 1965, serenamente, sem dores, sem sofrimentos.

 

JOÃO CARLOS FILHO

João Carlos Filho nasceu aos 21 de abril de 1924, nesta  cidade de Cruzília. Filho de João Carlos da Silva e D. Ana do Carmo Nogueira, teve uma infância tranqüila, participando sempre da Igreja como Coroinha.

Passou uma parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde aprendeu o oficio de alfaiate. Desde criança gostava muito de música, sendo ele um conhecedor dessa arte. Atuou como professor, por um bom tempo, na E. E. São Sebastião. Formou várias bandas de musica aqui em Cruzília, ensinando muitos meninos.

Foi casado com Ana Ferreira de Andrade e tiveram seis filhos; entre eles professores, servidores públicos, um engenheiro e um que seguiu a carreira de musico na policia militar, ocupando o cargo de Capitão, sendo maestro da Orquestra Sinfônica de Belo Horizonte.

João Tutia era uma pessoa simples, muito religioso, devoto de São Sebastião, muito caridoso. Deixou muitos amigos e uma lembrança muito forte de seus filhos e parentes. Deixou, sim, saudades das noites de seresta onde o seu Sax Alto era inconfundível. Faleceu aos 29 de junho de 1977.

 

JOSÉ GERALDO PEREIRA LEITE

              Nasceu no dia 15 de novembro de 1910, em Baependi. Filho de José Eugênio Pereira Leite e Dagmar Ferreira de Andrade. Fez o curso primário no colégio São Sebastião de Cruzília, antiga Encruzilhada e parte do ginasial em Itanhandu, no colégio Sul Mineiro.

Casou-se em 15 de março de 1933, no Distrito de Encruzilhada, município de Baependi, com Maria de Lourdes Nunes Maciel, filha do Coronel Cornélio Pereira Maciel e de Leonina Nunes Maciel. Desse casamento nasceram dez filhos. Produtor rural nos municípios de Cruzília e Baependi integrou várias diretorias da Associação Rural de Minas Gerais, com sede na cidade de Caxambu, tendo sido Presidente.

Elegeu-se Vereador do município de Baependi, representando o Distrito de Encruzilhada, o que se deu na última legislatura antes da emancipação desse Distrito. Foi eleito Prefeito de Cruzília na gestão de 1967 a 1971 e uma de suas obras mais marcantes foi a construção da Estação de Tratamento de Água da cidade, empreendimento que ainda hoje recebe elogios de técnicos da COPASA, atual empresa responsável pelo abastecimento de água do município.

Construiu também a Escola Rural do Recreio. Instituiu o Curso Normal (Magistério) no município e priorizou as estradas municipais e os serviços de água e esgoto. Como Presidente do Clube Recreativo Encruzilhadense (CRE), proporcionou aos jovens de Cruzília o primeiro carnaval da cidade. Faleceu no dia 16 de dezembro de 1988, em Cruzília.

 

JOÃO SEVERINO DA SILVA

João Padeiro, como era conhecido João Severiano da Silva, nasceu no dia 25 de dezembro de 1906, na cidade de Caxambu – MG. Era filho de Antônio Severino da Silva e Leopoldina Rodrigues Pinheiro.

Casou-se com Cândida Oliveira Silva (Filhinha), da cidade de Baependi – MG, com quem teve três filhos: Neli Oliveira Maciel (esposa do Sr. José Mângia), Eli Oliveira Silva (falecido) e Edi Severino da Silva (Pelô).

Depois viúvo, casou-se novamente com Maria José Ferreira, a Dona Mariquinha, Recebeu o titulo de cidadão honorário, titulo este sugerido pelo Dr. Mozart Arantes.

João Padeiro mudou-se para Cruzília justamente para exercer a profissão que lhe deu o apelido. Foi nomeado delegado. Justamente com Sr. José Vitória, fundou a primeira Banda Musical de Cruzília. Enquanto delegado nunca prendeu ninguém, tinha o coração generoso. Se algum embriagado estivesse fazendo bagunça na cidade, ele carinhosamente o levava para casa.

Sua característica principal era levar alegria para todos, era brincalhão, muito popular e de um coração sem tamanho. Era realmente uma figura folclórica de Cruzília.

Faleceu no dia 10 de abril de 1982, sendo seu enterro acompanhado e homenageado pela banda musical “João Carlos Filho”.

 

JUCA LINTZ

Juca Lintz, natural de Aiuruoca, foi o primeiro diretor do Colégio S. Sebastião, estabelecimento de ensino que, fundado por Mons. João Câncio dos Reis Meirelles, em 1919, posteriormente, tornar-se-ia famoso em toda nossa região e em regiões mais distantes, pela qualidade de ensino e pela ótima educação ministrada a seus alunos. Juca Lintz, como era chamado, foi diretor do citado colégio durante dois anos. Era um homem de muita cultura para o seu tempo, sendo poeta e emérito educador. Mudou-se daqui para Leopoldina- MG, onde faleceu anos depois.

 

LENIZA FERREIRA ANDRADE

                  Filha de um Ex-Prefeito muito querido: Gastão de Paula Ferreira e sua mãe, Adalgiza Mori Ferreira. Leniza era casada com Nivaldo de Souza Andrade que faleceu ainda jovem deixando três filhos.

Sua mãe D. Adalgiza foi Diretora da E. E. D. Leonina Nunes Maciel muitos anos. Leniza nasceu em 30 de novembro de 1943 e faleceu em 06 de maio de 1977.

Após 21 (vinte e um) anos de seu falecimento, vimos lembrar sua memória denominando a Travessa situada entre as casas do Sr. Gastão de Paula Ferreira e Rita Edméia Meirelles, na Praça Mons. João Câncio.

 

LILA FERREIRA MACIEL

Lila era o apelido de Augusta Ferreira Maciel, filha de José Eugenio Ferreira e Augusta Fortes Ferreira. Nasceu em 27 de setembro de 1909, na cidade de Jacarezinho, no estado do Paraná. Lá passou sua infância e adolescência, depois mudou-se para Santa cruz do Rio Pardo, no estado de São Paulo, porque seu pai comprou a fazenda Santana, hoje propriedade de sua sobrinha Maria Helena Ferreira.

Estudou no Colégio Santa Marcelina, em Botucatu, Estado de São Paulo, onde morou com seus pais, à Rua Gabriel dos Santos, n°.23, Bairro Santa Cecília.

Casou-se com seu primo mineiro Dr. Manoel Nunes Maciel em 24 de maio de 1931, vindo então morar na antiga Encruzilhada, onde se adaptou muito bem e fez logo muitas amizades.

Morou de inicio com sua Irma Palmira, casada com Dr. José, e depois construíram sua casa, na Praça Capitão Maciel, n° 37, onde morou toda sua vida. Teve cinco filhos: Eunice, Heloísa, Ernani (casado com Maria Celeste), Hilda e Sérgio (casado com Dalva); que lhe deram dois netos Augusto e Laura.

Era uma pessoa de forte caráter, muito caridosa participando de todas as atividades sócias da, então, cidade de Cruzília. Costurava muito bem e fazia sempre para os mais pobres. Gostava de cultivar a horta e o jardim e tinha sempre um livro na mão.

Tratava com grande carinho toda família e seus sobrinhos, principalmente uma que era como neta: Léa filha da D. Marina com Dr. José.

Sua vida foi simples, mas serviu de grande exemplo para seus filhos por sua sinceridade, grandeza de alma e amor ao próximo.

 

MAJOR ARLINDO DE PAULA FERREIRA

Major Arlindo, filho de Demiciano Ferreira de Oliveira e Maria Flora de Oliveira, nasceu na Fazenda Campo Formoso, no Município de Luminárias, em 02 de abril de 1876.

Estudou em São Tomé das Letras e trabalhou numa casa comercial em Três Corações. Foi Casado com D. Laudelina Carolina Martins. Criou dez filhos: Maria de Paula, Stuessel, Otacília, Adail, Gastão (que foi prefeito de Cruzília), Moacir, Cacildo, Arlindo, Diva e Derly. Sr. Arlindo morou nas fazendas Boa Vista, Vargem Alegre e Recreio, todas no município de Cruzília.

Dotado de energia e bom senso administrativo, compartilhou sempre das ideias e realizações em prol de nosso progresso. Foi Camarista da Câmara Municipal de Baependi como representante de Cruzília. Foi sócio fundador do Clube Recreativo Encruzilhadense. Seu nome foi dado a antiga Escola Combinada do Recreio, inaugurada na gestão do Prefeito José Geraldo P. Leite.

Segundo as palavras de seu amigo, Dr. Nunes, o Sr. Arlindo “foi um homem do trabalho e de uma lealdade sem limites, deixando um exemplo magnífico para sua família e para sua terra, que amava como se fosse seu berço. Semeador de felicidade irradiava alegria interior, bondade, bom humor, sendo admirado por todos aqueles que com ele conviviam”.

Faleceu em Cruzília, em 10 de novembro de 1947, com 71 anos de idade.

 

MARIA APARECIDA DE SOUZA MACIEL

              Nasceu no dia 04/06/1935. Filha de Francisco Inácio da Silva (Chico Tenente) e de Margarida Amélia de Souza Silva. Passou sua infância com muita simplicidade e dificuldade na roça, na Vargem Alegre. De lá veio muito cedo para trabalhar de babá na casa do Dr. José e de copeira na casa do Sr. Juca Maciel, sendo muito estimada por estas famílias.

Mais tarde foi para Belo Horizonte servir à família do Senhor Jacintinho. Seu sonho era voltar um dia para “Belo Horizonte belo”, como dizia. Trabalhou também como ajudante de merendeira na E. D. Leonina Nunes Maciel, mas nunca teve a oportunidade de estudar, embora fosse alfabetizada. Casou-se com José Vicente Maciel (Zé Domingos) e teve quatro filhos: Venício, Venilton, Vanilza e Valdo.

Mulher zelosa, guerreira, trabalhadora, prendada, de grande fé e uma paciência sem tamanho. Mãe exemplar, sempre preocupada em dar o melhor para os filhos, encaminhá-los para a Igreja e estudá-los. Foi uma avó dedicada e prestativa. Era muito religiosa, grande devota de N. Sra. Aparecida e de Nhá Chica. Participou da Congregação das Filhas de Maria e do Apostolado de Oração.Era muito animada, carismática e cultivou pela vida afora muitas e grandes amizades, mas os problemas de saúde apareceram e muito firme na fé enfrentou grandes obstáculos. Morreu muito repentinamente em 18/08/1997, aos sessenta e dois anos, deixando-nos grandes exemplos e nos fazendo sentir orgulhosos pela sua passagem neste mundo.  

 

MARIA MADALENA SCIANI DE SOUZA

              Nasceu em 14 de abril de 1933, casou-se com Gabriel de Souza Castro. Teve quatro filhas: Ângela Maria (falecida), Vera Lúcia (Lucinha), Edna e Marília, quatro netos e dois bisnetos. Faleceu em 13 de janeiro de 2013, com 79 anos de idade.

Para ajudar no orçamento da família, começou a fazer bolos para vender, atividade esta que foi aumentando. No início, fazia seus bolos e biscoitos na padaria do Sr. Paulo Vilela. Posteriormente construiu seu próprio forno à lenha e uma varanda, que era seu lugar sagrado durante mais de cinquenta anos. Foi a quitandeira da cidade. Deu emprego para uma infinidade de meninos e meninas que vendiam suas quitandas nas ruas da cidade, que na sua maioria, era uma renda que ajudava nas despesas de muitas famílias. Na época, criança podia trabalhar. Não era trabalho pesado, ela os tratava muito bem, alimentava, ajudava a educar e pagava 30% do valor vendido para os meninos, não explorava ninguém.

Falava com muito orgulho que havia ajudado a criar as crianças, as quais tinham se transformado em homens de bem. Muitos deles a visitavam, lembravam com saudades os bons tempos de cestas e agradeciam o bem que ela havia feito em suas vidas. Em dezembro de 2012, um mês antes de sua morte, ela foi homenageada na Câmara Municipal pelo então vereador, Chico Coquinho, pelo reconhecimento de sua importância na sociedade, que também foi um dos meninos que vendiam suas guloseimas. Ficou muito feliz.

Sem estudos foi, sem dúvida nenhuma, uma empreendedora e contribuiu e muito para a formação de homens honestos e ajudou muito as famílias a comprar o pão de cada dia. Mulher de fibra, batalhadora, religiosa e honesta. 

 

MARILDA JUNQUEIRA MACIEL

              Filha de Zélia Arantes Junqueira e Edmundo Azevedo Junqueira, Marilda morava na fazenda Cachoeira e veio para Cruzília após o seu casamento com Dr. Maurílio Ferreira Maciel. Mãe de quatro filhos, foi esposa dedicada e mãe presente.

Uma das pioneiras da APAE de Cruzília, ali trabalhou, responsável pela cozinha, por longo tempo. Participou da criação do Banco da Providência (hoje anexada à Pastoral da Saúde), trabalhando voluntariamente naquela entidade. Catequista, inúmeros alunos preparou para a primeira eucaristia.

Recatada, dona de casa exemplar, faleceu aos 26 de abril de 2008, deixando um vazio sem precedentes no coração de todos que tão bem lhe queriam.

 

MARINA JUNQUEIRA MACIEL

              Nascida na Fazenda da Bela Cruz, veio para Cruzília e casou-se com Dr. José Maciel. Mãe de oito filhos. Foi madrinha da cantina da E.E. D. Leonina Nunes Maciel, a qual era muito dedicada. Companheira constante do marido, nos tempos em que Cruzília não possuía hotéis, todos os que vinham a trabalho no município, em sua casa tomavam as refeições e eram acolhidos como os da família.

Serena e tranquila, era mestra no tricô, crochê e doces gostosos. Muito querida pelos netos, faleceu aos oitenta e sete anos numa manhã de domingo de ramos.

 

MONSENHOR JOÃO CÂNCIO DOS REIS MEIRELLES

             Foi ordenado Sacerdote de Cristo no antigo Seminário de Mariana; foi o nosso primeiro vigário e um dos fundadores de Cruzília, onde construiu a primeira Igreja Matriz e a casa paroquial, ambas hoje demolidas. No mesmo local foram erguidas duas novas construções com a mesma finalidade: a Igreja Matriz e a Casa Paroquial. Sacerdote de fé e moral inabaláveis, culto e patriota, na hierarquia eclesiástica chegou a Monsenhor. Dizem que não quis ser bispo para não se afastar de sua paróquia e destas paragens que ele tanto estimava.

             Era também amigo da instrução; aqui fundou em 1906 o “Colégio São Sebastião”, educandário que muito progrediu, vivendo seus dias áureos nas décadas de 30 e 40, quando construído no mesmo local por Mons. José A. Alckmin, chegou a abrigar mais de 200 alunos, só no internato. Alunos vindos de diversas cidades como Baependi, Caxambu, São Lourenço, Carmo de Minas, Lorena, Rezende, Andrelândia etc. Hoje é a nossa Escola São Sebastião, tendo cursos de 1º e 2º graus, com freqüência de mais de 600 alunos quase só da cidade. A semente lançada por Mons. João Câncio, entusiasticamente cuidada por educadores renomados como o Prof. Manoelito Maciel Pereira, baluarte da instrução em Cruzília, Mons. José A. Alckmin, Pedro Ferreira de Souza e outros, frutificou abundantemente.

             A morte de Mons. João Câncio dos Reis Meirelles foi muito sentida, muitas lágrimas em seu velório na casa Paroquial e à beira de sua sepultura no centro da Matriz que construíra. Em frente à E. E. São Sebastião, na bonita praça que leva seu nome, está colocada a sua honra: “A Cruzília católica, piedosa, temente a Deus, é sem dúvida a herança abençoada que nos deixou Mons. João Câncio dos Reis Meirelles”.

 

PALMIRA FERREIRA MACIEL

Palmira Ferreira Maciel, filha de José Eugênio Ferreira e Augusta Fortes Ferreira, nasceu em Jacarezinho, Estado do Paraná, em 14 de abril de 1908. Morou até os 8 anos com sua irmã, Cândida Ferreira de Alcântara. Estudou no colégio das Dorotéias, em Botocatu, Estado de São Paulo. Casou-se em 30 de junho de 1930 com José Maria Nunes Maciel. Teve cinco filhos: Waldo, Maurilio, Ângela, Cecilia e Laura. Faleceu em 02 de março de 1941, num acidente automobilístico.

 

PAULO REZENDE

              Filho de José Ribeiro de Rezende e Djanira Andrade Rezende nasceu no Sobradinho, município de São Thomé das Letras - MG, em 23 de agosto de 1934. Estudou no Colégio São Sebastião quando ainda era internato masculino. Casou-se com Maura Diniz Rezende no dia 15 de outubro de 1963, com quem teve cinco filhos. Passando assim a residir em Cruzília.
                Sua maior diversão era caçar. Chegou a ser vistoriador de leilões do cavalo da raça Mangalarga Marchador, onde passou a ser associado da ABCCMM com o prefixo PR. Foi proprietário de um dos grandes reprodutores da raça Guarani PR. Tornou-se vereador em Cruzília no período de 1973 a 1977. Faleceu nesta cidade no dia 07 de março de 2008.

 

PAULO RODRIGUES DE SOUZA

              Nasceu no dia 16 de fevereiro de 1950, no município de Cruzília. Filho de João de Souza Pinto e Rita Carolina de Souza. Foi casado com Maria Lúcia durante vinte e oito anos, onde teve três filhos: João Paulo de Souza, Maikon Rodrigues de Souza e Pablo Rodrigues de Souza.

Foi durante dez anos Juiz de Menor (atualmente Conselheiro Tutelar). Foi vereador por dois mandatos e Presidente da Câmara. Faleceu no dia 07 de agosto de 2007.

 

PEDRO CARLOS PENHA

Pedro Carlos Penha nasceu na fazenda do Retiro, Município de Baependi, no dia 18 de junho de 1871. Era filho de Serafim Carlos Pereira e Maria Cândido Penha.

Ocupou os cargos de delegado de Policia e Juiz de Paz no distrito da Encruzilhada, hoje Cruzília. Era casado com Tereza Maciel Penha. Faleceu em 16 de julho de 1958, com 77 anos de idade. Deixou 5 filhos: Maria Maciel Penha (Mimi), Maria do Sacramento Penha (Dorica), Serafim Maciel Penha (finzinho), Manoel Maciel Penha (Queto) e Pedro Maciel Penha.

 

 PEDRO JOSÉ DE ARANTES

Pedro José de Arantes, filho de Marciano Vindilino de Arantes e Maria Jacinta Ribeiro, nasceu no dia 6 de agosto de 1894. Foi casado com Leonina Fortes Arantes e teve cinco filhos: José, Horacio, Paulo, Silvio e Mozart.

Historiar a vida de Pedro Arantes é historiar a própria historia de Cruzília, pois a sua personalidade abrangente foi um dos fulcros de desenvoltura econômico-social de sua cidade. Na velha Encruzilhada, antigo nome de Cruzília, Pedro Arantes era uma instituição. Seu caráter impoluto, sua vontade férrea, seu espírito indômito, sempre voltado para o bem-estar de sua terra, foram atributos que o colocaram no pedestal, onde foram inscritos os grandes vultos de Cruzília.

Filho de família humilde, com instrução rudimentar, foi, na época em que viveu, um verdadeiro autodidata. Estabeleceu como comerciante em 1916 e, durante 50 anos, exerceu essa atividade. Sua honestidade, seus escrúpulos, seu espírito caritativo fizeram de Pedro Arantes um mito. Sua estima pela população, especialmente a de menor poder aquisitivo, foi alguma coisa de extraordinário. Em cada habitante da cidade tinha um amigo. Prova disso foram os 600 afilhados que respeitosamente lhe tomavam bênção e o chamavam de Padrinho Pedro. Nunca um mendigo bateu a sua porta sem que fosse atendido, não só em suas necessidades materiais, mas, sobretudo, com o carinho de uma palavra consoladora. Em Pedro Arantes não havia somente filantropia, mas aquilo que são Paulo disse a ser maior das virtudes: caridade e amor ao próximo. Viveu mais para os outros do que para si mesmo.

Foi vereador da Primeira Câmara Municipal de sua cidade e posteriormente Prefeito Municipal. Na vida publica deu o melhor de si para o engrandecimento de sua terra e de sua gente.

 

PROFESSOR MANOELITO MACIEL PEREIRA

(Pelo professor José Maria F. Maciel)

Manoel Maciel Pereira, mais conhecido pelo nome de Professor Manoelito Maciel, nasceu no Município, em 12 de março de 1896.

Foi Casado com Maria de Paula Maciel. Exerceu as funções de professor e diretor de colégio por 20 anos, em Cruzília e Conceição do Rio Verde, onde construiu o prédio que passou, posteriormente, aos padres Betarramitas. Exerceu várias atividades, como Vereador, Presidente de Câmara, Presidência e direção de Clubes recreativos e esportivos, na agropecuária, tendo tido atuação em diversos campos da ação social e religiosa. Sua vida foi notadamente marcada por uma vocação inata e um dom natural de educador.

Dedicou-se com extremo carinho a saber a educação de seus nove filhos e de outros inúmeros alunos, aos quais dedicava o mesmo carinho e a mesma atenção, como se filhos fosse. Conhecia a todos pelo nome e por sua singularidade. Cada Aluno era uma pessoa singular e insubstituível. Vivia por todos e por era todos seria capaz de morrer por dedicação. Sabia que dedicar é mais do que morrer uma só vez. É morrer para sempre. É dar uma vida.

Lembro-me da amizade que os alunos tinham pra com ele, chegando, às vezes, ao limite da veneração. Quantas vezes me admirava de ver seus alunos, profissionais já formados, virem de longe, para revê-lo ou visitá-lo. Eram amizades duradouras e que passavam de pais a filhos.

Alguns recordavam saudosos, passagens acontecidas nas salas de aula ou em competições esportivas. Outros repetiam, agradecidos, os louvores ao mestre, sábio e amigo.

Permanecem-me na memória alguns fatos, como o de um seu ex- aluno, brilhante profissional, que me dizia: “o que sou, devo ao Prof. Manoelito. Nunca, em minha vida de estudante, tive um professor tão amigo e tão sábio. Sua aula era tão clara, que a verdade parecia penetrar em nossa cabeça”.

Os alunos gostavam do Colégio, amavam o Professor e veneravam o Diretor. Idos tempos, tempos idos, em que o Professor tinha valor!

Mudaram os alunos ou mudamos nós, os Professores?

 

PROFESSOR PEDRO FERREIRA DE SOUZA

No dia 13 de julho de 1902, no município de Conceição do Rio Verde, nasceu um menino, filho de Joaquim Francisco Ferreira e Ana Maria da Conceição Ferreira. No batismo, em 27 de julho de 1902, recebeu o nome de Pedro, que significa “Pedra”, segundo falou o Cristo. Talvez por isso ele foi tão firme em suas convicções, como a rocha de Moises! A lei e a tradição lhe acrescentaram Ferreira de Souza, mas seus alunos e amigos lhe chamavam de “Sô Pedrinho”.

Depois dos estudos primários feitos em caxambu, foi para a cidade de Campanha, onde fez curso de filosofia e teologia no Seminário Episcopal Nossa Senhora das Dores. Sempre se destacou como ótimo aluno, dócil e aplicado. Nessa época, sua vocação para lecionar já começava a desabrochar-se, pois era professor de português, latim, matemática e geografia no ginásio Diocesano São João, na cidade de Campanha.

Em 1925, transferiu sua residência de caxambu para Cruzília, onde procurou trabalhar com amor e dedicação, retribuindo assim a acolhida carinhosa que teve pela população cruziliense. Até, então, como dizia ele, nunca tinha encontrado em sua vida povo tão generoso, bom, leal, hospitaleiro e católico. Como os cruzilienses. Jovem, cheio de ideal e com ótima formação religiosa, procurou primeiramente organizar o Catecismo Paroquial. Como gostava de musica, cantava e tocava harmônio divinamente, selecionou um grupo de meninas e organizou também o primeiro coro paroquial, que recebeu o nome de “Coro Santa Cecilia”. Daí teve origem seu casamento com D. Izabel, uma das cantoras. Desse casamento nasceram quinze filhos. Somente sete sobreviveram: Cecilia (que herdou o gosto pela musica), Izidro, Terezinha, Claudio, Rosilda, Lucinda e Licinio.

Sr. Pedro foi um grande mestre, um verdadeiro educador. Professor por vocação, da carreira nada lucrou, viveu e morreu como sempre o foi: simples, pobre e humilde.

Seus ensinamentos religiosos e seu exemplo são considerados o maior apostolado de sua vida cristã; Sr. Pedrinho era um homem de comunhão diária. No instituto Paroquial São Sebastião, depois Colégio Paroquial São Sebastião, trabalhou 41 anos como professor e diretor. Lá granjeou a estima dos alunos. O colégio era famoso em toda a região. Seu regime era de internato e externato e nele estudava grande numero de alunos daqui, das cidades vizinhas e de terras longínquas como Rio de Janeiro e São Paulo.

Foi um dos fundadores da irmandade São José, obras das Vocações Sacerdotais (OVS), em 14 de abril de 1937, cujo objetivo é contribuir na parte material e orar pelas vocações sacerdotais. Essa irmandade ate hoje tem ajudado muito seminaristas e seminários de nossa diocese.

Sua caridade e seu amor pelos pobres era grande. Dizia sempre “Olhe pelos pobres que tem vergonha de pedir, são os que mais sofrem”. Levado por este amor, com seus amigos fundou também a conferência Vicentina “São Sebastião” em 15 de janeiro de 1933. Todos Conhecem a assistência e o grande benefício que esta traz ate hoje para os pobres de nossa cidade.

Era também Congregado Mariano, participou da fundação do CRE e fazia parte dos Conselheiros do Hospital “Dr. Cândido Junqueira” onde sempre participava com seu coral nas festas religiosas lá realizadas. Foi eleito Juiz de paz por varias vezes, recebendo, em 11 de junho de 1966, o titulo de cidadão Honorário Cruziliense, única pessoa, ate esta data, agraciada com este titulo honorifico.

Já aposentado, com sua saúde abalada, teve a grande alegria, talvez a maior de sua vida. Foi no dia 11 de julho de 1966, quando recebeu, no salão de festas do Colégio São Sebastião, organizada por um grupo de ex-alunos, uma manifestação de gratidão, tão carinhosa, alegre e espontânea que o deixou comovido. Alem dos belos discursos feitos por ex-alunos e dos presentes que lhe ofertaram, foi-lhe entregue o Titulo de Cidadão Honorário Cruziliense.

Faleceu no dia 29 de novembro de 1969. No dia 24 de dezembro de 1983, uma homenagem póstuma lhe foi prestada na praça monsenhor João Câncio, por iniciativa do Dr. Adolfo Mauricio Pereira, então prefeito Municipal: foi colocado, nesse local, seu busto, em bronze, o que demonstra gratidão por tudo que ele fez para a formação moral e cultural de nossa comunidade.

Paralelo a sua vida de educador, estava sempre cultivando a plantação de arroz, feijão, milho etc. Sempre tinha sua rocinha. Ali, em contato com a terra, sentia-se feliz. Gostava de viajar principalmente de trem de ferro. Dizia que esse era o melhor meio de descansar da luta árdua dos trabalhos no Colégio.

 

RUBENS JUNQUEIRA DE ANDRADE

              Caçula de cinco irmãos na Fazenda do Favacho, veio ao mundo em 15 de julho de 1920. Filho de Gabriel Fortes Junqueira de Andrade (Bilota) e de Josefa Junqueira de Andrade.

Fez seus estudos iniciais em Cruzília, prosseguindo-os em Varginha, onde concluiu o ginasial. Com o recrudescimento da Segunda Guerra Mundial foi convocado pelo Exército Brasileiro e apresentou-se no Rio de Janeiro, onde recebeu o treinamento, só não embarcou para o fronte em virtude da rendição dos países que formavam o eixo e o posterior término das sangrentas batalhas. Sua volta coincidiu com a morte prematura de seu pai, o que o levou a permanecer no Favacho dedicando-se a agropecuária, atividade que desenvolveu até os fins de seus dias.

Desenvolveu rebanho de gado holandês de características tão peculiares que conservavam a genética frísia e que aliava rusticidade, graça e capacidade leiteira, com tal competência que uma rês de sua criação era facilmente identificável em meio a qualquer rebanho, como a holandesa do Sr. Tilú. Ganhou inúmeras vezes o torneio leiteiro de Cruzília. No cavalo, prosseguiu a utilização do célebre Armistício que seu pai comprara em Colina - SP, e com a divisão da fazenda ficou com o Candidato, sementais que robusteceram o plantel da fazenda do Favacho, produzindo notáveis e premiadas gerações até os dias de hoje.

Discreto, Rubens morou sempre na própria fazenda distante 32 km da sede do município de Cruzília. Foi vereador por diversas legislaturas, ao tempo que ele nada recebia e a Câmara era composta exclusivamente por idealistas prontos a doarem seus esforços para o bem da municipalidade. Foi também Presidente do Sete de Setembro, cujo primeiro título ocorreu em seu mandato, conquistado por um time que tinha entre seus craques o Gil, Russo, Dalmo, Dácio, Ademir, Hebe, Peixe, Coquinho, Galé, Covinha e Zé Maria.

Membro durante muitos anos do Corpo de Jurados, função que constantemente o levava a ficar à disposição da Justiça, deslocando-se desde a fazenda. Foi Presidente do Rotary Clube de Cruzília e membro durante décadas. Benfeitor do Hospital Dr. Cândido Junqueira e da Paróquia cruziliense, sempre presente em eventos filantrópicos.

Casou-se em 1953 com Nízia Aguiar Andrade, seu braço direito na condução do Favacho e sustentáculo que permitia suas ações políticas sociais, tiveram três filhos: Haroldo, Gabriel e Rubinho. Dona Nízia teve especial atuação nas festas que reuniram milhares de membros da família Junqueira lá no Favacho, a primeira em 1961 e outra em 1985.

Sr. Rubens raramente abriu mão de sua discrição quase tímida e uma destas vezes ocorreu nos carnavais, tendo sido eleito “Maior Folião” em diversos dos antigos bailes no CRE. Aficionado do futebol, Sr. Rubens torceu no Rio de Janeiro para o Fluminense e em Minas Gerais para o Atlético Mineiro, por quem era credenciado como “Cônsul Honorário”.

Mais velho mudou-se para Cruzília onde morava ao lado da Igreja Matriz. Adquiriu o Sítio Linda Flor, continuando a cuidar de seu plantel de gado holandês, sempre auxiliado pelo fiel Olimpio, que o acompanhara desde o Favacho. Faleceu em 1995 e foi sepultado no Cemitério de Cruzília. Cumpriu sua missão nesta Terra.  

 

SEBASTIÃO MARTINS PAIVA

              Nasceu em 19 de janeiro de 1926, na Fazenda dos Pinheiros, no município de Cruzília. Filho de Samuel de Andrade Paiva e Risulmira Martins de Paiva. Estudou no Colégio Paroquial São Sebastião até o 4º primário. Por motivo de saúde e também para ajudar seu pai na Fazenda, no cuidado com o gado e no plantio e cultivo de alimentos. Era um comerciante nato. Tinha uma habilidade para adestrar animais como cavalos e garrotes para carro de boi, que na época era o meio de transporte.

Em 03 de abril de 1945 casou com Nice Ferreira Paiva e tiveram sete filhos: Francisca Isabel, Aldo Ivan, Alda Mara, Ane Elise, Afrânio José, Ângela Maria e Amarildo Lélis, dos quais seis nasceram em Cruzília.

Entre 1963 e 1967 se tornou vereador. Por volta de 1964 negociou com o Sr. Mario Esaú a troca das propriedades, indo morar em Baependi na Fazenda Mato Grosso, mas não deixou a responsabilidade que tinha como vereador até o final do mandato.

No dia 30 de outubro de 1974, aos quarenta e oito anos de idade, sofreu um grave acidente no curral de sua fazenda e veio a falecer. Foi um homem de caráter marcante que se preocupou não somente com sua família, mas com toda a sociedade.

 

  1. TITO MORI

Sr. Tito Mori não nasceu em Cruzília, mas era cruziliense de coração, tendo recebido o titulo de cidadão cruziliense. Nasceu na longínqua e lendária Itália e veio menino com seu pai para o Brasil.

Com seus pais foi morar em Barbacena. Lá Perdeu sua mãe. Seu pai casou-se novamente, e ele, não combinando com sua madrasta, fugiu para o rio de janeiro. Passou uma infância de lutas e provações, mas venceu. Abraçou o oficio de barbeiro, que exerceu por algum tempo. Vindo residir em três corações, casou-se com Maria de Atayde Móri (Cocota) e tornou-se dentista prático.

Um dia aportou em Cruzília, arraial pequeno e sem recursos que se chamava Encruzilhada, e veio para ficar. Aqui construiu seu lar, criou seus filhos, sempre amando este povo que tão bem o recebera. Por longos anos foi nosso dentista, alias o único dentista do lugar. Protético habilidoso e competente, também resolvia com eficiência quase todos os casos inerentes a profissão de dentista, fazendo de cada cliente um amigo, graças a delicadeza e boa vontade com que a todos atendia, tornando-se útil e indispensável a nossa população.

Fundou aqui o nosso “Clube Recreativo Encruzilhadense”. Cuja sede foi por ele construída com auxilio de alguns amigos. Nesse clube eram realizados os nossos bailes, as nossas festas cívicas e escolares e outras diversões. Mais tarde o prédio foi vendido e adquirido um terreno maior e melhor então, com o trabalho eficiente de Dr. José Maciel e Nunes Maciel, foi construído um novo prédio moderno e apresentável onde funciona o clube fundado pelo nosso querido amigo. O Sr. Tito foi presidente da citada entidade recreativa e também incentivador do nosso futebol, na época o querido “7 de Setembro Futebol Clube”.

Nas festas de janeiro e Semana Santa, a casa do Sr. Tito ficava cheia de amigos que vinham visitá-lo e assistir a essas solenidades mais belas e animadas naqueles bons tempos. Jovial e amigo de diversões e festas, era amigo de todos que o conheciam. Para ele Cruzília era tudo; nunca pensou em mudar-se daqui. Alegrava-se com tudo que trouxesse conforto e melhoramento para esta cidade, naquele tempo, distrito... Felizmente, viu seu pequeno arraial crescer e progredir; viu-o passar a cidade; viu chegar ate aqui a luz da CEMIG; viu o “Colégio S. Sebastião” transformar-se em grande ginásio e Escola Normal; viu um dos seus genros, o Sr. Gastão de Paula Ferreira, casado com sua filha querida Ziza, ser eleito Prefeito e governar 4 anos a sua cidade, viu ser Prefeito de Cruzília, eleito com esmagadora votação, o seu maior amigo Cel. Cornélio,; viu, em frente a sua casa, feio e desnudo transformar-se em linda e acolhedora praça, feita com luxo e bom gosto, com sua pérgula repousante, sua grama bem tratada, suas árvores floridas...

Tudo isso foi motivo de alegria e felicidade para o Sr. Tito Mori. Amava a vida, amava Cruzília. Sua morte foi muito sentida. Seu nome será sempre lembrado, não só pelos seus filhos e familiares, mas por todos que o conheciam e pelos seus inumeráveis amigos que conquistou com seu espírito jovial, a delicadeza, a sua bondade.

Faleceu no dia 13 de novembro de 1969.

 

  1. IPIRANGA

ADÉLIA LOLLOBRIGIDA (ADELE LOLLOBRIGIDA)

                Nasceu no dia 06 de maio de 1889 em Roma, Itália era filha do casal de Marsicanos Abruzzeses,   Luigi  Lollobrigida ( de Tagliacozzo) e Giovanna Ciccarelli ( de Cappadocia) . Imigrou para o Brasil com seus pais e com a irmã mais nova Giulia no ano de 1891, tendo sua família  residido primeiramente na cidade de São Paulo, depois no Vale do Paraíba e finalmente no Sul de Minas.

                Chegou a Cruzília, ainda na companhia dos pais, no ano de 1912 indo residir na localidade rural Moro das Pedras pertencente a Fazenda Boa Vista , tendo naquele local trabalhado como atendente na “Venda” de propriedade de sua mãe.

                Conheceu o cruziliense José Jacintho de Souza (Zé Rodrigues) e se casou com o mesmo no ano de 1915 quando se mudou com o marido para a localidade rural Itaqui, parte da antiga Fazenda Narciso.

                 Posteriormente com a família, transferiu sua residência para a cidade de Cruzília, onde juntamente com o marido tocava uma Chácara produzindo verduras, frutas , aves que eram vendidas para os Hotéis de Caxambu e São Lourenço , fubá de milho e, se utilizando de seus dotes culinários produzia deliciosas quitandas que eram juntamente com as verduras  e frutas, vendidas pelos filhos nas ruas de Cruzília.

                  Nasceram em Cruzília seus 10 filhos: Joaquim (que faleceu ainda bebê), Luiz, José (Zico), Maria (Filhinha), Alzira, Amélia, Cornélio, Humberto, Aparecida e Domingos, tendo este último sido eleito Prefeito Municipal de Cruzília por quatro mandatos.

                   Era uma pessoa muito religiosa, caridosa, que contribuía com todas as atividades sociais e filantrópicas de Cruzília, era também muito positiva e enérgica e, como toda “mamma” italiana, tomava para si a responsabilidade de conduzir a família e a criação dos filhos, mas ao mesmo tempo era muito sensível e amante das “novelas de rádio” através das quais se encantava e se emocionava com as histórias de seus personagens.

                   Faleceu em Cruzília no dia 25 de novembro de 1963 e a rua que leva seu nome está localizada justamente no local da Chácara onde viveu e criou sua família.

 

ANA AUGUSTA VIEIRA

              Nasceu em 08/01/1889, na Cachoeirinha. Casou-se com Joaquim Fernandes de Souza (Joaquim Manoel), com quem teve quinze filhos, noventa e um netos, cento e noventa e cinco bisnetos, quarenta e dois tataranetos e três trinetos. Faleceu em 14/12/1970.

 

ANTÔNIO MARCIANO

              Nascido em Cruzília, em 30/12/1922. Filho do Sr. José Marciano de Oliveira e da Sra. Maria Cândida da Conceição.

Pai de treze filhos do 1º casamento com a Sra. Irene Clementina Rodrigues: José Marciano, Maria Aparecida, Júlio Policarpo, Maria Izabel, Maria José, Maria Lúcia, Francisca, Luiz Paulo, Fernando, Sebastião Camilo, Sílvia Helena. E do 2º casamento com a Sra. Maria Geni Arantes Marciano, foram: Ângela Maria e João Paulo.

Trabalhou muito tempo na Fazenda São Sebastião. Deixou um loteamento com dez lotes onde residem hoje sua esposa e dois filhos do segundo casamento. Faleceu aos setenta e dois anos.

 

ANTÔNIO DE PÁDUA SOUZA MEIRELLES

             Antônio de Pádua de Souza Meirelles nasceu em 22 de julho de 1902, em Santa Rita de Passa Quatro, Estado de São Paulo, e faleceu em 16 abril de 1963. Residiu na Fazenda do Patrimônio, município de Aiuruoca.

              Por Iniciativa de Antônio de Pádua de Souza Meirelles, foi construída uma estrada num percurso de 16 km, ligando o município de Aiuruoca á Encruzilhada, município de Baependi, inaugurada em 19 de maio de 1947.

Foi casado com Maria da Conceição Santos Meirelles, que nasceu em 27 de dezembro de 1912, na Fazenda do bom Jardim, município de Aiuruoca. O casal teve 14 filhos e boa parte reside em Cruzília, no sul de Minas. A casa, a rua Capitão Prudente n.° 21, bem perto da Matriz, ainda dirigida por Maria Conceição dos Santos Meirelles, é o local onde reside a hospitalidade mineira. Estão sempre disponíveis para receber os parentes, com aquela simplicidade e alegria que faz qualquer um sentir-se em casa. Não há quem não fique sensibilizado pela cordialidade daqueles parentes. Dos 14 filhos, 11 são vivos e deram muitos netos e bisnetos ao casal.

 

BENEDITO CLAUDINO DA SILVA

              Nascido na cidade de Cruzília na década de trinta, na Fazenda do Favacho e falecido em 06/08/1973. Residiu-se na Fazendo do Favacho onde passou a sua infância, mudando-se para a Fazenda do Campo Lindo, onde trabalhou por muitos anos. Casou-se nesta cidade de Cruzília com Maria Umbilina com quem teve quatro filhos.

Pessoa muito religiosa, sempre frequentou a casa de seus amigos e foi muito digno com suas responsabilidades. Era católico e amava sua família.

 

FRANCISCO OLINTO PEREIRA

                 Francisco Olinto Pereira era filho de Antônio Olinto Pereira e Tânia Barbosa Pereira. Foi casado com Zulmira de Jesus Pereira e com ela teve 08 (oito) filhos. Sua profissão era Lavrador.

 

JOAQUIM FERNANDES DE SOUZA (JOAQUIM MANOEL)

              Nasceu no Pinhal no dia 10/08/1890. Casou-se com Ana Augusta Vieira, com quem teve quinze filhos, noventa e um netos, cento e noventa e cinco bisnetos, quarenta e dois tataranetos e três trinetos.

Faleceu em 23/06/1993 com cento e três (103) anos de idade.

 

JOSÉ INÁCIO JÚNIOR

José Inácio Júnior é natural da Encruzilhada, onde nasceu em 05/04/1890 e morreu em 29/04/1968. Era filho de José Inácio Marcelino e de D. Rita Francisca de Jesus.

Casou-se com Alice Oliveira Maciel, natural de São Tomé das Letras, com quem teve onze filhos: Rita, Maria, Terezinha, Helena, Ana, Geni, Regina, José Inácio, Sebastião, Anésia e Anísio Inácio de Oliveira.

José Inácio era mais conhecido por “Zé Pacheco”, homem trabalhador, honesto, exigente e que tinha grandes amigos. Viveu a maior parte de sua vida com sua família na zona rural, num sitio próximo a cidade. Dedicou-se à agropecuária, principalmente a compra e venda de gado de corte.

Cruzília começou a crescer e, como AA água existente na época não abastecia toda a cidade, o prefeito e os vereadores, com Dr. Nunes a frente como Presidente da Câmara, procuraram Zé Pacheco pedindo-lhe sua ajuda. Este, então, cedeu a água que nascia nas proximidades da Serrinha, dentro de sua propriedade, para abastecer parte da Vila Magalhães.

Zé Pacheco começou a trabalhar muito cedo, desde a morte de seu pai, continuando na administração dos interesses da família. Sempre a cavalo, fazia o transporte de gado de Cruzília para Três Corações, onde o gado era vendido. Chegava a passar noites a cavalo, as vezes sob chuva, vigiando o gado para que não dispersasse na escuridão, continuando a viagem ate o clarear do dia.

Foi um homem simples, de grande valor moral, com espírito participativo, ajudando nos leilões, festejos religiosos e sociais, fazendo doações.

“Falar de meu pai, José Pacheco, é como falar do Sr. João Inácio, Sá Josina, Sô Galiano, Zeca Rocha, Quinca Divino, Bié Carro... e me dá uma vontade danada, cheia de saudades, de falar de D. Alice, minha mãe,” declara o filho Anízio.

 

JOSÉ RODRIGUES DA ROCHA

              Nasceu em 02 de março de 1923. Veio de uma família humilde e muito trabalhadora. Teve um lar rodeado de muito carinho de seus pais: José Turtuliano da Rocha e Valmira Carolina de Souza. Sua mãe foi uma grande mulher, onde pôde educá-lo para a vida.  Seu pai era muito amoroso. José Rodrigues era o filho mais velho dos catorze filhos do casal.

Serviu ao Exército em 24 de março de 1946, em Três Corações. Casou-se logo que veio do Exército com Ana de Morais Rocha e tiveram catorze filhos, dezesseis netos e três bisnetos. Ele se dedicou só à família. Viveu a vida interia de uma maneira sábia e por onde passou fez amigos. Grande parte da sua vida foi empregado. Muito dedicado ao trabalho. Honestidade era o seu lema.

Apesar do cansaço do cotidiano, sempre tinha tempo para os filhos. Contava histórias, tocava violão e em volta dos filhos agia com alegria. Quem o conheceu pôde ter o privilégio de desfrutar do grande homem que ele foi.

Ele não teve estudo. Estudou poucos meses na roça, mas era inteligente, tinha uma caligrafia. Sabia ouvir e falar como doutor. Suas palavras eram sempre de uma pessoa iluminada. Foi muito vaidoso. O cabelo e as roupas eram preparados. Não saía de qualquer jeito.

Foi um grande amigo de seus filhos. A família teve alegria de ter um pai com tantas qualidades. Só quem não conheceu José Rodrigues da Rocha não aprova o que está escrito nesta folha. Ele era pobre de dinheiro, mas rico em tudo. Amava e era amado por todos. Hoje ele não está mais aqui, mas onde ele estiver, com certeza ao lado de Jesus, olhando por todos. Faleceu em 25 de maio de 2000.

 

JOSÉ RODRIGUES DE SOUZA

José Rodrigues de Souza, cujo nome correto era José Jacinto de Souza, nasceu no Narciso, zona rural da Vila Encruzilhada, então município de Baependi, hoje cidade de Cruzília, em 05 de março de 1895.

Era filho de Joaquim Rodrigues de Souza e Carolina Augusta Ribeiro, descendente da família mais numerosa de Cruzília, com cerca de três mil pessoas (os Rodrigues de Souza).

Casou-se com a italiana Adélia Lollobrigida, tendo nove filhos, entre os quais o Dr. Domingos Lollobrigida de Souza, 71 netos, 22 bisnetos e 4 tetranetos.

Foi sempre um home do campo, amante da lavoura, tendo sido enxadeiro a vida toda e trabalhado na sua horta até no mês de seu falecimento, que ocorreu em 20 de agosto de 1967. Nas horas vagas ainda fazia serviço de trançador. Adorava sua terra e sua família. Sempre brincalhão e gozador, gostava de cheirar rapé e sempre foi um homem simples, humilde e amigo de todos.

 

MANOEL FERNANDES MACIEL

              Nasceu em 03/12/1926. Trabalhou desde criança na lavoura. Casou-se com Maria do Carmo Rocha e tiveram nove filhos, dezoito netos e treze bisnetos.

Criou sua neta mais velha a quem chamava de pai. Comprou uma chácara na Av. José Mário dos Reis Meirelles, onde viveu mais de cinquenta anos com sua família. Doou um pedaço para cada um de seus filhos. Trabalhou até aguentar.

Foi uma pessoa muito boa e correta nas coisas que fazia, todos gostavam dele. Trabalhou com o Sr. Paulo Alvarenga, família do José do Justo e na fazenda do Sr. José Mário. Tirava leite, criava porco e pato.

Em sua vida religiosa, não perdia uma missa. Sempre com fé em N. Sra. Aparecida. Ajudou muito o hospital e com sua ajuda e dinheiro, ajudou muito também a Pastoral. Sempre foi rodeado de amor e carinho pela família e por todos que conviviam com ele. Faleceu no dia 26 de abril de 2008 com oitenta e um anos de idade.

 

MARIA DO CARMO ROCHA MACIEL

Filha de Maria do Carmo Rocha e José Prudente da Rocha. Nasceu no município de Aiuruoca. Morou na Fazenda Posse, município de Aiuruoca durante treze anos. Em seguida mudou-se para Cruzília, onde morou a vida inteira.

Casou-se com Manoel Fernandes Maciel com quem teve nove filhos. Sempre exerceu com amor sua profissão de doméstica. Faleceu com 60 (sessenta) anos de idade.

 

MOISÉS MAIA

Moisés Maia nasceu em Cruzília, em 1896. Era filho de Luiz Moreira Maia e Maria Firmina Maia.

Em 1912, sua família mudou-se para Soledade do Rio Verde, onde o adolescente Moisés estudou no Ginásio Silvestre Ferreira.

Em Soledade levou uma vida despreocupada e boêmia, escrevendo versos e fazendo serenatas. Em 1925, casou-se com sua prima Ofélia Maia, resultando do matrimonio cinco filhos.

Em 1927, publicou seu primeiro livro poético: “Nas Asas da Andorinha”. Em 1929, vem a obra satírica “Martírio Terrível”. Em 1940, as implicações políticas em que se viu enredado obrigaram-no a mudar-se de Soledade e afixar residência em Guaranésia. Em 1955, publica outro livro versos – “Amor e Piedade” – com que ganhara fama e prestígio.

Em certa época, tornou-se lavrador, indo residir na Fazenda Recreio, município de Cruzília, de propriedade do Sr. Arlindo de Paula Ferreira, onde escreveu versos impregnados de bucolismo.

Mudou-se depois para São Sebastião do Paraíso e Santo Tomás de Aquino.

Em 1956, por ocasião do centenário da cidade de França, publicou “Rimas Derradeira”. Em Santo Tomás de Aquino, onde faleceu, publicou “Renuncia e Sacrifício”, quinto livro Poético do autor.

Podemos dizer que Moises Maia é o poeta de Cruzília. Escreveu muitos livros e seus versos são de rara beleza. É poeta parnasiano, principalmente sonetista. Sua poesia revela tristeza profunda e desencantos, mas, em algumas, vê-se o amor a sua terra e o entusiasmo pelo Brasil.

No poema “Minha Terra” ele conta: “O teu nome de agora é diferente,/ mas serás para mim, eternamente,/ a formosa a altaneira Encruzilhada!”.

 

OTO JUNQUEIRA

Oto Junqueira, filho de José Frauzino Fortes Junqueira de Andrade e Inácia Gabriela Diniz Junqueira, era natural de Dores- RJ, nascido aos 24 de outubro de 1882, falecido e sepultado em Cruzília–MG, aos 06 de setembro de 1949.

Foi casado com Ana Azevedo Junqueira e deixou cinco filhos. Foi fazendeiro com intensa criação bovina, na Fazenda Traituba.

 

ROSENDO FERREIRA MARTINS

Rosendo Ferreira Martins, filho de Joaquim Ferreira Martins e Etelvina Alves Diniz, nasceu no dia 01 de março de 1894, na fazenda da bandeira, distrito de Carmo de Luminárias, município de Lavras. Mais tarde seu pai mudou-se da fazenda e comprou outra no distrito de São Sebastião da Encruzilhada, município de Santa Maria de Baependi. A Esta fazenda foi dado o nome de Pau da Bandeira, hoje Fazenda Do Recreio.

Passou toda sua vida de solteira viajando em companhia de seus parentes e peões, comprando e trazendo gado da região e até do chamado Triangulo Mineiro (divisa de Goiás).

Casou-se em 1924 com Maria Carolina de Mello, sua prima. Desta união tiveram um filho- Ney. Neste ano comprou, juntamente com seu cunhado, Arlindo de Paula Ferreira, a Fazenda Do Cafundó, das mãos de Cel. Cornélio Maciel Pereira. Dedicou-se sempre á agricultura e à pecuária.

Militou-se na política local, fundando com outros pecuaristas o diretório da União democrática Nacional –UDN. No que chamamos de esporte, dedicou-se de corpo e alma à caçada de veado, esporte esse ano que se tornou um verdadeiro fanatismo para ele. Empenhou-se também na construção do Posto de Saúde local e do Hospital Dr. Cândido Junqueira.

Faleceu no dia 21 de novembro de 1950, na Fazenda Cafundó, sendo sepultado no dia seguinte, no cemitério de Cruzília.

 

SEBASTIÃO ARANTES MACIEL

             Sebastião Arantes Maciel (Tiãozinho do João do Justo), assim era conhecido por todos. Nasceu na Encruzilhada, em 15 de setembro de 1932. Filho de João Francisco Maciel e Maria Augusta Arantes Maciel. Era o terceiro filho do casal, que tiveram 16 (dezesseis) filhos.

Casou-se com Zenaide, em fevereiro de 1954. Pai de 07 (sete) filhos: Carlos Tadeu, Clarice, Camilo do Lélis, Cássio, Helena Maria, Rozana e Waldo.
               Foi um homem íntegro, trabalhador, simples e honesto. Muito exigente com seus filhos, os quais foram educados com muito sacrifício e dificuldade ao lado da companheira Zenaide. Dizia sempre que não estudou porque começou a trabalhar muito cedo. Trabalho árduo! Reservado para aqueles que não conquistaram “Diplomas”.

Grande amigo e admirador de Dr. José Maciel, o qual ele sempre pela manhã procurava no “estábulo” para buscar conselhos e falar da amada Cruzília, que era a paixão de ambos. Relembrava com orgulho dos milhares de tijolos que fez para o prédio do Hospital Dr. Cândido Junqueira e para a Igreja Matriz.

Grande devoto de São Sebastião e amante da Terra da Cruz. Sempre que contava para seus filhos da festa da Emancipação Política de Cruzília, ficava emocionado. O mesmo acontecia quando ouvia o Hino de Cruzília. Adorava dizer que: “Quando Cruzília passou a se tornar cidade eu fiquei 3 (três) dias e 3 (três) noites soltando foguetes para comemorar”.

Costumava dizer que tinha 3 (três) paixões: a família, Cruzília e o Mar. Faleceu em 29 de julho de 2001.

 

SERAFIM VICENTE LEAL FILHO

Serafim Vicente Leal Filho nasceu em 08 de abril de 1929, em Cruzília, e faleceu em 19 de junho de 1983, com apenas 54 anos.

Era casado com Aramita Rezende Leal, com quem teve seis filhos: Jorge Luiz, Esmeralda Aparecida, Edson Brasil, Washington Brasileiro, Sidnei Cesar, Amarildo Paulo Rezende Leal.

Foi carcereiro da Cadeia de Cruzília e delegado, sendo reconhecido por sua luta em defesa dos direitos humanos. Conhecido popularmente como “Finzico”, era muito inteligente, com boa cultura geral e tinha muitos amigos, sendo uma pessoa de grande popularidade.

Foi um inovador em tudo que fez, destacando-se como bombeiro, eletricista, ferreiro, folheiro, soldador e torneiro e mecânico.

Era um micro-empresário e deixou exemplo profissional aos filhos que trabalham hoje na “Oficina do Finzico”, dando continuidade ao trabalho artesanal do pai.

“Finzico” também foi um dos fundadores e grande colaborador do popular “Bloco Carnavalesco Pé de Cana”; diga-se de passagem, foi dele a sugestão do nome do bloco.

 

SERAFIM VICENTE LEAL

Serafim Vicente Leal nasceu em 21 de agosto de 1899 e morreu e, 04 de janeiro de 1966.

Era casado com Rosalina Amélia da Conceição e deixou 05 filhos: José Vicente Leal, Serafim, Victor, Miguel e Luzia Leal da Silva.

Exerceu varias atividades, como lavrador, ferreiro, carpinteiro, folheiro e lanterneiro. Em todas as funções que exerceu, sempre demonstrou perseverança, força de vontade, animo e disposição para o trabalho. Foi o que denominamos de autentico trabalhador.

Contribuiu muito para o progresso de Cruzília, especialmente de gerar empregos com suas oficinas, das quais uma foi à origem da “oficina do finzico”.

 

URBANO OSÓRIO DE SOUZA MEIRELLES

“Sô Urbaninho” nasceu em Santa Rita do Passa Quatro, S.P., em 16/04/1899, e faleceu em sua fazendo do Pito Aceso, Cruzília, no dia 20/11/1976. Era filho de José de Souza e Ana Vilela (Donica) e foi casado com D. Maria José Meirelles (D. Zezeca), com quem teve dez filhos: Maria Célia, c.c. Nélson, José de Souza, c.c.com Laura, Nair, solteira e já falecida, Olivier, c.c. com Carminha, Bernadete (Detinha), c.c. Amauri, já falecido, Olinto, c.c.com Célia, Ivone, c.c. José Alvarenga, Maria Amélia, c.c. Anísio, Urbano, c.c. Ângela, e Eduardo, c.c. Neuza. Família grande, repleta de netos. Os filhos de Urbaninho estudaram em Passa Quatro, Cruzília e Aiuruoca.

Sô Urbaninho era homem de gênio bom, cumpridor de seus deveres religiosos, indo as missas ora a pé, ora de charrete. Comprara de José Capitão a fazendo do Pito Aceso. O nome do lugar deve0se ao seguinte: havia muita água correndo acima da sede da fazenda, e as pessoas que passavam por ali paravam par beber da água cristalina ou para lavar os pés. Um dia, numa dessas paradas, uns lavradores viram um cachimbo, ficou o nome do lugar como “Pito Aceso”, que serviu de gozações e brincadeiras entre familiares de Sô Urbaninho. Este cedeu a água para ajudar a abastecer a cidade, na gestão do então prefeito Gastão de Paula Ferreira.

Sô Urbaninho foi sócio do Ypiranga Atlético Clube: não perdia uma partida de futebol, tinha ate uma almofadinha só para levar ao campo. Gostava também de discutir sobre política, mas nunca quis aceitar a candidatura para vereador... Quando não estava cuidando do seu gado, como exímio fazendeiro, gostava de ir jogar baralho com senhor Argentino, da Bela Cruz. Freqüentava muito Aiuruoca, onde tinha uma casa. Antes de morar no Pito aceso, morou nas fazendas de Boa Vista e Laranjeiras.

 

  • KENNEDY

 

ANTONIO MEIRELLES DE BARROS

Filho de Antonio José de Barros Junior e Guilhermina Olimpia Meirelles, Antonio Meirelles de Barros, o Sr. Tonho, nasceu na fazenda dos Pinheiros, Município de Aiuruoca, em 29 de janeiro de 1915.

Foi casado com D. Amália Mori Barros e tiveram 14 filhos: Zélia, José Livio, Maria Lucia, Tito, Luiz Valério, Antonio Gilson, Maria Ines, Celso Rogério, Raquel, Maria Helena, Maria Amália, Sebastião Claret, Domingos Sávio e Maria Aparecida.

Faleceu em Cruzília, no dia 26 de janeiro de 1983.

Chefe de família exemplar. Sua morte sempre será chorada, era amigo sincero e um dos valores de nossa cidade. Deixou uma família numerosa e um imenso vazio em nosso meio.

 

AXEL THOSING SORENSEN

Axel Thosing Sorensen nasceu na ilha de Aeros, no Reino da Dinamarca, em 09 de maio de 1896.

Formou-se técnico em laticínios de Dalum. Em 1926, imigrou para o Brasil, vindo trabalhar na Fazenda Campo Lindo para Thovar Nilsen, o qual alugava uma fabrica de laticínios. Aqui chegando, procurou fabricar um tipo de queijo muito conhecido na Dinamarca, o Danablue.  Não conseguiu, mas da tentativa acabou criando o tipo de queijo mais consumido no Brasil, um queijo amarelo, de sabor suave, com pequenos olhos e formato redondo como um prato; estava criado então o queijo tipo prato, como hoje é conhecido, e seu criador foi o Sr. Sorensen, como Axel, Sorensen era conhecido.

Em 1929, casou com D. Kaia Olsen, na cidade de Aiuruoca, e tornou-se sócio da firma Danam, que foi a primeira marca de queijos finos no Brasil.

Em 1932, mudou-se para Encruzilhada (antigo nome de Cruzília) e estabeleceu-se numa pequena fabrica de queijo de Minas, onde ate hoje se encontra um estabelecimento de Laticínios.

A pequena Fabrica de queijos Minas prosperou e o Sr. Sorensen expandiu os negócios, fundando as fabricas Fazendinha e Morro Queimado, tendo ainda proprietário da Cremeria Caxambu, uma das primeiras fabricas de caseína e lactose do Brasil.

Em 1937, hospedou em sua casa, na Fazenda Encruzilhada, por ocasião de seu aniversario, o então o Presidente Da República, o Dr. Getúlio Dornelles Vargas, que aqui ficou com vários ministros e com o Governador de Minas, o Sr. Benedito Valadares. Em 1938, participou da Exposição Nacional em Belo Horizonte, conquistando os primeiros lugares nas especialidades de queijos finos Gruyere, Roquefort e Step. Em 1945, mudou-se para Caxambu, mas continuou vindo diariamente a Cruzília. Em 1958, 35 anos depois da sua vinda para o Brasil retornou a Dinamarca, de onde voltou, já saudoso do Brasil, depois de ter ficado La por quatro meses.

Axel Thosing Sorensen faleceu em Santos, São Paulo, no dia 10 de dezembro de 1963, e foi sepultado em Caxambu. Deixou Elisabeth Sorensen que se casou Com Júlio Cesar de Almeida Lima.

O Sr. Sorensen foi grande benfeitor da Igreja de Cruzília, muito ajudando na sua reconstrução; foi ainda grande benfeitor do Hospital Cândido Junqueira e muito contribuiu para a abertura de estradas municipais no município de Cruzília.

Pessoa dada a benemerência, foi também benfeitor do Hospital de Baependi, Asilo Nhá Chica, em Baependi, “Santa Casa da Misericórdia”, casa Virgo Potens e Asilo Santo Antônio, em Caxambu. Como primeiro Presidente do Conselho de Pais e Mestres de Caxambu, fez a obra da qual mais se orgulhavam o “Colégio Santa Therezinha”, que teve seu prédio destruído pelas chamas em 1960.

 

DANILO FORTES SILVEIRA

Filho de Odon Silveira e Ana Fortes Silveira, o Comandante Danilo Fortes Silveira era natural de Cruzília, minas gerais, nascido no dia 11 de Dezembro de 1946. Faleceu no Município de Itabuna, Bahia, aos 15 de maio de 1982, num acidente aéreo, e foi sepultado em Belo Horizonte.

Casou-se com Amélia Magalhães Gomes Silveira no dia 14 de Dezembro de 1973, EM Itabira, Minas gerais. Deixou duas Filhas: Ana Maria Gomes Silveira e Thais Gomes Silveira.

Exerceu a profissão de aeronauta. Muito se esforçou para tirar seu brevê, chegando a vender água mineral, nas ruas de Belo Horizonte, para pagar o seu curso de piloto. Homem de gosto refinado, adorava musica clássica e boas leituras. Foi exímio nadador e mergulhador. Influenciou bastante seus sobrinhos, principalmente Rildo e Antonio Marcos, a enfrentarem barreiras para a vitoria,

Deixou-nos um verdadeiro exemplo de vida, principalmente na luta pela realização de seus ideais.

 

FARMACÊUTICO AFONSINHO

Afonso Ferreira tinha o mesmo nome de seu pai. Afonsinho, como era chamado, foi Farmacêutico pratico de muita competência, exercendo, às vezes, a função de medico, quando o lugar não possuía nenhum. Serviu a esta comunidade por muitos anos, com zelo e dedicação. Era culto e inteligente, autodidata, bom musico também. Foi fundador da “Lira Encruzilhadense”, corporação musical muita apreciada no lugar e famosa em toda a redondeza.

Em 1927, Afonsinho mudou-se para Soledade, onde se estabeleceu com farmácia. Morreu em seguida, tragicamente, sendo colhido por uma locomotiva da Rede Sul Mineira, quando atravessava os trilhos da via férrea. Foi sepultado no cemitério da nossa cidade, na época, o arraial de São Sebastião da Encruzilhada, onde sua morte foi muito sentida.

 

GUSTAVO GALIANO PEREIRA

           Gustavo Galiano Pereira, filho de Antônio Galiano Pereira e Helena Gabriela, nasceu na Fazenda Rio Do Peixe, no dia 14 de novembro de 1896.

Em 1921, casou-se com Hilda Pelúcio, de Baependi, cm quem teve seis filhos homens e todos Josés: José Roberto, José Gustavo (falecido aos 7 anos), José Oscar, José Galiano, José Sebastião e José Maria.

Na Juventude, foi homem de varias atividades e, por conseqüência de muitas andanças, administrador de fazenda (Roseta de Manuel Barão); caixeiro de armazém, em Baependi; amansador de burro bravo e cavalo manhoso; negociante de cereais e de gado.

Depois de Casado, ficou no rio do Peixe como criador de gado e engenheiro. Fabricava rapadura e cachaça. Com a morte de seu segundo filho, transferiu residência para Conceição do Rio Verde, exercendo a atividade de comissário de café de uma firma para a qual, com o passar do tempo, entrou como sócio. A bem dos negócios passou a residir em Varginha, que, já naquela época, era o centro cafeeiro do Sul De Minas. Ao ver a firma vendida, mudou0se para Baependi, e posteriormente para Cruzília, começando a formação de pastagem (Jaraguá) na Fazenda Do Rio Do Peixe, numa área de 90 hectares toda coberta de mato.

Invernista de boi... Tirador de leite... PSD convicto Vereador atuante... Aposentado.

Teve Pouca escolaridade, mas possuía inteligência viva. Observador sagaz, conseguia, como ninguém, ver o trágico e o cômico de cada situação. Por essa capacidade, foi um emérito contador de estórias. Quem começasse a ouvi-las jamais saía sem presenciar o final...

Ao Morrer, em Cruzília, a 21 de dezembro de 1982, deixou um vácuo na Farmácia do Seu Juca... Na pracinha do correio... e nos corações de quantos o conheceram. 

 

ILTON ANTÔNIO FERREIRA

              Nasceu no dia 10/09/1961, no município de Carrancas. Passou sua infância na fazenda Campo Lindo, município de Aiuruoca, onde cursou o primário. Mudou-se com a família para Cruzília aos 10 anos de idade. Começou a trabalhar vendendo pães na rua. Mais tarde trabalhou em uma churrascaria, depois na Sorveteria N. Senhora de Fátima, pertencente à família.

Terminou o primário na E. E. Monsenhor João Câncio, o colegial e ensino médio na E. E. São Sebastião, onde cursou o magistério e mais tarde o curso técnico de contabilidade.

Foi taxista, fazia viagens para todo o Brasil. Abriu sua própria pastelaria no centro da cidade. Seus pais: Itamar Ferreira Leite e Raimunda Elias de Carvalho. Seus irmãos: Ivonete Aparecida, José Dair, José Amilton e Edson. Faleceu em 06/09/2010 na cidade de Cruzília.   

 

 

 

JAIME FURTADO FERREIRA

Jaime Furtado Ferreira nasceu no dia 04 de agosto de 1923 e faleceu no dia 07 de julho de 1979. Era casado com Terezinha dos santos Ferreira, tendo seis Filhos: Jaiminho, Maria Izabel, Jadir, Jacir, Jorge e Maísa.

Iniciou seu trabalho em Cruzília, em 1948, com a instalação da firma Irmãos Furtado Ferreira, da qual era sócio. Com ajuda de seu amigo Miguel Serafim, instalou no município o primeiro repetidor de televisão. Foi vereador na Câmara municipal, sócio Fundador do Rotary Club de Cruzília. Com a colaboração de seus amigos, comprou o terreno e construiu o Estádio do Ypiranga Atlético Clube, que hoje tem o seu nome, como homenagem. Rebento dos mais estimados da tradicional e querida Família Furtado Ferreira, que tanto tem se interessado pelo progresso e bom nome de Cruzília, fez seu curso primário no antigo Instituto São Sebastião, do qual foi aluno conceituado e brilhante, Sr. Jaime jamais será esquecido por todos que o conheceram e admiraram pela sua conduta de chefe de família exemplar e de cidadão que sempre se interessava pelo desenvolvimento de sua terra.

 

JOÃO FRANCISCO DE BARROS

João Francisco de Barros Nasceu em 30 de agosto de 1949, na cidade de Caxambu. Seu nome é devido à junção dos nomes de seus dois avós.

Passou sua infância na “Fazenda Curralinho”, município de Minduri. Foi Sempre uma criança alegre, amiga e desprendida, qualidade que o seguiram durante toda sua vida. Como Criança brincava muito e fazia muitas artes.

Cursaram-se quatro primeiras séries do primeiro grau, na cidade de Aiuruoca. Estudou também em Baependi e Cruzília, tendo cursado a sétima serie do primeiro grau, na E.E.S. Sebastião.

Teve uma adolescência sadia e alegre, entremeada com trabalho, namoros, amizades e muito amor no coração.

O ambiente em que vivia, somado a sua inteligência, deu0lhe muito tino comercial, que o fez vencer na vida, embora com pouco estudo.

Em 1971, então com 21 anos, mudou-se para Caxambu. Lá trabalhou com seu pai na fazenda e teve também uma casa comercial como representante de farelos, rações etc. Em 1976, veio residir em Cruzília e se tornou cruziliense de corpo e alma.

Em 17 de Novembro de 1977, casou-se com Ângela Maria ferreira pereira, na Igreja Santa Izabel, em Caxambu. Tiveram Dois Filhos: Klaus e Alan.

Sua Profissão era comerciante. Sua casa de comercio era “Panificadora Barros”, situada no Bairro Brejinho. Era chamado por todos de “João da Ângela” ou “João da Padaria”.

Viver para ele era uma grande alegria e ajudar ao próximo era uma alegria maior ainda. Sentia-se pequeno quando, por circunstâncias alheias a sua vontade, não podia ajudar a alguém.

Rotineiramente, todas as manhas, saia de carro para distribuir o pão pela cidade e o distribuía também para aqueles que não podiam pagar.

Amizade tinha com todos e a cada ponta da cidade. Como filho, marido e pai, foi exemplar. Faleceu em 23 de setembro de 1989, e sua morte precoce deixou saudade em todos e um vazio inocupável no coração de sua esposa, filhos e familiares.

João se foi, mas deixou muito de si aqui na terra. Aqui em Cruzília. Não edificou nenhuma obra, mas mostrou que amizade, companheirismo, alegria e amor são coisas simples de se sentir e transmitir, e que caridade a gente faz simplesmente por amar demais.

De todas as sementes que plantou, hoje colhermos frutos. Como Cristo, ele distribuiu o pão. E, como Cristo, com certeza esta vivendo a felicidade eterna.

 

JOÃO MAGALHÃES

João Magalhães nasceu em 09 de setembro de 1898 e faleceu em 15 de fevereiro de 1975, vitima de infarto do miocárdio, aos 77 anos. Filho de Antônio Cândido da Silveira Magalhães e Benvinda da Imaculada Conceição, era natural da antiga Encruzilhada.

Sua instrução nunca passou do curso primário com o professor Bernadino Martins Pereira. Entretanto, graças ao seu autodidatismo, conseguiu adquirir conhecimentos admiráveis para sua época. Sempre gostou de leitura e nunca ficou sem jornais e livros.

Criado no trabalho pesado da época, sempre almejou ver seus filhos formados. Apaixonado pelo futebol, foi um dos fundadores do 7 de setembro F.C.

Montou a primeira máquina de beneficiar café e arroz da cidade (local do atual Hospital Dr. Candido Junqueira). Como não havia energia elétrica durante o dia, trabalhava durante toda a noite e dormia durante o dia. Mudou-se para São Lourenço, onde montou um posto de gasolina. Foi vereador da Câmara Municipal de Cruzília. Casado com Walmira Ferreira Magalhães, tiveram os filhos: Wilma Magalhães Ferreira, normalista e inspetora escolar, aposentada; Wallace Ferreira Magalhães, dentista; Wélia Ferreira Magalhães, normalista ex-diretora da escola Monsenhor João Câncio. Vendo seus filhos formados, regressou á sua cidade natal, para não mais sair.

 

JOAQUIM ALVES FILHO (ZOTE)

Joaquim Alves Filho (Zote) nasceu na cidade de Cruzília-MG, no dia 25 de janeiro de 1922, e faleceu em sua terra natal, com 67 anos de idade, no dia 15 de agosto de 1989.

Foi casado com Tereza Benedita Alves, com a qual teve nove filhos: Clara, Margarida, Maria de Fatima, Dimas, Sonia, Paulo Roberto, Joaquim Orlando, Alarcon e Sandro.

Passou sua vida usando a bandeira do trabalho, da honestidade e da renuncia. Dedicou aos seus filhos um amor que não conheceu acaso, que transcendeu os limites da normalidade. Foi para seus filhos um grande amigo, foi pai e mãe e deu a eles o exemplo da dignidade e da humildade.

De seu filho caçula, Sandro, eis algumas palavras brotas do fundo de seu coração cheio de saudades:

“Pai,

Que bom seria, meu pai, se eu pudesse enxugar agora o teu suor, a tua testa molhada. Suor que tantas vezes pingou no avental sujo de tinta, de cola e de graxa, suor derramado por nove motivos adorados. Suor que teve que se multiplicar para suprir então a falta de nossa mãe também.

Que bom seria, meu pai, se eu pudesse afagar agora essas mãos, mãos calosas, mãos cansadas de tira os espinhos que estavam estendidos para nos nesta longa esteira que e a nossa vida. Mãos que deram uma forma ao cabo do martelo, arrancando o pão com o corte de sua faca e dando o brilho de nossas vidas com a escova de engraxar. Mãos que deram forma a muitos sapatos, costurando, tecendo, pregando e enchendo nossos pratos, preenchendo em nos o orgulho de hoje poder dizer: sou filho do Zote! Do Zote sapateiro!

De joelhos nos te agradecemos Ó Meu Deus, por nos ter dado ele por pai. Pai, mãe, amigo e irmãos hoje, sem seu amor, meu pai, nada disso teria sentido.

Pai, ânsia eterna neste mar da vida, saudade brotando no peito infinito, que dói, que machuca toda vês que penso em você. Como uma onda que vai e vem, você também foge por entre os meus dedos, pai, toda vez que tento tocá-lo com meus pensamentos. E o meu coração descompassado bate ainda mais apressado querendo outra vez ter você.

Oh meu Zote! Meu pai querido! Que saudade de você!

18 de junho de 1996

 

JOSÉ DA SILVEIRA

Filho de Donato Antonio da Silveira, (Sô Dodô) e D. Mariana Magalhães Silveira (Nhanhá), José da Silveira nasceu no dia 05 de maio de 1911, em Cruzília, e faleceu em 15 de março de 1975.

Residiam numa casa simples de um vasto terreno onde hoje e o local do prédio da TELEMIG e várias residências.

No começo de sua vida, foi um pequeno comerciante (secos e molhados), mas essa profissão não lhe dava lucro suficiente para tratar de família numerosa, pois já se encontrava casado com D. Sarah Nogueira, de Aiuruoca, filha de Otávio Horácio Nogueira e Augusta.

Juntamente com a esposa, que muito lhe ajudou, resolveram transformar sua residência em uma pensão, ampliando-a pra depois transformar-se em hotel, que durante muito tempo serviu Ed maneira satisfatório ao também pequeno município de Cruzília.

Teve uma vida estável, mas antes vendeu pastel, tomate, doce de leite – do leite fornecido por duas vacas de estimação, que criava no quinta, as quais também alimentaram seus filhos hospedes.

Como pai, incentivou muito os filhos, que, há mais ou menos 30 anos, fundaram a primeira empresa de ônibus, a Viação Santa Terezinha, hoje EMISA (empresa Irmãos Silveira Ltda).

O Sr. José alegrava-se e orgulhava-se com o progresso de seus filhos e o movimento comercial de Cruzília, que também era bem vindo para o hotel Santa Terezinha. Este hospedou artistas do rádio e televisão, tais como Vanuza, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Sérgio Reis e outros.

Com prazer, sem necessidade, levava bandeja de pastel quentinho no ponto e nos horários certos dos ônibus. Aproveitava para contar o numero de passageiros que vinham de Aiuruoca, São Vicente, Minduri, Baependi, Caxambu e, rapidamente, calculava o lucro no dia dos filhos, que foram os fundadores e primeiros donos da EMISA. Esta empresa teve inicio quando Dodô adquiriu para seus filhos um velho caminhão. Mais tarde comprou um pequeno ônibus e depois mais outro.

Recebeu homenagem do Rotary Club de Cruzília, através do famoso Dr. José, que, com palavras, elogiou pais e filhos pelos trabalhos honestos prestados a comunidade de Cruzília e cidades Vizinhas.

Seus filhos: Fausto (falecido), Jairo, Luiz Otavio, Edmundo, Donato, Antonio Rosalvo (que também era fotografo), Leilo Dimas e Jussara.

Amigos do Zezé colecionavam piadas e repostas rápidas para situações diferentes. Como característica tinha o habito de referir-se como uma terceira pessoa, exemplo: “O Zezé chora”. “Sara, o Zezé ta te chamando”.

Era conhecido como “Corpinho”, “Zé Doido”, “Zezé”. Tinha um jeito alegre e extrovertido.

Os tempos do progresso, do asfalto, das ruas calçadas, bancos, o Zezé não os curtiu, porque praticamente esse crescimento veio depois de 1975, ano que ele faleceu.

E, como ele mesmo diria: “O Zezé também não viu o desfecho da EMISA”.

 

JOSÉ DE SOUZA ANDRADE

José de Souza Andrade nasceu no dia 2 de novembro de 1910, Na fazenda da Serrinha, distrito de Carrancas. Filho de Guiomar de Souza Andrade e Rita Rezende, residiu nos municípios de Luminárias, Caxambu e Baependi na fazenda Canta Galo. Estudou no colégio são Sebastião de Cruzília e Santa Terezinha de Baependi.

Em 1929, começou a freqüentar Cruzília. Casou-se com Rita Maciel Ribeiro. Tiveram oito filhos: Maria Celeste (casada com José Carlos de Arantes Vilela), Ivan, Clovis (casado com Laura Ferreira Maciel), Nely, Lucilia, Emy (casada com Fernando Maciel Pereira), Maria das Graças e Araci. Tiveram dois netos: Ana Augusta e Roberto (filhos de Clóvis e Laura).

Foi Rotariano fundador, Delegado de Policia e Presidente do Sete de Setembro Futebol Clube.

Era Proprietário de um açougue e de uma chácara “Cachoeira”. Seu ramo predileto de negócios era mercador de gado, e, e com sua pratica e entusiasmo, José Massafera muito ajudou nos tradicionais leilões de gado realizados em prol da Matriz e do Hospital Dr. Candido Junqueira.

Procurava exercer no anonimato a grande virtude de caridade. Considerou-se sempre cruziliense, aqui residiu e foi feliz. Legou aos seus exemplos de perseverança, amor ao trabalho e dedicação ao lar. Faleceu em 24 de abril de 1977.

 

JOSÉ HENRIQUE DE CARVALHO

José Benedito de Carvalho, conhecido por José Henrique, nasceu em Aiuruoca em 06 de agosto de 1902. Era filho de José Henrique de Carvalho e de Maria da Conceição Siqueira.

Sua profissão era sapateiro, a qual ensinou para diversos cruzilienses. Embora exercendo uma profissão modesta, José Henrique tinha uma certa cultura, gostava muito de ler, o que tornava uma pessoa de palestra agradável; gostava de política e foi filiado a famosa UND, que combatia tenazmente o PSD do Cel. Cornélio Maciel, o velho jamais vencido nas urnas durante mais de 50 anos.

José Henrique foi também, em certa época, jogador de futebol, esporte que muito apreciava, sendo até presidente do 7 de Setembro F. Clube, tendo como vice presidente Sebastião Maciel Ribeiro.

Casou-se com D. Ana Ribeiro de Carvalho e teve três filhos: Antonio Carlos, Demósthenes e Edward Ribeiro de Carvalho.

Radicou-se em Cruzília, onde viveu mais de 40 anos.

Faleceu em 25 de março de 1961, coincidentemente quando a UND alçava a Presidência, com Janio Quadros.

 

JOSÉ MASSAFERA

José Massafera nasceu aos 16 de junho de 1896. Viveu a infância ao lado de seus pais. Aos 18 anos, casou-se com Francisca de Paula Ferreira, com qual teve nove Filhos, dos quais 5 já são falecidos.

Sua Profissão era alfaiate, e também foi fiscal da água.

Homem de fina educação; a todos conquistava pela sua humildade e bondade. Muito Religioso e amigo dos pobres, foi um dos fundadores da Conferencia Vicentina São Sebastião, que tanto beneficio tem feito aos mais necessitados de nossa cidade. Chefe de família exemplar, deixou um bonito exemplo de caráter e dignidade. Faleceu em 22 de março de 1968.

 

JOSÉ MOACIR FRÓES

              Nasceu em 01/03/1953, na cidade de Birigui – SP. Filho de José Fróes e dona Aparecida Alves Frasino Fróes. Parte de sua infância viveu no Mato Grosso do Sul, na cidade de Bataguassu juntamente com seus irmãos.

Bem jovem, percorreu várias cidades. Foi para São Paulo onde conheceu a Sra. Maria Celina Penha em um ponto de ônibus. Começaram a namorar e após oito meses se casaram na cidade de São Paulo, na Igreja Nossa Senhora dos Prazeres, no bairro Parada Inglesa.

Após um ano de casamento mudaram-se para Cruzília onde foi ingressado na Prefeitura Municipal, trabalhando como operário. Pai de dois filhos: Eduardo Maércio Fróes e Patrícia Fróes. Faleceu na cidade de Pouso Alegre, por infecção generalizada. Deixando saudades entre seus familiares.

 

JOSÉ RIBEIRO DE REZENDE (ZECA DE DEUS)

              Nascido dia 04 de outubro de 1905. Falecido em 06 de maio de 1993. Casado com Dejanira Andrade Rezende. Natural de Lavras. Filho de João de Deus R. Rezende e Maria das Dores de Jesus.

Teve dez filhos. Todos residem em Cruzília. Fazendeiro no Município de São Thomé das Letras muitos anos. Depois veio para Cruzília, onde recebeu o Título de Cidadão Honorário Cruziliense.

Trabalhou muito como empresário das Pedras Sobradinho, gerando muitos empregos. Colaborou com muitas obras para o bem da comunidade cruziliense, como igreja, hospital, asilo, etc.

 

JOSÉ ZEFERINO ALVES

(Texto de Maria de Fátima Alves)

José... Simplesmente José.

José do Telefone, José Botafoguense, José da Sá Marica, José Sacristão, José das crianças, José do Povo, José Nosso.

E esse José foi um profundo conhecedor do município de Cruzília, conquistou mil e uma amizades, levou mensagens de chamada telefônica as pessoas situadas de norte a sul da cidade, fez cobranças das contas telefônicas atrasadas, ajudou quem pode, esclareceu ao menos esclarecidos, distribuiu balas a criançada, falou de Jesus a todos que encontrava.

Simples como ele, não havia. Não foi a toa que lhe deram na pia batismal o nome de José, semelhante ao do santo Carpinteiro. José, filho do sapateiro Quincas e da telefonista Marica, desde pequeno, queria se tornar um sacerdote. Seu pai ajudava na igreja como sacristão e no coração de José germinou a semente da vocação: Servir a Deus como filho predileto de Nossa Senhora. Não pode, circunstâncias, fortes falaram mais alto, acabou desistindo. E agora José? E agora você? Tornou-se sacristão como pai fora durante vários anos. Quando morreu, em 28 de outubro de 1900, já não ocupava o cargo de sacristão, porem cumpria anualmente uma missão especial: ficava ao seu encargo o oficio de pentear e perfumar os cabelos de Senhor Morto, usado nas cerimônias da Semana Santa, mais precisamente na Procissão do Enterro.

Da sua juventude e vida adulta, há de se recordar, o José vestindo as cores do 7 de Setembro F. Clube e mais tarde encostando a chuteira, porem continuando fiel. Tornou-se o roupeiro do time e cuidou desse oficio com muito carinho e dedicação.

Amante da política militante do PSD, tornou-se um defensor ferrenho da bandeira empunhada pelo seu partido.

Também exerceu o oficio de alfaiate durante muito tempo e a sua habilidade e destreza na confecção de uma roupa era invejável. Tudo que fazia era serviço de primeira qualidade, ate mesmo a bainha de uma calça.

Como ajudante de sua mãe, que era telefonista titular de Cruzília, ganhou como premio de seu trabalho apenas e nada mais que isso: a surdez de um ouvido, ocasionando pela queda de uma faísca no momento em que mantinha o aparelho telefônico no ouvido. E Agora José? E agora você? Caso encerrado. Ponto final. Nada lhe foi dado a titulo de “acidade de trabalho”, muito menos indenização.

Nascido em 18 de março de 1911, a vida inteira o vimos cruzando as ruas cruzilienses, trajando o simples cabelo tingido pelo branco mais branco, boné na cabeça, portador de afecção cutânea mais conhecida como “Vitiligo”, andando com dificuldade já no despedir da vida, sensível ao extremo, amigo de todos os amigos.

Pouco estudou, porem se expressava bem e sabia conversar ao telefone um precário Frances, mas nem por isso , notável pela escolaridade que recebeu.

Não quis constituir família, portanto, não deixou filhos. Tio Zezé deixou-lhe, como homenagem póstuma, as seguintes palavras de Deus, extraídas da Sabedoria, 4, 1:

“Mais vale uma vida sem filhos, mais rica de virtude: memória será imortal, porque será conhecida de Deus e dos homens”.

 

Margarida Pereira Leite Arantes

Nasceu em Piquete – SP, no dia 14/05/1929, filha de Agnaldo Pereira Leite e Thermutes de Souza Leite.

Cresceu na Fazenda São José em Lorena – SP. Aos oito anos foi estudar no Colégio Bom Conselho em Taubaté, onde ficou interna até os quinze anos. Nas férias vinha com sua mãe para a Fazenda do Cantagalo.

Aos quinze anos conheceu Paulo Maciel Arantes, com quem se casou aos vinte e um anos. Daí em diante residiu aqui em Cruzília. Foi professora na E. E. D. Leonina Nunes Maciel e benfeitora do Hospital Dr. Cândido Junqueira desde sua fundação.

Mulher caridosa, de fibra, sempre pronta a ajudar quem a procurasse. Adorava flores. Cultivava inúmeras variedades no jardim de sua casa. Viveu intensamente seus 77 anos.

Faleceu aos 15/09/2006 deixando muita saudade aos seus familiares e amigos.

 

MARIA CELESTE ARANTES RIBEIRO

              Nasceu em Aiuruoca, no dia 06/10/1947. Filha de Oswaldo Vilela Arantes e Orozina Neves Vilela. Seus estudos primários foram na fazenda, com professora particular. Posteriormente estudou no internato da Escola Normal Santo Inácio em Baependi e formou-se como professora. Mais tarde concluiu curso superior, formando-se em Letras na Faculdade de Letras de Três Corações. Sua cidade querida, Cruzília, onde iniciou sua carreira como professora na Escola Mons. João Câncio, que ela adorava. Foi professora na Escola São Sebastião e Secretária na Escola D. Leonina N. Maciel.
              Em 1975 casou-se com José Edmar Maciel Ribeiro, bancário, filho do professor Sebastião Maciel Ribeiro e Olga Maciel Ribeiro. Teve dois filhos: Cidmar Arantes Ribeiro, hoje médico tenente da Aeronáutica e José Edmar Arantes Ribeiro, estudante doutorado em física quântica, na USP de São Paulo. Mais tarde Lelete foi candidata a Vereadora (1988) e eleita. Na 1ª reunião extraordinária da Câmara apresentou oito projetos e todos eles aprovados por unanimidade: Conservação de estradas; Mais um orelhão perto do posto; Um abrigo para passageiro em frente ao depósito de Pedras Sobradinho; Colocação de um poste de luz na Rua Carlos Drummond; Rede de esgoto; Mais limpeza na cidade, tirando o lixo diariamente; Sala para Vereadores.

Foi Presidente da Câmara por dois anos, representando a Câmara de Cruzília em congressos e reuniões fora da cidade. Fez milhares de pedidos como vereadora, como: Registro do Lar da Criança junto ao INSS (07/1991); Posteamento e iluminação do Bairro Ventania e outros.

“Seu lema era trabalhar com transparência para a população de Cruzília, acompanhar de perto o trabalho do Poder Legislativo que tem a função de legislar, fiscalizar e ajudar na administração da comunidade.”

Foi relatora adjunta da Lei Orgânica Municipal. Como poeta dizia: “Paz é caminhar com certeza de que os instantes são únicos, os dias não se repetem. São pequenos, eles se vão e com eles o pouco de nós que não seremos mais.”

Em dezembro de 2000 deixa sua última mensagem a todos nós: “Feliz novo milênio”. Em 19 de janeiro de 2001 parte para a eternidade deixando muitas saudades. Edmar, Cidmar, Edmarzinho e toda a família agradecem aos vereadores e colegas da Lelete, por terem se lembrado. Dizer obrigado é muito pouco, que Deus lhes paguem.

 

MARIA DA CONCEIÇÃO ALVES

Maria da Conceição Alves, mais conhecida por “Sá Marica”, nasceu na cidade de Quartiz – RJ no dia 25 de outubro de 1885, e morreu na cidade de Cruzília- MG, em 18 de julho de 1971, com 86 anos de idade.

Filha de Joao Floriana e Clara messias de Jesus, casou-se com Joaquim Zeferino Alves e desse casamento teve 8 filhos: Maria, Tereza, Ábdon, José, Carmem, Geralda, Izabel  e Joaquim.

Com a Morte de seu marido, viu-se obrigada a tomar rédeas da situação. Mulher de muita coragem, de muita fibra e valentia, não desanimou ante a viuvez.

Com o precário serviço de telefonia na cidade, ela atendia a todos, sem distinção. Trabalhou como telefonista durante mais de 40 anos, debaixo de sol ou chuva, de dia e de noite, fazendo mensagens, levando recados. Enfrentou a policia quando crime do cabo Nicomedes da cidade. Levou mensagem ate para o Então Presidente Da Republica, Getulio Vargas, o qual estava de passagem na fabrica do Sr. Sorensen.

Sá Marica foi a mulher do “alô, alô” por muitos anos na cidade. Não era filha da terá, mas serviu Cruzília como se filha fosse. Do Serviço telefônico só lhe restou como herança a surdez de um ouvido de seu filho José, o qual auxiliava, pois Sá Marica foi uma mulher que não teve o gosto de ganhar sequer uma aposentadoria da CTB (Cia Telefônica Brasileira) para 80 custear o seu sustento nos anos que lhe restaram. Foi uma vida inteira dedicada a comunicação cruziliense.

Em gratidão pelos relevantes serviços prestados, Cruzília a homenageou, dando lhe um nome de Rua “Rua Maria Da Conceição Alves”, a antiga Rua Duque de Caxias, no Bairro Presidente Kennedy, na Gestão do Prefeito Adolfo Mauricio Pereira.

 

VOVÓ MARICA – 40 ANOS DE ALÔ, ALÔ

Maria De Fátima Alves.

Seu quarto também era mania. O Alto catre de jacarandá, cobiçado por antiquários profissionais, Santa Helena na parede, urinol debaixo da cama, a canastra completando a mobília.

Prosa de hora contada, comida miúda no prato de folha, cibalena toda noite.

Chegava o parente para visita, conversava vai chamando risada, chamando saudade, vovó dormia.

Chegava o almoço pequeno, no canto do prato, arroz soltinho, feijão vermelho, tomate em salada, um tiquinho de carne.

Chegava o remédio cotidiano receita de casa para combater a sinusite, a salvação da dor.

Era terrível, Vovó Marica, criança na cama, criança na rua, vivendo a velhice.

Ainda não chegara aos noventa e fomos encontrá-la com a lucidez falham por força das circunstâncias. Pois possuiria uma folha de pagamento invejável, não possuiu. Quarenta anos de trabalho ininterrupto dedicado a telefônica, para não possuir no fim da vida aposentadoria, casa própria, dinheiro debaixo do colchão (quem dirá num banco?), regalias forçadas, traste nenhum.

Alguém morreu. Na madrugada, telefone a tilintar de impaciência, pessoa batendo na porta, caso urgente, é caso de morte, chame aqui, chame acolá e Vovó Marica ligando a noite com a manhã, Vovó Marica, completando ligações, Vovó Marica, fone de ouvido, atenção aguçada, sono perdido.

Perdia noites, ganhava nada.

Seu ganha-pão, batente sem honorário, compreendia 24 horas, xingos, gente malcriada, sacrifício correndo nos fios, saindo  nos pinos, pouco dinheiro por remendo da situação.

Enfrentou o que tivesse que enfrentar: a viuvez, o serviço duro e ingrato de quarenta anos, situações difíceis, mas línguas, até a policia. Ficou forte o caso do Sargento Nicomedes e o Soldado Geraldinho. Não amedrontava diante do perigo, da ameaça de morte, do revolver encostado no ouvido e mesmo com as ligações interrompidas por causa do corte dos fios pelo soldado Geraldinho, ela tentou cumprir sua tarefa, telefonando para a polícia de fora e, para tanto, andando a pé alguns quilômetros, ate a fabrica do Sorensen.

Pois mesmo assim, férias, nem pensar. Décimo terceiro, nem sonhar. Anos subindo a capitão Maciel, descendo a cel. Cornélio e Vovó Marica na labuta diária do telefone. Muito tempo assim foi. O aparelho preto, retangular de 30 números e alguns números já era tudo de telefonia no município.

Quando saiu da cidade fluminense de Quartiz, com os pais e aventurou-se pro Sul de Minas, perdeu os pais, não perdeu a força. Mulher de fibra, da chuva e do sol, durona, autoritária, o corpo magro, o peso pequeno, marcou época em Cruzília.

O telefone vinha integrar o progresso lento da cidade e Maria Zeferina da Conceição havia ganhado o cargo: era telefonista. O Serviço roubou-lhe quarenta anos de vida e presenteou seu filho mensageiro com a surdez (a faísca que testemunhe).

Vovó Marica, fone de ouvido, olho na rua, criando os filhos, cumprindo a missão.

Quatis... Um borrão no quadro negro nuvem alta, não se alcança.

A cidade natal é passada, saudade enlatada congelando. Voltar, nunca mais.

A ligação ficou pronta, já falou, a taxa esta demorando, depois eu pago, depois nunca veio. Esqueceu.

Fim do Mês deposita-se a quantia exigida no banco, o dinheiro esta faltando, é o depois do no prejuízo já esperado.

Cabeça que coça, cabeça que dói, o esquecido não lembra, hora de perdoar.

Quatro décadas, de telefone, de repente Vovó Marica não pode mais, envelhecendo, hora de parar.

Prosa de hora contada, comida miúda no prato de folham cibalena toda noite,

No quarto e na rua, cantando modinhas, comprando conversa, catando objetos, Vovó Criança, vivendo a velhice.

O canto parou, calaram-se as vozes, o chão está sujo.

Seis da matina. Novo dia amanheceu Vovó dorme, quietinha, encolhida no catre.

O coração não pulsa, terminou.

 

MILTON JOSÉ RIBEIRO

 Milton José Ribeiro era filho de Jacinto José de Souza e Maria José Ferreira. Nasceu no dia 13 de julho de 1926, em Cruzília. Foi casado com Tereza Maciel Ribeiro.

Milton, Miltão ou Milto do Posto, como era chamado, era funcionário publico pela Secretaria Estadual de Saúde. Trabalhava com muito amor, dedicação e ajudando a todos que o procuraram no Posto de saúde.

Como homem público e político, foi vereador por dois mandatos: de 1977/1982 e 1983/1988, sendo este último interrompido pelo seu falecimento em 30 de junho de 1986.

Como pai de família, o maior exemplo que deixou para seus filhos foi a amizade e o amor pela família. Sãos seus filhos: Adelmo, Irinéia, Argelina, Maria Helena, Vera Lucia, Nando e Amarildo, os quais lhe deixaram 10 netos.

 

NICOTA BARROS

Ana Paulina Barros Meirelles, mais conhecida como Nicota Barros, nasceu na fazenda São Pedro, Município de Aiuruoca, aos 30 de outubro de 1925. Caçula do casal Tonico De Barros, e D. Sinhá, estudou no colégio da D. Maria Maciel Alckmin, em Cruzília. Teve sua infância na Fazenda São Pedro.

Desde pequena já tinha o seu dom de caridade, tendo uma fé viva, acreditando em Deus, sendo uma pessoa católica praticante.

Casou-se em 16 de julho de 1944 com Werton Pinto Meirelles, em Cruzília. Morou dois anos em Varginha e depois mudou-se para Aiuruoca, residindo no Sitio Sant´a Ana. Teve seis filhos: Darcio (falecido com 6 meses de idade), Ana Maria, José de Arimatéia, Juarez, Gabriel, Ricardo e Vera, que sempre teve como filha. Mudou-se para Cruzília em 1970. EM 1976 abriu um restaurante, que, na época teve muito sucesso com sua comida caseira. Trabalhou e lutou durante dez anos, procurando atender aos fregueses com muito carinho e alegria.

Ajudava a todos e sempre tinha uma palavra de conforto para quem a procurasse. No dia 27 de dezembro de 1987, recebeu, com muito orgulho, o Titulo de Cidadã Cruziliense.

Nicota foi companheira inseparável de seu esposo, mãe exemplar, filha dedicada e amiga de todos.

Depois de tanta luta, tantas alegrias, tantas conquistas, veio a doença, que a levou a falecer em 21 de outubro de 1990.

Temos sempre na lembrança o seu sorriso amigo e o brilho de seus olhos esverdeados, que transmitiram, a vida inteira, uma doçura sem fim...

 

OSWALDO CRUZ AZEVEDO JUNQUEIRA

 Oswaldo Cruz Azevedo Junqueira nasceu no dia 11 de março de 1917, em São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais.

Ate a quarta serie primaria, estudou no famoso “Colégio São Sebastião”, onde conquistou a amizade de todos os seus colegas. Cursou o 1° grau em São João Del Rey, no colégio Santo Antonio e depois fez um ano de medicina no Rio De janeiro.

Casou-se em 29 de abril de 1949, em Belo Horizonte, na igreja Boa Viagem, com Alice Aguiar, com quem teve oito filhos. Sempre moraram na Fazenda Traituba, herança de seus pais, Otto Junqueira e Ana de Azevedo Junqueira.

Homem de fino trato conhecia as boas maneiras. Era, sem duvida, um “Gentleman”, dedicado e sincero em suas atividades. Faleceu no dia 20 de junho de 1982 de edema pulmonar, em Cruzília.

 

PROFESSORA MARIA MACIEL P. ALCKMIN

Maria Maciel Pereira Alckmin nasceu na antiga São Sebastião da Encruzilhada, no dia 19 de novembro de 1898.

Conhecida como “Dinin”, pois sua mãe, Rita, era apelidada de “Nin”. Então ficou “Maria de Nin”... Dinin.

Era casada com Joaquim Capistra  Alckmin, farmacêutico, irmão do Monsenhor Alckmin. Teve os filhos: Carlos, casado com Neide; Luiz, já falecido, e que era casado com Maria Helena; Maria Aparecida, casada com R. Wallace Ferreira Magalhães; José Vicente, casado com Wanda; Marta, solteira, advogada; e Maria das dores e Romeu, que morreram em criança.

Formou-se Professora em 1915, pelo Colégio Sion de Campanha. Fundou e dirigiu por mais de 40 anos um educandário primário particular, para meninas - Colégio Santa Maria – mais tarde denominado Instituto Nossa Senhora Aparecida, que funcionava em regime internato e externato. Apesar de modesto, esse conceituado educandário muito contribuiu para a cultura de nossa terra e de cidades vizinhas, cujos filhos aqui estudavam.

Inteligência brilhante, coração sensível, humildade, alegria e elevado espírito religioso fizeram dessa mulher a mestra ideal, aquela que transmite o saber e cultiva a bondade.

Faleceu em 23 de junho de 1978 e ainda hoje seus alunos se lembram com gratidão da boa e carinhosa professora – Dona Maria, A “Dinin”.

 

SEBASTIÃO PEREIRA

Sebastião Pereira nasceu em Cruzília, 24 de janeiro de 1925. Era filho de Manoel Maciel Pereira e Maria De Paula Maciel.

Casou-se a primeira vez com Heloisa Pereira Maciel, tendo dois filhos: Rubens e Heloisa Helena. Depois se casou com Vilma Maria da Silva, tendo também dois filhos: Fernanda e Renato.

Era funcionário dos correios e professor Da E.E. São Sebastião. Tião, como era chamado, gostava muito de seus alunos, mais era enérgico, muito bravo, nunca permitia indisciplina em suas aulas. Primava pela ordem, assiduidade ética em suas atitudes.

Faleceu em 03 de dezembro de 1982, em São Paulo, deixando muita saudade e um filho para vir ao mundo. Cinco dias Após sua morte, nasce seu filho Renato.

  1. JOÃO DO JUSTO

 

JOÃO ALVARENGA MACIEL

 

João Alvarenga Maciel nasceu em Cruzília, no dia 22 de novembro de 1939, e faleceu no dia 19 de setembro de 1980. Apelidado de “João Sebinho”, era irmão do Tabaco e muito estimado por todos na cidade.

Não tinha uma profissão definida, mas era “pau para toda obra”. Encerador de piso conceituado encerava o piso da “Loja Do Mirinho”, o da “Loja do Sr. Pedro Arantes” e os das casas de pessoas de sua amizade. Transportou leite da chácara por vários anos para o Sr. Paulo Arantes e Mozart. Sempre disponível carregava malas dos viajantes, dos quais era muito amigo, principalmente o “Portela” e o “Ogídio”.

Tinha muito respeito e amizade pelas professoras, como Wanda Maciel Alckmin, que era sua preferida.

Sua pessoa e seus casos foram citados pelo autor mineiro Olavo Romano, em um de seus “Casos de Minas”.

 

MARIA AUGUSTA ARANTES

Maria Augusta Arantes, mais conhecida por parentes amigos, carinhosamente como “Lalaia” ou “Vó Lalaia”, nasceu no dia 23 de janeiro de 1915 e faleceu no dia 26 de março de 1988.

Era casada com João Francisco Maciel (João do Justo), com quem teve os filhos: José Arantes Maciel (Zé gordo), Sebastião (Tiãozinho da Maquina), Cornélio (Nelão), Zélia, Neide, Delva, Sara, Odete, Maura, Mauro (Peitinho), Adhemir (Broinha), Alaor, Amir, Marcilio (Bisquinha) e Délcio (Boi).

Era uma mulher de personalidade forte, cuidava dos filhos e ajudava muito o esposo nos afazeres do sitio. O que mais marcou sua vida foi a honestidade, a firmeza na educação dos seus dezesseis filhos e, sobretudo a fé. Tinha um amor muito grande pela Igreja e participava da missa todos os dias.

 

PAULO FARRÃO

Paulo Farrão, cujo nome era Paulo Magalhães Maciel, nasceu no dia 19 de abril de 1943 e morreu de acidente automobilístico em 02 de julho de 1978.

Era casado com Noeme Nunes Maciel e tiveram os filhos: Talles, Tania, Tácio de Lélis e Tulio Nunes Maciel.

Era balconista e tinha aptidão para o comércio.

 

  1. SETE DE SETEMBRO

 

FRANCISCA CAROLINA DA SILVA

Francisca Carolina da Silva, como era chamada, tinha na verdade o seu nome registrado como Francisca Carolina Nogueira. Filha de Cassiano Soares da Silva e de Teolinda Orosina da Silveira, nasceu no dia 10 de junho de 1888 e faleceu no dia 18 de novembro de 1970.

Casada com Justo Francisco Maciel, tiveram treze Filhos: Manuel Francisco Maciel, Cornélio, Terezinha, João, Domingos, Julio, José, Orozina, Maria Francisca, Maria da Conceição, Tereza Francisca, Alfredo Avelino e Pedro Francisco Maciel.

Viveu para criar e educar seus filhos, dedicando-se a vida domestica e a família.

Amiga, conselheira, deixou o exemplo da união, da oração e do trabalho para seus descendentes.

 

PEDRO FRANCISCO MACIEL

Pedro Francisco Maciel, filho de Justo Fernandes Maciel e Francisca Carolina da Silva, nasceu em 15 de setembro de 1931, em Cruzília.

Durante toda sua vida foi um homem alegre, brincalhão e cheio de boas amizades. Lutou muito na vida, foi carreiro, oleiro e depois entrou no ramo do comércio, onde foi muito bem sucedido, com o apoio da esposa.

A vida lhe deu uma grande mulher, Ozilia da silva Maciel, que, na sua falta, realizou o sonho e o compromisso dos dois, a tarefa de educar e encaminhar seus seis filhos na vida: Venilton (dentista), Vera (administradora), Virgilaine (psicóloga), Walter (Engenheiro), Vitor (dentista) e Valério (dentista).

“Pedro” significa “pedra”, sua vida breve, mas solida: trabalho, família e amigos. Pouco tempo ficou neste mundo, mas sua marca transparece nos seus filhos.

Morreu aos 43 anos, em um acidente de carro em 15 de novembro de 1974. Do céu ele intercede por todos aqui, pois “seu coração era do tamanho do mundo”.

 

PEDRO MARTINS PEREIRA

              O popular “Pedrinho do Correio”, nasceu em Cruzília no dia 29 de junho de 1918. Filho de Luciano Martins Pereira e Messias Honória da Silva. Ainda solteiro, Sr. Pedrinho foi balconista, sapateiro e já casado, dedicou-se inteiramente aos serviços do Correios trabalhando por trinta e dois anos, sem faltar um dia sequer às obrigações.

Do seu casamento com a Sra. Geralda Ferreira de Andrade, nasceram: Luciano “Galé”, Maria de Lourdes, Alcino, Vera Cruz, Irani e Camilo de Lélis (sua descendência conta com treze netos e oito bisnetos). Sr. Pedrinho do Correio muito contribuiu para o desenvolvimento e o enriquecimento da história de Cruzília, pois enfrentou dificuldades. A falta de boas estradas e de transportes madrugava, ora a pé, ora a cavalo, até à Fazendinha (chegando a dormir aí quando o trem atrasava ou quebrava), para não deixar a população sem correspondências, notícias de parentes, aviso...

Com o crescente e natural progresso, o correio chegava de ônibus e lá ia o Sr. Pedrinho, com disposição e andar ligeiro, subindo com os pesados malotes, separando as correspondências e fazendo as entregas por toda a cidade, levando na bagagem o seu inconfundível assobio (marchas, músicas de Natal e de Semana Santa).

Além de trabalhar de carteiro a supervisor, foi motorista da Rural Willians da Paróquia e mais tarde do famoso “Fordinho 29”, transportando vendedores, levando e trazendo recados, medicamentos na zona rural, encomendas... Sempre foi solícito e alegre. Ele ainda trazia latas redondas com filmes para o Cine Vitória e devolvia-as no trem da Fazendinha.

               Eram inúmeras as viagens até Baependi, São Thomé das Letras, sítios e fazendas. O Sr. Pedrinho pagou seus estudos com o trabalho no Colégio Paroquial (hoje Escola Estadual São Sebastião). Torcedor do “Sete de Setembro” foi homem de muitos amigos, sincero, leal, metódico e solidário. Aposentado, este cruziliense foi motorista do Dr. José Maciel, levando leite para Fábrica de Laticínios e os camaradas para as roças. Faleceu aos setenta e nove anos em 27 de Janeiro de 1997.

 

URBANO JUNQUEIRA DE ANDRADE

              Nasceu em 16 de maio de 1922. Filho de José Bráulio Junqueira de Andrade e Amélia Andrade. Casou-se com Irene Vilela Junqueira. Teve dois filhos: Iolanda Vilela Junqueira e Luiz Antônio Vilela Junqueira de Andrade.

Foi Presidente da Sociedade Rural do Sul de Minas (Parque de Exposições Junqueira de Andrade em Caxambu). Trabalhou em diversas áreas como: criação de gado leiteiro holandês e Girolando; criação de cavalos pampa, Mangalarga e Mangalarga marchador; fábrica de queijo prato e minas e na Fazenda Campo Lindo. Faleceu aos setenta e oito anos de idade em 08/09/2000.

 

  1. BREJINHO

 

ALZIRA REZENDA

Alzira Rezende, natural de Carandaí, nasceu em 28/10/1905, filha de João Teodoro de Rezende e Margarida Teixeira de Rezende.

Casou-se muito cedo, aos 17 anos, com Antonio Rezende Costa e tiveram 13 filhos: José Pedro, c.c. Aparecida; Sebastião, c.c. Maria Mercedes; Gil, c.c. Júlia, Maria José, c.c. Edgar; Heli c.c. Anézia; Margarida, c.c. Hélio; Maria Salete, c.c. Pedro José; Ney, c.c. Dilza. D. Alzira foi uma mulher de pulso forte. Era brava e carinhosa ao mesmo tempo. Mulher de fibra, “como as mulheres de antigamente”. Ficou viúva aos 39 anos de idade, com oito filhos menores para criar sozinha. Lutou muito e foi muito difícil, mas como ótima mãe e excelente dona de casa, deu conta de criar e educar, tendo a alegria de vê-los todos casados.

Viveu Grande parte de sua vida Em Cruzília, onde estudou seus filhos no Antigo Colégio Paroquial “São Sebastião”, e suas filhas no colégio da D. Maria, a Dinin. Alzira era muito religiosa e devota, e participou da congregação do Sagrado Coração de Jesus até sua morte. Faleceu no dia 29/09/1980 com 75 anos.

 

FERNANDO JOSÉ DOS REIS MEIRELLES

Ultimo filho do casal Adeodato Dos Reis Meirelles e Maria Carmem Meirelles, Fernando José Dos Reis Meirelles nasceu em 17 de março de 1938, na Fazenda Angahy, no município de Cruzília.

Foi batizado em 7 de abril do mesmo ano pelo Revmo. Padre Jatobá, seu padrinho, na dita fazenda, onde se encontra a primeira Capela deste município. Filho de um casal que sempre teve como maiores valores a religião e a educação, cursou o primário no Colégio dos Padres de Passa quatro e terminou os seus estudos no Colégio dos Padres de Batatais, no estado de São Paulo. Convivendo sempre com pessoas de bons tratos e evoluídas, trouxe para o Angahy, e também para Cruzília, experiências novas e avanços no campo.

Em 1961, casou-se com Rita Edméia de Andrade Meirelles, também neta do Angahy e tiveram quatro filhos: Claudia Denize, Ana Tereza, Vera Cristina e Fernando José, que, como bons cruzilienses, aqui se estabeleceram.

Ótimo esposo e excelente pai de família, nunca deixou de trabalhar em conjunto para uma Cruzília melhor. Foi presidente da ARENA e Vice- Prefeito. Ajudou tanto na política, como no progresso do gado leiteiro, importando animais e levando o nome de Cruzília como o berço do Mangalarga Marchador. Atuou também, ativamente, nos torneios leiteiros.

Vítima de acidade automobilístico em 1975, veio a falecer no dia 17 de setembro, na cidade de Varginha, onde recebeu maior carinho da família, da equipe medica que tratou e dos varginhenses. Foi enterrado no mesmo dia em sua terra natal, Cruzília.

Recebeu em sua homenagem, pelo prefeito Dr. Domingos e pela câmara municipal, uma rua com seu nome, no bairro da Vila Magalhães. Homenagem esta que contou com a presença de seus Familiares.

 

FRANCISCO ANTONIO PEREIRA

Francisco Antonio Pereira tinha o mesmo nome do pai e de sua mãe era Áurea de Jesus Pereira. Nasceu em Caxambu, no dia 03 de maio de 1905, e faleceu no dia 13 de julho de 1973. Foi casado com D. Carmem, com quem teve três filhos: Aurea, Terezinha, Cid e Paulo.

Homem íntegro, trabalhador, generoso, e de uma disponibilidade inigualável, foi fazendeiro, secretario da Câmara Municipal e Diretor comercial da antiga Cooperativa de Cruzília, para onde ia de madrugada atender aos fregueses e principalmente aos fazendeiros do município. Foi uma espécie de “contabilista” de muitos em nossa comunidade. Tratava a todos com o mesmo sorriso e com uma paciência incomum. Vivia com os bolsos cheios de bilhetes, onde anotava os favores a fazer aos outros. Viveu mais para o próximo que para si mesmo.

 

HERON MAGALHÃES

Heron Ferreira Magalhães nasceu no dia 1° de maio de 1926 e faleceu no dia 24 de novembro de 1982. Era casado com Iracema Arantes Magalhães, com quem teve os filhos: Edmir, Elaine, Edson, Eudes, Eliana e Elevi. Exerceu a atividade de Coletor Estadual, foi jogador do Sete de Setembro, empregando sua seriedade em todo que fazia.

 

IRACY MARIA DE CARVALHO

Iracy Maria de Carvalho Rocha era filha de Manuel Avelino de Carvalho e Maria Lourdes Ribeiro Carvalho e nasceu no dia 30 de junho de 1931, na fazenda Santo Inácio.

Casou-se no dia 10 de maio de 1948, na igreja Matriz de Cruzília, com Luiz domingos da Rocha, e, se hoje viva estivesse, curtiria a vida ao lado dos 10 filhos, 29 netos, 2 bisnetas, 1 bisneto e, temos certeza, ainda encontraria forças para dar a cada descendente uma significativa porção de zelo, ternura e devotamento materno.

Seus Filhos, noras e genros, Luis Mauro e Francisca (4 filhos); Magna Maria e José Cézar (3 filhos); José Claudio e Neuza (4 filhos); Antonio Carlos e Vera (2 filhos); Sebastião e Maria José ( 2 filhos); Jorge Luiz e Francisca (3 filhos); Maria das Graças e Paulo Roberto (4 filhos ); Ely Rogério e Joelma (2 filhos); Silvio Cesar e Gloria (3 filhos); Dácio e Angela (2 filhos).

Falar de uma mulher de fibra é falar de Iracy Maria Carvalho Rocha. Coragem, dinamismo, iniciativa e força nunca lhe faltaram na vida, senão vejamos.

Apesar de inúmeras dificuldades, pois no mundo e educou dez filhos. Ajudava todos os amigos, conhecidos e vizinhos que dela precisasse. Estendia-lhe a Mao na hora necessária, sem esperar recompensas. Gostava de cuidar das crianças recém nascidas, através de banhos e cuidados com umbigo e oferecia as mães inexperientes aos seus préstimos de “enfermeira”. Acompanhava ao medico as pessoas que precisavam de uma assistente e esse serviço ela sempre fazia de boa vontade iniciativa própria. Nunca negou nada a ninguém, nem mesmo o sorriso, a atenção e muito menos o alimento, pois até “mãe de leite” de algumas crianças ela já foi.

Muito ágil, no fazer, sempre era vista correndo de um lado para o outro, cuidando de seus afazeres desdobrando se em favores. Sua humildade casa recebia cuidados especiais: era modelo de higiene e limpeza. “Fiinha” (como era carinhosamente conhecida) ouvia de todos que a visitavam palavras elogiosas, em virtude de sua dedicação ao serviço domestico Para ajudar no orçamento familiar, manteve o oficio de lavadeira por muitos anos e, como não havia energia elétrica em sua casa, passava a ferro de brasa a suas roupas e as outras. Sentiam, com esse trabalho, útil a si e a família.

Apesar de possuir um coração de fada, usava de muita energia no trato com os filhos. Seus simples olhar exigia obediência e respeito. Faleceu aos 42 anos e deixou atrás de si marcas do trabalho e do bem praticados. Terminou a sua missão na Terra e voltou ao pai no inverno de 1973. Jesus enviou Iracy a terra e depois precisou dela no céu. Seja feita a vontade daquele que é Rei e senhor da Vida.

 

JOSÉ OLINTO DA SILVA (CUIA)

             Nascido em Cruzília, no dia 03 de junho de 1932. Filho de Orlando Olinto da Silva e D. Sebastiana Marcília Nogueira. Casado com Luzia Leal da Silva com quem teve três filhos: José Orlando, Hermenegilda e Patrícia.

Trabalhou nos postos Ypiranga e Atlantic até sua aposentadoria. Foi jogador no Sete de Setembro Futebol Clube. Foi membro integrante por muito tempo na Corporação Musical João Carlos Filho. Ajudou por muitos anos no descimento da cruz na Sexta-feira da Paixão.

Trabalhou como taxista na Rua Cel. Serafim. José Olinto teve uma família exemplar e muito querida pela nossa comunidade. Faleceu em 01 de maio de 2001. 

 

JUSTO DE SOUZA MACIEL

              Nascido na cidade de Cruzília, em 09/11/1939. Filho do Sr. José Francisco Maciel e da Sra. Maria de Souza Maciel.

Residiu-se na cidade natal até o ano de 1989, onde dedicou a sua vida à família e à profissão de alfaiate, sendo o melhor profissional de toda a região. Muito popular, resolveu se candidatar na eleição de 15/11/1982 e elegeu-se Vereador na legenda do Partido Movimento Democrático Brasileiro, onde trabalhou muito pelo desenvolvimento de sua cidade. Casou-se no ano de 1968 com Zília Maria Guimarães Maciel, natural de Baependi, com quem teve uma filha: Débora Guimarães Maciel.

 Em 1989, mudou-se para Baependi, exercendo sua profissão, dedicando-se a Deus como voluntário na Associação Beneficente Nhá Chica. Foi Ministro da Comunhão, dedicando seu trabalho nas igrejas e casas onde se encontravam os enfermos (doentes do Hospital Cônego Monte Raso). Justo era também músico. Tocava saxofone e resolveu fazer de seu dom em louvor a Deus e sendo assim, fundou um pequeno coral, recebendo o nome de Ministério Santa Cecília (ainda existente), que tocava nas missas da cidade de Baependi e muitas vezes nas festas religiosas da zona rural.

Faleceu aos sessenta e cinco anos no dia 28/08/2004, na cidade de Baependi, onde foi sepultado.

 

JUSTO FRANCISCO MACIEL FILHO

              Nasceu no Sítio do Estreito, no dia 03/11/1917. Filho de Justo Francisco Maciel e de Ana Francisca Maciel. Sua profissão era lavrador.

Casou-se com Nadir Augusta de Jesus, com quem teve sete filhos, nove netos e seis bisnetos. Faleceu em 27/02/2005.

 

JUSTO FERNANDES MACIEL

Justo Fernandes Maciel nasceu em Cruzília ou antiga Encruzilhada, no dia 24 de maio de 1863, sendo seus pais: Francisco Domingues Maciel e Ana Francisca de Jesus. Casou-se com Delfina Augusta Maciel, natural de Soledade de Minas, com quem teve 14 filhos.

Do segundo casamento, com Francisca Carolina Nogueira, de Aiuruoca, teve também 14 filhos. De acordo com o recenseamento de 1969, seus descendentes diretos somavam 823 pessoas, entre filhos, netos e bisnetos.

Dedicou sua vida a agricultura e a pecuária. Deixou grande exemplo de esposo, pai, cidadão honesto e trabalhador.

Faleceu no dia 28 de maio de 1955.

 

JUVENAL JOSÉ MACHADO

Juvenal José Machado nasceu no dia 11 de junho de 1900, no Rio do Peixe, município de Cruzília.

Estudou com o professor Juca Lintz, Serviu o exercito de cavalaria em Três corações. Casou-se no dia 8 de janeiro de 1925 com Josehpina custódia de Arantes, tendo deste casamento 11 filhos, sendo seis homens e cinco mulheres. Foi comerciante, possuindo um armazém de secos e molhados, armarinhos, louças e miudezas em geral. Foi o proprietário da primeira sorveteria da Estão Encruzilhada. Foi delegado de policia por duas vezes consecutivas, só deixando o mandato devido a sua morte. Foi também diretor da Banda de Musica São Sebastião. Alugava, anualmente, vagões de trem da Rede mineira de Viação para fazer romarias a Aparecida do Norte. Era também representante do Jornal diário de Noticias.

Faleceu vitimado por problemas cardíacos no dia 29 de abril de 1946.

 

LULU TEIXEIRA

Filho de Ambrosina Andrade de Paiva e Luiz José de Paiva, Lulu Teixeira nasceu em Cruzília. Foi casado com D. Leontina (filha de Guilhermina Augusta e Manoel José da Costa). Tiveram sete filhos: Hélio, Maria Célia, Noélia, Almira, Rita de cássia, Getulio e Walter Teixeira de Andrade, aos quais dedicou intenso afeto. Lulu era um homem muito forte, alegre, inteligente e generoso. Doava o que tinha aos seus melhores amigos. Antes da chegada da CEMIG, foi o responsável pelos serviços elétricos da cidade.

 

MARIA APARECIDA MACIEL

              Filha de José Francisco Maciel e Helena Inácia de Jesus nasceu no dia 05 de dezembro de 1932. Casou-se com Sebastião de Oliveira Maciel, tendo doze filhos, dos quais três faleceram.

Teve uma vida sofrida, era mulher honesta, digna, batalhadora, forte e feliz. Não desistiu de seus sonhos e nem de seus ideais. Faleceu no dia 14 de março de 2001 como mulher e mãe realizada.

 

PEDRINHO BAIXINHO

Pedro Augusto Ribeiro Filho, filho de Pedro Augusto Ribeiro, o Pedrinho Baixinho como era chamado, foi uma pessoa muito estimada pelos seus conterrâneo, pela sua fina educação e utilidade.

Exerceu por muitos anos a profissão de inspetor (regente) de alunos no “Instituto Paroquial S. Sebastião”, hoje Escola E. S. Sebastião, onde, durante os anos letivos, pousava e tomava as refeições. Era também uma espécie de enfermeiro, fazendo injeções e dando remédios aos alunos que precisavam de tratamento médico. Depois de aposentado, era ainda chamado em casas particulares para aplicar injeção em doentes, o que fazia com rara perfeição cobrando preços módicos.

Pedrinho baixinho foi pequeno na estatura, mas com um coração grande e generoso como poucos. Ate hoje choramos a sua morte.

 

SAMUEL LEMOS GONÇALVES

Samuel Lemos Gonçalves nasceu em 12 de maio de 1912 e faleceu no dia 24 de fevereiro de 1976.

Era casado com Otília Pereira Gonçalves e, desta união, tiveram os filhos: Mauro, Maria de Lourdes, Lucy, Maria Célia e Ernestina Pereira Gonçalves. Exerceu varias atividades, como sitiante, taxista, proprietário de caminhão de aluguel e proprietário de jazida e comércio de pedras de quartzito.

 

TEREZINHA AMARAL NOGUEIRA MACIEL

              Filha de Sebastião Orlando Nogueira e Virgínia Amaral Nogueira. Nasceu na Fazenda “Pinheiros”, município de Aiuruoca em 03 de novembro de 1927, onde passou parte de sua vida. Estudou até o 3º ano primário na cidade de Aiuruoca em companhia de sua avó Miquita. Casou-se em Aparecida do Norte – SP (religioso) e em Aiuruoca - MG (civil), no dia 13 de outubro de 1945 com Joaquim Domingos Maciel. Era conhecido como “Joaquim do Maia”.

Após o matrimônio inicia-se uma história de amor, ternura e compromisso. Uma vida de dificuldades cheia de idas e vindas. O casal veio morar em Cruzília, mas por poucos meses, pois o Sr. Joaquim foi chamado pra servir ao Exército (Resende 1946). Retornou para a casa de seus pais e lá nasceu a primeira filha do casal. Em 1946 voltou para Cruzília e foi morar no Sítio Estreito, depois no Cafundozinho. Em meados de 1955 mudou-se para o Sítio Maia, município de Aiuruoca. Em 1963 já com doze filhos foram para Aiuruoca com o objetivo de colocá-los na escola.

Já com seus quinze filhos (1971) retornaram para Cruzília onde se estabeleceram definitivamente. Ela faleceu aos setenta e dois anos de idade no hospital Dr. Cândido Junqueira no dia 05 de novembro de 1999.

Terezinha foi mulher de fibra, batalhadora, esposa, mãe e avó dedicada. Viveu para criar e educar seus filhos. Levou uma vida simples baseada no amor e doação à família. Foi muito religiosa e devota. Participou da Congregação do Sagrado Coração de Jesus até a sua morte. Deixou uma família composta por quinze filhos, trinta e seis netos e quatro bisnetos, os quais sentem um grande orgulho desta mãe, avó e esposa tão especial.

 

TOMÉ DE SOUZA MACIEL

             Nasceu no dia 16 de junho de 1943, no Cafundozinho. Filho de Maria Delfina Maciel e José Geraldo Maciel, neto da Maria da Cava.

Começou a trabalhar aos 07 anos fazendo tijolos e como auxiliar de pedreiro. Sua profissão pode se dizer que foi um pouco de tudo: foi pedreiro, eletricista, encanador, pintor, marceneiro, comerciante...

Trabalhou também na Prefeitura Municipal de Cruzília ajudando a construir a Rodoviária. Casou-se com Maria Aparecida Calheiros de Souza e teve 04 (quatro) filhos: Adriana, Adriano, Alessandra e Alexandre.

Trabalhou muito para o sustento da família. Seu maior lazer era ir pra roça onde plantava, colhia e criava gado, pois sempre arrematava bezerros nos leilões de São Sebastião todos os anos.

Tinha uma fé imensa na Nhá Chica. Faleceu aos cinquenta e oito anos no dia 29 de outubro de 2001. Foi um pai maravilhoso. Como avô não existiu outro igual.

 

 

  • VILA AUGUSTO

 

ANTONIO GONÇALVES GOIS

Antonio Gonçalves Gois, conhecido como “Sô Tunico da Serra”, é natural do município de São Tomé das Letras, do Pico do Gavião, tendo nascido em 25 de agosto de 1894.

Casou-se com Maria Delfina Maciel (Maria da Cava), e teve filhos. Era Lavrador, gostava de tecer peneiras e contar “casos”. Filho de Antonio Gonçalves Gois e Rita Francisca de Jesus. Sô Tunico passou sua infância com seus pais, no “Pico do Gavião”, localidade perto do sobradinho.

Morreu aos 80 anos, no cafundó, onde passou a maior parte de sua vida e criou sua família. No dia 26 de dezembro de 1974, foi enterrado em Cruzília.

 

CIRO PEREIRA LIMA

Ciro Pereira Lima nasceu na fazenda do olaria em 07/02/1912, morrendo em Cruzília em 16/07/1983. Era filho de Antonio Pereira Lima e de Maria da Conceição Pereira. Foi casado com Edith Furtado Lima, conteve sete filhos: José Sebastião, Maria Amélia (falecida), Heli, Fernando, Antonio (falecido), Célia Maria e Mauricio.

Homem simples, conservador de boa prosa, contava ótimos casos e tinha boa memória. Era tido como um mais “saído” entre os seus irmãos. Possuía uma fazenda no rio do Peixe, cuidava da pecuária e era grande negociante de gado, fazendo lucrativos negócios. Gostava de futebol, torcia para o Sete de Setembro e também gostava muito de viajar à Aparecida do Norte. Um dos grandes benfeitores da cidade Ciro é um dos fortes troncos da numerosa família Pereira Lima.

 

DIRCEU MACIEL PEREIRA

Dirceu Maciel Pereira nasceu em 14 de julho de 1926, em Encruzilhada. Filho do Casal Augusto Maciel Pereira e Ana Pereira Lima. Dirceu é o primeiro filho do casal.

Logo após alguns meses de seu nascimento, sofreu meningite, ficando prejudicado. A medicina, naquele tempo, ainda não havia alcançado a tecnologia de hoje.

Dirceu freqüentou a escola, mais não foi alfabetizado; só sabia escrever seu nome. Ele era agitado e nervoso.

Mais tarde quis freqüentar a escola onde funcionavam as aulas do Mobral. Ali acabou gostando da professora Amália, filha do falecido Professor Bernardino Martins. Aliás Dirceu só falava de moça bonita. Tinha também muita admiração por Arlete, sua Irma mais nova.

Dirceu morreu no dia 09 de maio de 1961.

 

FRANCISCO ANTÔNIO MACIEL (CHICO DA CAVA)

              Nasceu no cafundozinho no dia 04/12/1931 e faleceu no dia 03/03/2016. Filho de Maria Delfina Maciel (Maria da Cava) e Antônio Gonçalves Góes (Sô Tunico) e teve sete irmãos. Casado com Maria Pereira Maciel com a qual tiveram nove filhos e dez netos.

Chico da Cava aos trinta e oito anos de idade mudou-se do Cafundozinho para Cruzília, residindo na Vila Augusto Maciel exercendo a profissão de pedreiro. Vereador em 1976 cumpriu seu mandato com dignidade numa época em que vereador não era remunerado.

Sua vida foi marcada por grandes obras: como grande colaborador na construção da Capela do Cafundozinho, organizador de pequenos bingos beneficentes e estava sempre presente quando alguém o solicitava. Foi leiloeiro e membro do Congregado Mariano.

Homem religioso e de muita fibra venceu várias barreiras na vida como a leucemia, mas no final de sua vida veio o câncer de pele que o levou para junto de Deus. Sempre com seu jeito alegre adorava dar gargalhadas, estava sempre de bom humor e foi muito amigo dos pobres. Os mais necessitados eram os seus prediletos. Foi sem dúvida um grande exemplo de vida.

 

ISABEL MACIEL DE SOUZA

              Nasceu no dia 29/08/1936. Filha de Maria Delfina Maciel (Maria da Cava) e Antônio Gonçalves de Goes (Sr. Tunico). Casou-se com Sebastião Pereira de Souza com quem teve nove filhos, dezessete netos e cinco bisnetos. Nasceu no Cafundozinho e era a caçula de sua família.

Tinha grande orgulho de ser filha do Sr. Tunico e da Maria da Cava, com quem aprendeu as primeiras lições de solidariedade, humildade, caridade e bondade. Viveu parte de sua vida no Cafundozinho com muita luta e sacrifício, mas nunca desistia, pois era uma pessoa disposta e determinada em seus objetivos.

Foi uma mãe corajosa, enérgica na hora certa, sempre defendia sua família e a todos dava exemplo de humildade. Era uma pessoa muito religiosa, devota de N. Senhora do Carmo. Participava do Apostolado da Oração (OVS) e o terço era seu “companheiro” de todos os dias.

Estava sempre presente nos movimentos beneficentes, preocupava com as dificuldades das pessoas. Nos últimos tempos de sua vida seu sonho era a construção da Igreja de Santo Expedito, onde tomou as primeiras providências para o início das obras.

 

JOSÉ BRÁULIO JUNQUEIRA DE ANDRADE

Respeitavam cidadão Cruziliense, José Bráulio Junqueira de Andrade era filho de Urbano Junqueira e D. Genoveva Corina Junqueira.

 Casado com D. Amélia, ficou viúvo casando-se pela segunda vez com D. Elza, com quem teve filhos.

Morava na Fazenda Campo Lindo, no município de Cruzília. Era Irmão Do Dr. Candido Junqueira, grande bem feitor que é lembrado hoje através do hospital de Cruzília, que leva o seu nome.

 

JOSÉ ESTEVES

              José Esteves nasceu em 18 de agosto de 1894 em Melgaço – Portugal. Filho de Ignácio Esteves e Francisca Rosa Domingues.
Morou em Portugal até os treze anos junto com seus pais e irmãos. Em 1907 veio de navio, com famílias diferentes para São Sebastião da Encruzilhada. Iniciou seu trabalho na Fazenda Traituba, sendo administrador da mesma.

Trabalhou por quinze anos onde juntou suas economias e comprou um bom quarteirão onde hoje é a Rua Capitão Pinto.

Montou seu armazém onde se vendia tudo. Vendia também verduras, carne de porco, remédios, doces, pastéis e quitandas. No armazém havia um reservado onde o povo se reunia para beber e comer tira-gostos. Após esta luta, casou-se com Ephgenia Ignez da Silva em 16/05/1923 na Igreja matriz de São Sebastião da Encruzilhada.

Os dois trabalharam muito e tiveram cinco filhos, sendo: Maria do Rosário, Benedito, Maria Aparecida, Dalva e Áurea. Trabalhou como comerciante durante muitos anos servindo a comunidade.

Depois de ter criado todos os filhos, já estando mais velho, mudou-se para a Fazenda Pinheiros, a qual comprou também com suas economias. Na fazenda viveu dias de intensa felicidade junto com a família. Faleceu em 17/01/1952 deixando lembranças na mente das pessoas que conviveram com ele.

 

LEONINA DE FÁTIMA PEREIRA DE ARANTES

              Nasceu no dia 26 de janeiro de 1956, no município de Cruzília. Filha de José Pereira de Arantes e Alzira de Jesus Pereira, em uma família de treze filhos.

Casou-se com Sebastião de Castro Silva com quem teve dois filhos, mas separou-se e criou seus filhos sozinha com muita dificuldade. Alguns anos de sua vida morou na zona rural, onde desempenhava seu papel de esposa e mãe dedicada. Com o passar do tempo mudou-se para Cruzília para melhor a vida de sua família.

Mulher de muita oração, sempre estava de braços abertos para ajudar a quem precisasse. Uma de suas virtudes era a de escutar a todos e dar conselhos. Sempre foi “do lar” e nunca deixou de seus afazeres.

Faleceu no dia 24 de fevereiro de 2010.

 

MARIA CÉLIA MADEIRA

              Filha do fazendeiro e grande benfeitor Olímpio Alves Madeira Filho e Augusta Ana Madeira. Natural de Cruzília, onde nasceu em domicílio aos 31 de outubro de 1971 e faleceu na mesma cidade aos 11 de março de 1991. Deixou um filho de nome Rafael Júnior Madeira e seis irmãos.
              Cursou o ensino primário na Escola D. Leonina Nunes Maciel, em Cruzília. Sua profissão foi “do lar”, sempre ajudando a sua mãe nos afazeres domésticos. Apesar de ter falecido com tenra idade, aos dezenove anos, a exemplo de seus pais, nos legou uma incomparável lição de religiosidade e dedicação à família. Esta pessoa é mais uma prova de que Cruzília é feliz pelos filhos que tem! Biografia feita por um grande amigo da família: Antônio Márcio Silveira Carvalho.

 

NADIR AUGUSTA DE JESUS

              Nasceu em 31/08/1922, na cidade de Cruzília. Filha de Lindolfo Augusto da Silva e Maria de Lurdes Nogueira.  Seu pai foi o primeiro carroceiro de Cruzília, transportava na carroça carne para os açougues da cidade.
               Dona Nadir foi casada com Justo Francisco Maciel, com quem teve sete filhos, sendo seis homens e uma mulher, nove netos e seis bisnetos. Nadir teve seis irmãos: três homens e três mulheres. Morava no sítio do Estreito, comunidade do Cafundozinho. Confeccionava flores para ajudar a enfeitar as casas da comunidade que recebiam quinzenalmente a imagem de N. Sra. Aparecida.

Mãe zelosa, de vida modesta, faleceu aos 28/05/2003, com mais de oitenta anos de idade, deixando muita saudade em seus familiares e amigos.

 

MARIA DA CAVA

Maria Delfina Maciel, conhecida popularmente como “Maria da Cava”, nasceu em 20 de agosto de 1896, viveu sua infância no local denominado Cava, de onde lhe veio o famoso apelido, e criou sua família no Cafundó.

Filha de Justo Maciel e Delfina, casou-se aos 21 anos, com Antonio Gonçalves Gois (So Tunico da Serra), tendo oito filhos legítimos e quatro adotivos.

Aos seis anos de idade, já era órfão de mãe, mas não desanimou em sua caminhada. Por acaso, aos 20 anos, se vê obrigado a aprender o oficio de parteira, este serviço não tinha hora marcada, não tinha preço e não pedia retribuição, foi a famosa “parteira do cafundozinho”, e, como reconhecimento teve 300 afilhados. Era considerada a “fada madrinha” do Cafundó, pela sua ocupação como parteira a mãe e amiga de todos.

Maria da Cava, considerada a mulher de maior coragem daquela redondeza na época, veio a falecer em 1° de fevereiro de 1977, aos 81 anos.

A rua mestra da Vila Augusta, denominada “Rua Maria da Cava”, é em homenagem a esta grande mãe parteira do Cafundó, que deixou muitos descendentes neste município.

 

OLÍMPIO ALVES MADEIRA FILHO

              Nasceu em 26/07/1926 no município de Cruzília, num lugar denominado Fazenda Velha. Quando nasceu, seu pai o registrou no Cartório de Registro Civil de Freguesia de Encruzilhada, hoje, Cruzília, com o nome de OLYMPIO, sem sobrenome.

Foi casado com a senhora Augusta Ana Madeira, com quem teve sete filhos: Olímpio de Souza Madeira, Antônio de Souza Madeira, Sebastião de Souza Madeira, Rita de Souza Madeira Santos, José de Souza Madeira, Tomé de Souza Madeira e Maria Cecília Madeira, esta última falecida.
                Olímpio faleceu na cidade de Cruzília, com oitenta e cinco anos de idade em 02 de julho de 2012, tendo como pai o Sr. Olímpio Alves Madeira e como mãe a Sra. Alexandrina Maria de Jesus.

Ao longo de sua vida foi um homem honesto e trabalhador. Era muito católico. Sempre exerceu a profissão de fazendeiro. Gostava muito de comprar e vender animais.

 

ORDÁLIA OROZINA MACIEL

Filha de Cassiano Soares da Silva e de Deolinda Soares da Silva, era casada Sr. Sebastião Domingues Maciel, falecido recentemente, em novembro de 1998, com 107 anos de idade.

Ordália Orozina nasceu em Aiuruoca, em 24/06/1895 e faleceu em Cruzília em 22/09/1983. Do seu casamento nasceram os filhos: Maria, Cassiano, José, Sebastião, Izidoro, Joaquim Luiz, Justo e Ordália. Mulher trabalhadora, serviçal, dedicou sua vida aos filhos e netos, educando-os no trabalho e no cumprimento dos deveres. Se ela vivesse veria seus filhos e netos bem sucedidos, responsáveis em suas profissões, contribuindo para o progresso de Cruzília.

 

SEBASTIÃO MACIEL FILHO

Sebastião Maciel Filho, conhecido como “Dedé Maciel”, nasceu no dia 3 /12/1921 e morreu no 21/12/1992, em Cruzília era filho de Sebastião Domingues Maciel e Ordália Orozina da Silva. Foi casado com Ana da Silveira, a Nini com quem teve três filhas: Zélia, c.c. Geraldo, Arlete, c.c. Fernando, Maria, c.c. Oswaldo (Vavá).

De origem humilde e dotado de poucos estudos, Dedé foi um grande batalhador. Iniciou sua vida como lavrador e depois se dedicou ao comércio. Através de muito esforço e trabalho digno e honesto, realizou-se profissionalmente, dando às filhas melhores condições de vida. A Loja do Dedé ou a Loja da Nini é famosa e procurada por todos, não só de Cruzília, mas também da vizinhança. Foi um amigo de todos, grande colaborador de obras sócias.

 

  • VILA MAGALHÃES

 

ADOLFO AUGUSTO PEREIRA

Filho de Antonio Felipe Santiago e Messias Augusta das Dores, Adolfo Augusto Pereira, popularmente conhecido como “Adolfo do Cravo”, nasceu em Cruzília, em 28 de julho de 1891.

De Família pobre, cursou apenas as séries iniciais do Curso Primário. Apesar da vida humilde que sempre levou, demonstrou grande curiosidade pelos livros e pelas coisas da Justiça, o que demonstrava através do gosto jurídico.

Casou-se em primeiras núpcias, com a Professora Maria Meirelles de Andrade, formada no Sion da Campanha, que complementou suas informações na área da escrita e da leitura. Com ela teve três filhas: Maria, Olivia e Irene.

Após o falecimento da esposa, casou-se em segunda núpcias com Guilhermina Olinda de Souza, com quem teve mais três filhos: Cézar, Adolfo Mauricio (que já foi Prefeito do nosso Município por duas vezes) e Maria Lucia, alem de ter criado, com paternal desvelo, Maria Célia, filha do primeiro casamento da segunda Esposa.

Politicamente muito ativo, era membro da UND, tendo ficado famoso pelo seu espírito contestador. Foi delegado de Policia por mais de vinte anos, em três períodos alternados, desde a época em que Cruzília ainda era Distrito de Baependi.

Faleceu em 06 de janeiro de 1967, em Cruzília.

 

ANGELA MARIA SCIANE

Angela Maria Sciane, filha de Gabriel De Souza Castro (Bié do Posto) e Maria Madalena Sciane de Souza, nasceu em Cruzília em 26 de abril de 1958.

Era estudante da 5° serie na escola estadual São Sebastião. Boa aluna aplicada, sobressaía pela sua facilidade em declamar, escrever corretamente e com muita fluência. Fez o primário na E.E. Monsenhor João Câncio, onde participava ativamente da festas juninas, Nas danças de quadrilha. Na época em que cursava a 5° serie, o Então Diretor da E. E. São Sebastião, o Dr. José Geraldo Arantes, adotava nesta escola o sistema de classificação de alunos de acordo com suas medias por bimestre. Os três primeiros colocados por turno, tinham seus nomes colocados no quadro de honra, em local de destaque, na referida Escola. Angela foi a primeira colocada de sua turma. Infelizmente não chegou a ver no quadro de honra, pois faleceu de acidente de automóvel no dia 4 de maio de 1971, com apenas 13 anos de idade. Deixou muitas saudades em sua Escola, em seus colegas, seus pais e em todos que a conheceram.

 

ARMANDO GABRIEL

Nascido em Cruzília no dia 13 de setembro de 1898, filho de Marcolina Conceição e José Gabriel, a Irma do Gabriel foi casado com Francisca de Souza Meirelles, ela natural de Baependi-MG. O casal teve dez filhos: Celina, Nelson, Celso, Erotildes, Ilza, Hélio, Eliza, Anézia, Elcide e Ordália. Armando tinha função de pedreiro e construtor; por muitos anos construiu diversas casas e fazendas e o nosso Cine Vitória. Foi vereador em três mandatos pelo Partido PSD. Foi homem honesto e conceituado na cidade de Cruzília. Quando Jovem defendeu o time do Sete de Setembro, como quarto–zagueiro com muito brilho e honra, pois amava esporte o que foi passado de pai para filho.

Faleceu com 73 anos de idade, nesta cidade, no dia 8 de junho de 1972, deixando para filhos e netos a virtude da dedicação e o espírito de partilha. Hoje só restam para nós saudades!...

(Biografia feita com muito carinho pelo Sr. Tatão, que conhecia bem o nosso Armando, que realmente merece as palavras e elogios feitos a ele.)

 

BELMIRO AUGUSTO DE LIMA

Belmiro Augusto de Lima nasceu no Saival, distrito de Baependi, aos 19 de janeiro de 1890. Foi filho de Joaquim Pedro e Elidia Marcelina, desde pequeno lidava no campo.

Mais tarde acompanhou a família Inacio Ribeiro para Encruzilhada, indo morar nas terras da Chapada. Ganhando um dinheiro a mais, mudou a rotina de trabalho. Tornou-se tropeiro e mais tarde comerciante. Aos 12 anos aprendeu a ler e a escrever, seu professor, Joaquim Severino Alves, mais tarde foi um dos seus sogros. Na eleição de 1952 foi suplente deste município. Foi casado duas vezes: a primeira esposa foi Martimiana Luiza de Jesus, com quem teve seis filhos; a segunda esposa Tereza Zeferina Alves, com quem teve sete filhos. Seus filhos deram-lhe 38 netos.

Faleceu no dia 02 de agosto de 1957.

 

BENVINDA IMACULADA CONCEIÇÃO

  1. Benvinda Imaculada Conceição Atahyde, nasceu em Lambari-MG, em 20 de julho de 1871, filha de João Leite de Atahyde e Maria Gomes de Atahyde.

Casou-se em Cruzília em 29 de julho de 1891 (na época paróquia de São Sebastião da Encruzilhada), com Antonio Candido da Silva Magalhães, o “Tonico Narciso”. Teve quatro filhos: Antonio Magalhães Junior (nhonho), João Magalhães (Nenem), Ana Atahyde Magalhães (Anita) e Rita de Cassia Magalhães (Ritinha).

Dona Benvinda formou-se professora em 22 de novembro de 1888, na Escola normal de Campanha-MG. Seu diploma foi assinado pelo Barão de Camargos, Vice- Presidente da Província de Minas Gerais, em ouro Preto-Império do Brasil. Foi a primeira professora em Cruzília, ainda velha Encruzilhada. Lecionou durante 36 anos em sua própria casa, pois, na época, não havia prédios escolares próprios.

Mãe de Família, esposa dedicada e professora abnegada, dedicou-se com afinco também na criação de seus netos: Nadir, Hérom, Maura e Edson. Pessoa de vida simples e humilde, deixou para Cruzília um legado cultural e pedagógico. Era Tão compromissada com a educação que, nos horários de recreação, ensinava Crochê para as alunas que quisessem aprender.

Morreu em Cruzília, em 28 de outubro de 1956, sendo sepultada no cemitério Municipal.

 

BERNARDINO MARTINS PEREIRA

Bernardino Martins Pereira nasceu em 02 de fevereiro de 1874 e faleceu em 03 de abril de 1958. Cresceu e foi educado junto ao Monsenhor João Câncio, morando com ele até o seu casamento, quando era professor.

Deixou o oficio de pedreiro e pintor para se dedicar-se ao ensino, lecionando durante 62 anos. Aposentado pelo estado continuou dando aulas particulares, encerrando sua carreira no ginásio Paroquial São Sebastião, na época sob a direção do Sr. Pedro Ferreira de Souza. O Sr. Bernadino era católico praticante. Casado com D. Maria da Conceição Pereira, tiveram onze filhos, criando nove deles (4 homens e 5 mulheres).

“Apesar de pouca cultura, esta foi suplantada pelo trabalho entusiasta e patriótico de um verdadeiro mestre-escola”.

(Sr.Tatão)

 

CACILDO DE PAULA FERREIRA

Cacildo de Paulo Ferreira nasceu na fazenda Bela Vista (Cruzília) aos 6 de Setembro de 1917. Seus estudos primários no colégio São Sebastião, em Cruzília, e secundário (incompleto) no colégio do Sr. Lupercio Rocha, em Caxambu. Serviu o exército em 1940. Em 1942 foi convocado para frente de batalha 1 ano no Regimento de cavalaria em Três Corações.

               Foi vereador mais votado na eleição 03/10/54 tomando pose em 31/01/54. Foi chefe de obra da prefeitura Municipal, aposentando-se pó doença. Fundou o Partido M.D.B., que, na primeira eleição, foi vereador nas urnas.

                  Foi casado com Regina Maciel Ferreira, deixou 8 filhos Cacildo, Arlindo, Regis, Amaury, Adriana, Regina Maria e José Wagner. Faleceu vitima de um infarto, em 5 de julho de 1976, com 59 anos de idade.

                  Dificilmente encontramos um homem como nosso Cacildo: alegre, brincalhão, espirituoso, amando, a vida com sinceridade a toda prova. Era defensor dos fracos e dos humildes, homem de muita coragem, amigo sincero. Dele podemos dizer, como disseram de José Lins do Rêgo: Jamais encontraremos um Homem como ele, pelo seu espírito, pela sua bondade , “sui generias”.

                 Cacilda morreu muito moço, deixando um vazio em nossa sociedade que jamais será preenchido.

 

DEODORO FERREIRA

                  Deodoro Ferreira nasceu no dia 10 de janeiro de 1890, na então Encruzilhada. Era Filho de Afonso Ferreira e de Luciana Magalhães naturais da cidade de campanha, que pra cá mudaram em 1886, a convite de Mons. João Câncio, para dirigir o recém Criado Colégio São Sebastião. Com um ano de idade, mudou-se com seu pai para a cidade  de Carrancas. Fez seus estudos com o pai, era Professor.

                Na juventude mudou-se para São João deu Rei, para estudar musica e aprender o ofício de sapateiro. Mais Tarde voltou para Encruzilhada em companhia do seu irmão Afonso Ferreira (Afonsinho), que aqui instalou uma farmácia fundou a Lira Encruziliense, uma banda de musica famosa na época.

                 Aqui instalou uma sapataria fabricava calçados por encomendas. Casou-se com Perciliana Ferreira. Tiveram 11 filhos dos quais apenas 4 ainda vivem.

                  Personalidade de escol, inteligência acima do comum, o “Dote”, embora exercendo o ofício modesto de sapateiro, gostava muito de estudar e ler, eram-lhe familiares os clássicos de nossa língua: José de Alencar, Castro Alves, Machado de Assis, guerra Junqueira e outros.

                   Já em meia idade, tornou-se ajudante de farmácia, em 1942, onde trabalhava junto com o Sr. Juca na farmácia São Sebastião durante muitos anos.

                    Faleceu em Cruzília, No dia 24 de novembro de 1970.

 

DOMICIANO FEREIRA MARTINS

                 Domiciano Ferreira Martins, o Sô Dico, era filho e José Ferreira e Prudenciana Flora de Oliveira; nasceu no dia 16 de Janeiro de 1887, ma fazenda Campo Formoso, na época, Distrito de Varginha.

               Quando mocinho mudou-se com seus pais para Fazenda Boa Vista. Freqüentou escola de Conceição do Rio Verde.

                Casou-se com Maria Augusta Junqueira de Andrade. Foram seus filhos: Paulo, Zalpha, Pedro, João, Geraldo, Manoel, Gabriel, José Antonio, Carlos. Por motivo de saúde e de idade, mudou-se para Cruzília, onde viveu seus últimos anos. Foi político administrador da U. D. N.

               Faleceu com 80 anos no dia 2 de junho de 1967.

 

DONATO ANTÔNIO DA SILVEIRA

Filho de Tristão Antônio da Silveira e De Francisca Carolina nogueira, natural de Aiuruoca-MG, Donato Antonio da Silveira nasceu aos 15 de abril de 1873 e falecei e foi sepultado em Cruzília-MG, aos 14 de outubro de 1963. Foi casado com mariana da Silveira Magalhães, deixando seis filhos. Sua profissão era Escrivão de Paz e Tabelião de Cruzília. Exercia o serviço de parteiro quando Cruzília não possuía medico e costumava tratar doentes pela homeopatia.

 

EDMUNDO SILVA AZEVEDO JUNQUEIRA

Filho de Oto Junqueira e Ana de Azevedo Junqueira, Edmundo Silva Azevedo Junqueira era natural de Careaçu-MG. Nasceu aos 27 de agosto de 1909 e faleceu e foi sepultado em Cruzília-mg, aos 08 de agosto de 1974. Foi casado com Zélia Vilela Arantes, que, ao contrair núpcias passou a assinar-se Zélia Arantes Junqueira, deixando oito filhos. Foi Proprietário da Fazenda Cachoeira.

Primava pela sua modéstia e sua delicadeza para com todos que o conheceram. Podemos dizer que Edmundo Junqueira era nosso “Gentleman” na extensão de sua palavra.

 

ELÍDIA ANTÔNIA DIAS

              Nasceu no município de Cruzília. Filha de José Antônio Dias e de Ana Augusta Almeida. Casou-se com Sebastião Luiz Fernandes com quem teve quatro filhos: Geovane Dias Fernandes, Jânio Dias Fernandes, Vanilzea Dias Fernandes e Vânio Dias Fernandes. Estes deram lhe dez netos e quatro bisnetos.

Elídia tinha o apelido de Lidinha. Foi dona de casa ajudando o marido nas plantações e cuidando dos filhos. Faleceu no dia 01/01/2011, nesta cidade.

 

HELDER REZENDE DE SOUZA

              Nasceu no dia 15/11/1985 em Cruzília. Filho de João Bosco Vidal de Souza e Maria de Fátima Rezende de Souza. Estudou na E. Municipal D. Benvinda Imaculada Conceição.

Irmão de Alexandre Rezende de Souza e neto de João Rodrigues (Dinho) e Maria Terezinha. Veio a falecer em 08/04/1991.

 

JOÃO BOSCO MESSIAS

              Nasceu no dia 24 de outubro de 1957, na Fazenda Cabeça Branca, no município de Cruzília. Filho de Maria Aparecida Novais da Silva e José Vicente da Silva. Passou sua infância até os treze anos de idade na fazenda. Após esse período mudou-se para Cruzília com a família, onde estudou na escola D. Leonina Nunes Maciel até a 4ª série. Casou-se aos 28 anos com Maria Aparecida Rezende Messias no dia 11 de janeiro de 1986, com quem teve dois filhos (Kenpion Pámulo Rezende Messias e Íris Rezende Messias). Trabalhou toda a sua vida como mestre de obras.

Gostava de participar da comunidade como voluntário. Foi Vice-Presidente do Conselho Municipal e Assistência Social (SMAS) por alguns anos, cumprindo a função de aprovar e fiscalizar as ações da Assistência Social. Foi Presidente da Associação de Bairros (Vila Magalhães e Olaria) e também membro assíduo dos partidos políticos PT, PMDB e PSDB, nos quais participou por um período.

Permaneceu em Cruzília até dia 18 de abril de 2008, dia do seu falecimento, devido a uma endocardite na válvula aórtica do coração. Partiu deixando muita saudade de um homem honesto e íntegro perante a sua família e sociedade.

 

JOÃO RODRIGUES DE SOUZA

              João Rodrigues de Souza conhecido por (Dinho) nascido aos 22/07/1930, na cidade de Cruzília. Filho de João de Souza Pinto e Rita Carolina de Souza, Dinho sempre residente em Cruzília.

 Passou muito tempo morando no Itaqui, zona rural do município de Cruzília. Depois dos filhos crescidos veio morar na cidade e residiu até sua morte à Rua Ângela Maria Sciani – 314, casado com Maria Teresinha Vidas de Souza (falecida). Dinho faleceu em agosto no dia 7 de 2005, pai de seis filhos e onze netos.

 

JOSÉ CANDIDO DE CASTRO

José Candido de castro nasceu aos 11 de setembro de 1879, na localidade de Conchas, fazenda do município de Caxambu. Era filho de Manoel Martins de Castro de Ana Flausina de Castro.

Veio para Cruzília morar na casa de Mons. João Câncio para estudar e trabalhar nos afazeres da Igreja. Manifestou em sua adolescência vocação religiosa, praticou o catolicismo, porem, em um período, foi adepto do protestantismo, mostrando mais tarde sua fé e firmeza a Religião Católica.

Mais tarde conheceu Ursulina Virgina de Jesus (nascida a 1° de janeiro de 1875 e falecida aos 21 de junho de 1950), tornando-se sua esposa. Tiveram 8 filhos (6 mulheres e 2 homens).

Trabalhava como “louvado” (inventariante), media, avaliava terras, partilha de heranças... e como sitiante, criador em terra herdada por sua esposa.

Teve participação na vida política do município de Cruzília, fazendo parte da 1° Câmara de Vereadores, no período de 13/03/49 a 13/03/53 e sempre exercia influencia na vida da pequena comunidade, defendendo os direitos e “questões” de quem o procurava, sendo reconhecido seu trabalho, tendo hoje no município uma rua com seu nome (homenagem póstuma).

Era calmo, porém energético, tinha gosto por cavalos e comércio de gado, diziam seus filhos, pessoas que o conheceram que o consideravam íntegro e político.

Morreu aos 11 de fevereiro de 1963, em sua residência (Chácara Olaria), no município de Cruzília.

 

JOSÉ CEZAR MACIEL

              Nasceu no dia 18 de dezembro de 1955, no Cafundozinho, zona rural do município de Cruzília. Filho de José Geraldo Maciel e Delfina Conceição Maciel. Viveu sua infância no Cafundozinho junto com seus nove irmãos. Uma família simples e feliz.

Mudou-se para a cidade na adolescência onde trabalhava como oleiro. Mais tarde exerceu o ofício de pedreiro. Casou-se com Magna da Rocha Maciel. Deste casamento teve três filhas: Valquíria, Viviane e Verônica.
               Passou boa parte de sua vida entre a sua terra natal e Aparecida do Norte. Faleceu em Aparecida no dia 11/04/2008.

 José Cezar trabalhou muito sua vida inteira, além de prestar diversos serviços comunitários. Deixou esposa, três filhas, quatro netas e um neto, os quais eram orgulho de sua vida.

 

LAURA LEAL DE ALMEIDA

              Nasceu no dia 03 de outubro de 1928. Ainda pequena, com doze anos, convalescia de uma dolorosa enfermidade (infecção nos ossos), assumiu o papel de mãe de seus irmãos mais novos, que ficaram órfãos.

Quando se casou com Domingos Teodoro de Almeida, levou para sua casa um cunhado e uma cunhada que lhes são muito gratos. Mãe de quatro filhos: Maria Clarisse, João Bosco, Vanôr e Maria das Dores. Foi avó de nove netos e quatro bisnetos.

Mulher forte e lutadora fez de tudo para educar e dar o melhor para seus filhos e esposo. Foi lavadeira, passadeira, quitandeira e costureira. Em sua humilde casa, recebia com muita alegria os parentes e amigos que vinham da zona rural à procura de assistência médica, fazer compras ou para participar de festas.

Mesmo com dor estava sempre sorridente e dizia que não sabia o que era depressão. Amiga, bondosa, se compadecia com as dores e necessidades do próximo. Procurou servir a todos dentro de suas limitações. Foi madrinha de muitos, os quais recebiam dela muitas orações. Foi muito zelosa com sua horta e com seu pequeno jardim. Acompanhava seus visitantes até a porta, os quais ficavam contemplando seu jardinzinho e dava mudas a quem quisesse. Seu canteiro de plantas medicinais servia a todos os vizinhos.

Nos últimos anos, com o corpo bastante debilitado, dedicava a maior parte do tempo lendo a bíblia sagrada e revistas da Canção Nova. Gostava de ficar sentada na “Esquina do Nadinho”, vendo o movimento e puxando conversa com os passantes. No dia 17/09/2008, Deus Pai a chamou para a “morada eterna”, como ela sempre referia, e deixou uma imensa saudade. Ela se foi, mas cumpriu com certeza a missão que Deus lhe confiou.

 

MARIA TEREZINHA VIDAL DE SOUZA

              Nasceu em 15/06/1936, casada com João Rodrigues de Souza (Dinho). Tiveram seis filhos e onze netos. Filha de João Pereira da Silva e Maria Dolores Vidal da Silva.

Foi professora do Mobral da Escola Municipal D. Benvinda Imaculada Conceição. Sempre residente na Rua Ângela Maria Sciani – 314. Faleceu em 23/03/2000.

 

ODON SILVEIRA

Filho de Donato Antonio da Silveira e Mariana da Silveira Magalhães, natural de Cruzília-mg, nascido aos 3 de março de 1906, Odon Silveira faleceu e foi sepultado em Cruzília-mg, aos 25 de junho de 1975. Foi casado em primeiras núpcias com Ofélia de Souza Furtado, que , ao contrair núpcias, passou a assinar-se Ofélia de Souza Furtado Silveira aos 17 de abril de 1933 em Cruzília-MG. Deixou um filho deste casamento e, em segundas núpcias, com Ana Maciel Silveira, que , ao contrair núpcias, passou a Assinar-se Ana Fortes Silveira, aos 28 de setembro de 1939 em Cruzília-mg, deixou 7 filhos. Sua profissão era escrivão de Paz e Tabelião de Cruzília-mg.

Exerceu a profissão de Escrivão de Paz com muitos critérios e, nas ocasiões em que cartório foi fiscalizado, o promotor deixava sempre palavras de elogios pelo seu trabalho feito com vigor e eficiência. Foi sem duvida um dos valores de nossa cidade. Adorava pescar, tinha ate um ranchinho às margens do Rio Narciso, próximo a aquela ponte, nas terras do seu grande amigo Edmundo Silva Azevedo Junqueira. Era dono de um Humor picante, forte presença de espírito, fazendo muitos amigos com suas memoráveis brincadeiras. È uma das figuras lendárias da terra.

 

PEDRO MASSAFERA PENHA

Pedro Massafera Penha nasceu em Cruzília-mg, em 20 de julho de 1926.

Exerceu varias profissões: Balconista, Mecânico, Encanador, Eletricista, Motorista e foi também administrador da Fazenda Traituba.

Depois de aposentado, colaborou ativamente com a prefeitura Municipal de Cruzília prestando vários serviços.

Faleceu no dia 28 de outubro de 1979.

 

SAMUEL DE ANDRADE PAIVA

Samuel de Andrade Paiva, filho de Luiz José de Paiva e Ignácia Ubaldina de Andrade Paiva, nasceu na cidade de Cruzília, Minas Gerais, no dia 08 de junho de 1889. Foi casado com Resumira Carolina Martins Paiva, tendo como filhos: Acir, Lacir, Sebastião, Paulo , Regina e Inácia.

Fazendeiro Proprietário da “Fazenda dos Pinheiros”, neste município, sempre exerceu esta atividade.

Homem simples, correto, leal e amigo, sempre gozou da estima e consideração de seus conterrâneos, deixando a todos um exemplo de honestidade e de amor ao próximo. A todos que o procuravam  sempre tinha uma palavra amiga, um conselho para dar.

Sua bondade, Seu bom humor, sua paciência, fizeram de Samuel Paiva um dos vultos mais destacados da historia de Cruzília, Cidade que ele amou e que a que a lhe tanto deve.

O trabalho foi sempre atônico de sua vida. Viveu para trabalhar e Trabalhando morreu.

            Na vida Publica, destacou-se como um político no verdadeiro sentido da palavra. Companheiro Inseparável do Velho Coronel Cornélio Maciel, sempre esteve ao seu lado, participando ativamente das disputas eleitorais. Foi vice Presidente da primeira Câmara municipal de Cruzília, cargo que exerceu com firmeza e devotamento, sendo posteriormente eleito Vice-Prefeito Municipal de Cruzília na administração de 1956/1959, administração esta que teve como Prefeito o querido e saudoso Cel. Cornélio Maciel.

Faleceu No dia 16 de outubro de 1973, deixando a todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo uma imensa saudade e um exemplo edificante de uma vida útil, sempre voltada para o trabalho e para o bem-estar de sua terra.

 

SEBASTIÃO LUIZ FERNANDES

              Nasceu em 10/10/1915, no município de Cruzília. Filho de José de Carvalho e Maria Cândida de Jesus. Casou-se com Elídia Antônia Dias com quem teve quatro filhos: Geovane Dias Fernandes, Jânio Dias Fernandes, Vanilzea Dias Fernandes e Vânio Dias Fernandes. Estes deram lhe dez netos e quatro bisnetos.

Sebastião sempre foi lavrador onde plantava roças ao redor da cidade. Serrava para os outros, sempre com honestidade. Faleceu no dia 09/05/1993.

 

Sebastião Pereira da Silva

Sr. Sebastião Pereira da Silva. Filho de Vicente Pereira e Sebastiana de Jesus. Nasceu em Minduri no dia 19/02/1938. Casou-se com Maria Divina da Silva em 07/10/1958 e logo em seguida foram morar na fazenda São Geraldo (zona rural), no município de Cruzília. Constituíram uma família onde tiveram treze filhos, sendo uma das filhas adotiva. Tiveram trinta e cinco netos e catorze bisnetos.

Morou na fazenda São Geraldo onde trabalhou por mais de trinta e dois anos podendo assim criar seus treze filhos na propriedade do Sr. Rui Meireles. Na sua profissão rural sempre trabalhou na aração de terras. Ele mesmo comandava uma junta de bois tratando-os com muito carinho. Sempre trabalhou com muito orgulho, prazer, amor e dedicação.

Em 22/09/1988 mudou-se para a cidade de Cruzília já com seus filhos todos criados. Trabalhou também na fazenda do Sr. José Arizinho, no município de Baependi. Trabalhou também nas fazendas dos senhores Paulinho Nininho, município de Cruzília; na fazenda do Sr. José Ari, ex-prefeito de São Tomé das Letras. Trabalhou também junto com sua esposa e toda a família no cultivo e colheita de café.

Em 03/11/1995 veio a perder sua grande companheira e esposa. Oito anos depois veio a falecer no dia 06/09/2003 devido a uma parada cardíaca, deixando assim toda sua família e amigos com muita saudade e lembranças adoráveis do seu jeito extrovertido e especial de ser.

 

SINEIRO BONSERÁ

Bonserá, chamava-se Antonio Camargo, mais poucos o conheciam por este nome, pois todos os chamavam pelo nome de Bonserá. Não sabemos de onde veio, dizem que veio do estado do RJ, com sua já velha mãe, cujo o nome ignoramos e que poucos anos depois, falecia.Bonserá ficou Sozinho no mundo. Se tinha outros parentes, estes aqui nunca apareceram. Trabalhava como cortador e rachador de lenha para os fogões, a lenha de muitas casas do lugar. Tinha muito serviço e este era feito com prazer. Seu machado era muito afiado e brilhava. Nas casas onde trabalhava, recebia a necessária e cobrava muito barato.

Tipo Popular dos mais conhecidos e queridos, sua paixão era bater sino. Era o sineiro de nossa Matriz. Ninguém como ele repicava tão bem aqueles sinos, para as missas para as procissões, para as rezas... Era um “expert” no oficio. Mas às vezes ele errava a hora e batia o sino acordando todo mundo.

A casa onde morava foi construída pelo Padre José Vicente. Tornou-se também grande amigo Do padre Arantes, hoje casado com D. Iná. Depois de velho, já não manejava mais o seu machado e depois deixou de bater seus sinos. Ficou triste macambúzio e, pouco tempo depois morria, talvez de saudade de seus maiores amigos, os sinos de Nossa Matriz.

Ernani, Filho do Dr. Nunes, escreveu um artigo sobre ele: “O sineiro da Igreja São Sebastião” o apelido vem da pergunta que lhe faziam: “Será que vai Chover?” - “bom será que vai chover”, respondia ele e sempre repetia: Bom Será,...

  1. OLARIA

 

ADALGIZA MORI FERREIRA

Adalgiza Mori Ferreira nasceu em Três Corações, no dia 9 de setembro de 1911.

Fez o curso primário em Cruzília e o normal em Passa Quatro, na Escola Normal N.S Aparecida, onde foi aluna esforçada e fiel ao regulamento. Diplomou-se em dezembro de 1931. Lecionou na Fazenda do Cafundó de 1936 a 1937. Nomeada professora da Escola Estadual D. Leonina Nunes Maciel, por muitos anos se dedicou aos alunos de primeira série, alfabetizando muitos cruzilienses. Foi a primeira diretora deste estabelecimento, onde , com dedicação e zelo, exerceu o cargo até se aposentar.

Esposa e mãe exemplar, viveu cristamente, deixando a sua família exemplo benéfico de sua vivencia religiosa. Foi presidente do apostolado da oração, não poupando esforços para auxiliar o vigário nas lidas paróquias e em todos os setores de atividades sócias. Levou muitos a comunhão da primeira sexta feira. Católica fervorosa, por sua grande devoção ao Protetor dos enfermos, São Camilo de Lélis, introduziu a comunidade desta devoção.

Muito trabalhou para a vinda das irmãs Camilianas e em beneficio do Hospital Dr. Candido Junqueira. Como Pleito de gratidão a esta benfeitora, seu nome foi dado à ala da Maternidade por iniciativa do Dr. Nunes Maciel.

A vila Magalhães, seu nome foi dado a uma de suas ruas em reconhecimento aos seus trabalhos e amor para com nossa Cruzília. Casada com Gastão de Paula Ferreira (falecido em 1998), deixou cinco filhos: Marília, Hélcio, Dalton, Leniza (falecida em 1977), e Dario. Faleceu com 49 anos, no dia 20 de março de 1961. A prefeitura decretou luto oficial no Município.

 

Alceu Maciel Pereira

Nasceu na cidade de Cruzília, no dia 10 de setembro de 1927. Filho de Ana Pereira Lima e Augusto Maciel Pereira.

Homem simples, humilde e trabalhador. Foi frentista do posto de gasolina durante muitos anos e também locutor, anunciando os filmes no Cine Vitória.

O Sr. Alceu foi também treinador formando inúmeros craques. Era apaixonado pelo “Sete de Setembro”, de Cruzília e pelo “Botafogo”, do Rio de Janeiro.

Ele dizia com orgulho que durante muitos anos ajudou a carregar a imagem de Jesus, morto na Sexta-feira da Paixão. Dizia também que doou sangue no Hospital Dr. Cândido Junqueira por mais de trinta anos e que havia ensinado muitas pessoas a dirigir carros.

O Sr. Alceu faleceu no dia 12 de outubro de 2011, dia de Nossa Senhora Aparecida. Deixou saudades, especialmente a seu filho, sua nora, seus dois netos e também aos milhares de amigos.

 

ANA EDUARDA DE NOVAIS FERNANDES

              Conhecida como Sra. Nica. Nasceu em 09/09/1939, no município de Cruzília. Filha de Sebastião Procópio de Novais e Ana Eduarda de Jesus.
Foi criada na Fazenda Cabeça Branca até completar dezesseis anos de idade, onde se casou com Júlio Fernandes da Rocha (Sr. Júlio mecânico), por cinquenta e quatro anos. Teve sete filhos sendo seis homens e uma mulher, vinte e dois netos e seis bisnetos.

Em 1986 sofreu um derrame, perdeu os movimentos do lado direito do corpo e perdeu a fala, mas isso não foi motivo de tristeza para ela. Sempre alegre, gostava de festas para que reunisse os filhos e os netos. Procurava sempre ajudar a quem precisasse. E assim ela viveu por vinte e três anos comunicando-se somente por mímicas e pouco se levantava devido à dificuldade de se locomover.

Foi um exemplo de superação para todos que a conhecia. Uma mãe amável e uma avó maravilhosa. Em 2009 sofreu um AVC e ficou em coma por sete dias e veio a falecer no dia 04/04/2009 aos setenta anos de idade, deixando saudades aos seus familiares e amigos. 

 

ANTÔNIO ALVES NETO

              Nasceu no dia 24/03/1915, no município de Cruzília. Filho de Júlio Alves da Silva e D. Maria José da Conceição, possuindo uma chácara no município de Cruzília com o nome de Chapada.

Cursou o primário incompleto, serviu ao Exército aos dezoito anos de idade, dedicou-se ao trabalho de combate à saúva por um longo período. Foi peão, serrador, carpinteiro, lavrador e etc. Adquiriu vários diplomas: Detetive profissional (São Paulo, 27/4/1979); Comissário de Menores (Baependi, 23/03/1980); Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Alfenas, 08/10/1977); Prêmio Produtividade Rural (Cruzília, 10/12/1979); Doenças dos Bovinos (Belo Horizonte, 20/04/1079) e vários outros certificados.

Homem de bem e estimado por todos. Ajudava muito os pobres e orientava a todos que o procuravam. Muito religioso nas suas orações e de grande amor ao próximo. Fundador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cruzília sendo presidente do mesmo por vinte e quatro anos. Trabalhou muito para realizar este objetivo, pois se preocupava em defender sua classe de trabalhadores rurais. Iniciou este trabalho em 1972 reunindo os operários, incentivando os mesmos para sindicalizar-se e unir-se em defesa da classe.  Ajudado pelo Sr. Vasco da Gama. O Sindicato foi fundado em 15/07/1973 e reconhecido em 30/12/1973, começando a funcionar em 15/07/1973 num prédio alugado à Rua Cel. Serafim.

Casou-se com Madalena Junqueira, natural de Aiuruoca, com a qual teve cinco filhos: José Antônio, Renato, Edson, Circe e Elizete. Ficou viúvo em 29/09/1984. Em 12/09/1987 casou-se com Terezinha Ferreira Calheiros com a qual viveu doze anos. Faleceu no dia 24/03/1999 aos oitenta e quatro anos de idade na cidade de Cruzília. 

 

 

ANTÔNIO MARCIANO DA SILVA

              Nasceu em 12/09/1911, na zona rural na Fazenda Conquista. Casou-se com Mercedes Maria da Conceição da Silva com quem teve dez filhos: Maria das Dores da Silva, Sebastiana Augusta da Silva, José Marciano da Silva, Ana Marciana da Silva, Antônio Marciano da Silva, Francisca Morais da Silva, Vicente Marciano da Silva, Júlia Marciana da Silva, Maria Aparecida Marciano da Silva e Pedro Marciano da Silva e quarenta netos. Trabalhou a vida inteira na zona rural.

 

ANTÔNIO PENHA DE ANDRADE

Antonio Penha de Andrade nasceu no dia 5 de setembro de 1891 e faleceu no dia 05 de outubro de 1947. Nasceu em São Vicente de Minas e era casado com Eurydice Meirelles de Andrade, com quem teve 11 filhos.

Como era Fazendeiro, com a produção do gado leiteiro, educou seus filhos, que aperfeiçoaram seus estudos em outras cidades. Morou primeiro em Barra Mansa - RJ, para depois fixar Residência na Fazenda Espraiada, no município de Cruzília, em 1931.

 

AUGUSTO DOMICIANO PARDAL

              Nascido em 18/06/1928, no município de Aiuruoca. Órfão de pai e mãe aos sete anos de idade. Filho de Maria Filomena do Nascimento e Joaquim Domiciano Fernandes. Casado com Maria Mendonça Pardal (Conceição Mendonça). Teve seis filhos e catorze netos. Profissão: foi técnico em eletrônica, lavrador, carpinteiro, pedreiro, artesão e inventor de engenhocas. Faleceu em 14/06/1985 deixando muitas saudades.

 

FRANCISCO BARBOSA DE PAULA

              Nasceu no dia 25 de outubro de 1920, no município de Carrancas. Filho de José Barbosa de Paula e Maria Nazaré da Conceição. Sua mãe faleceu quando ele tinha quatro anos de idade. Foi criado sem mãe. Seu pai trabalhava muito e como não tinha tempo para cuidar dos cinco filhos homens, casou-se de novo e teve mais cinco filhas.

Como sua esposa não gostava de viver no campo, ela foi embora deixando as filhas com o pai e os irmãos. Com doze anos de idade, Francisco lavava e cozinhava para seu pai e irmãos. Não estudou porque tinha que cuidar da casa e dos irmãos. Com quinze anos de idade já trabalhava na lavoura e no campo cuidando do gado.

 Aos vinte e dois anos casou-se com Olívia Ferreira Leite, sua esposa e companheira, e tiveram quatorze filhos. Ele sempre honesto e religioso, foi Congregado Mariano e participou da Conferência Vicentina. Realizou trabalhos para a igreja de Luminárias onde residia na época. Em 19 de janeiro de 1981 veio morar em Cruzília. Ingressou na Congregação Mariana de Cruzília e também na Conferência Vicentina. Ajudou na construção da Igreja das Dores e do Recanto Ozanan. Foi coordenador de dois setores na Vila Magalhães e no Olaria.

Em 1991 organizou e presidiu a Associação de Moradores no bairro Olaria, onde fez um ótimo trabalho de esgoto, banheiros, coleta de lixo e limpeza nos lotes baldios. Em dezembro de 1993 recebeu o Título de Cidadão Honorário, mas a doença foi mais forte e não pôde continuar seus trabalhos de pastoral comunitária. Faleceu em 1º de maio de 2008, deixou lição de vida para seus filhos, trinta e seis netos, vinte e três bisnetos e muita saudade.

 

FRANCISCO DE ALMEIDA

              Nasceu no dia 23/08/1958, no município de Baependi, no Bairro Palmeiras, veio de uma família humilde. Aos treze anos mudou-se para São Paulo. Aos vinte e um anos casou-se com Maria Aparecida Vieira de Almeida, em Cruzília, no dia 27/10/1979 e teve quatro filhos: Junior, Henrique, Helton e Cristian.

 Um homem muito amoroso e honesto. Trabalhou em vários serviços, na roca, na olaria e outros. E no dia 16/01/1976 começou na Prefeitura como gari. Depois foi promovido a motorista, fez o concurso e passou. Ele fazia o percurso levando professores para o Chalé e fazia com muito carinho e amor.

Foi fazer uma cirurgia da coluna, nem chegando a operar. Tomou a anestesia e teve uma parada cardíaca ficando quarenta e três dias em coma. Faleceu no dia 02/12/2012. Sendo esta um pouco de sua história.

 

FRANCISCO DE ASSIS DA SILVA (CHICO ALEGRE)

              Nasceu em 23/12/1944 em Cruzília. Filho de Maria do Carmo da Silva e José Antero da Silva (Juca Anália). Casado com Ana Zélia da Rocha Silva. Pai de três filhas: Marisa Helena da Silva, Izabel Cristina da Silva e Maria da Glória da Silva. Netos: Pablo José Francisco da Silva Nascimento, João Henrique da Silva Nascimento, Ezequiel da Silva Arantes, Vanessa da Silva Arantes, Bruna da Silva Arantes, Josué da Silva Arantes. Bisnetos: Arthur Lima do Nascimento. Nasceu, viveu, trabalhou e estudou na roça, na Escola Chalé, tendo como professora Amélia Lollobrígida. Homem simples, humilde, amigo dos amigos, mas sonhador.

Quando se casou, um dia sentado na cozinha à noite, olhou para cima e falou para sua esposa: “Tá vendo Zélia, ali aquela trava da casa? Vou colocar uma lâmpada elétrica. A cozinha vai ficar toda iluminada”. Naquela época não era comum.

Homem de visão, trabalhador, honesto, digno, tudo que conquistou foi com seu suor no cabo da enxada. Lembro-me dele chegando da roça, já escuro, mas chegava cantando como se o dia estivesse acabado de amanhecer. Ele sempre dizia: “Tristeza não paga dívida e nem resolve problema de ninguém” e depois de muita luta conseguiu comprar seu primeiro caminhão zero e deixou de cuidar só das vacas e plantações, virando leiteiro também. Levantava cedo, tirava o leite e depois ia puxar o leite para a cooperativa. Foi quando ganhou o tão famoso apelido Chico Alegre. Na fábrica tinha dois Chicos, para não confundir, Sr. Cássio o apelidou de alegre, pois o sorriso estava sempre estampado no rosto. Levava e trazia ração e compras porque o único meio de transporte eram os caminhões leiteiros. Era como que da família de todos. O leiteiro trazia de tudo, levava ao médico, levava compra, levava remédio. Chico Alegre fazia esses favores como ninguém e sempre rindo.

Sua popularidade foi crescendo até que quando o Dr. Adolfo Maurício se candidatou a prefeito, ele foi candidato a vereador e na época com a eleição garantida e como vereador fez muita coisa, principalmente, voltado à zona rural. Chico Alegre um dia resolveu parar de ser leiteiro e quis cuidar de sua rocinha. Montou um barzinho, tipo quiosque, recebia os amigos com cervejinha, galinha caipira e o pão de queijo da D. Zélia, sua esposa, era imbatível.

Vieram as eleições novamente, Merola foi eleito e o convidou para ser o motorista escolar do Chalé porque precisava de uma Kombi que já ficasse na zona rural. Aí o Sr. Chico Alegre começou a levar as crianças para a escola, inclusive seu neto João Henrique, que admirava o avô; era seu ídolo e as crianças o adoravam, não brigavam na Kombi. Ele criou uma norma de comportamento premiada com direito à bala e chocolate que todos queriam ganhar no final de semana. Era amigo dos professores, ajudava no que precisasse na escola desde carpir uma horta, vir à cidade buscar alguma coisa. Homem de confiança de todos.

Depois veio o concurso público e meio apreensivo dizia que não iria passar. Foi aprovado, trocou a carteira de habilitação, resolveu fazer um checape médico, antes de voltar às aulas para saber como estava, pois era muito responsável e tinha medo de passar mal e provocar um acidente com as crianças. Foi consultar com Dr. Antônio José e fez uma bateria de exames, o resultado foi perfeito. No dia 21 de janeiro o médico disse: “Parabéns Chicão, você está jovem, vamos marcar essa revisão para fevereiro de 2009”. Assim ficou marcado, voltou feliz da vida para seu sítio. Só que no dia 25 (na sexta-feira) foi a última vez que se ouviu sua voz, pois ao ligar para sua filha, ele desejou felicidades pelo aniversário dela, começou a chorar e desejou tudo em dobro que a mãe dela tinha desejado para ela. Então sua filha, Marisa Helena da Silva Nascimento disse: “Não, senhor seu Chico Alegre, sou tua filha, não quero economia nos parabéns”. Ele deu uma grande risada e disse: “Deus te abençoe”. Desligou e calou-se para sempre. No dia 26, no sábado, foi dada a notícia pela D.Zélia, toda entristecida chorando, que o Chico Alegre tinha passado mal e estava indo para o hospital.

Ele teve um AVC que o manteve no hospital até dia 10 de fevereiro de 2008, dia em que este AVC se repetiu e o levou para junto de Deus. Este dia silenciou o sorriso, a alegria do amigo Chico Alegre. No enterro, muita gente chocada. Aquele homem forte, bonito, novo e alegre não existia mais, só a saudade.

 Nunca me esqueço de uma menininha que ele levava para a escola, a qual disse para sua filha, Marisa Helena, que não era para ela chorar, pois Deus estava precisando de um anjo ajudante no céu e por isso o Sr. Chico Alegre foi levado. 

 

HORÁCIO FRANCISCO ALVARENGA

Horácio Francisco Alvarenga nasceu em 27 de março de 1925, no sítio do Cafundó, a 6 KM da cidade de Cruzília.

Filho de José Francisco Alvarenga e Rita Candida De Jesus, iniciou seus estudos na escola que funcionava na antiga prefeitura, tendo como primeiro professora a D. Adalgiza Mori Ferreira (D. Ziza). Estudou até o quarto ano do ensino fundamental. Desde cedo demonstrava sua capacidade e esta ressaltou na matemática. Observava-se nele como em muitos membros da família Alvarenga, dedicação ao comércio.

Trabalhou na Lavoura durante muitos anos, até quando se mudou para a cidade, ingressando no Comércio em 1940. Nesta época, muito contribuiu na construção do Hospital Dr. Candido Junqueira.

Casado com D. Maria Inácia Alvarenga, tiveram 8 filhos, hoje 7 casados e 1 solteiro.

Cidadão ciente de seus deveres, muito nos honrou com sua conduta. Faleceu em 23 de outubro de 1985.

 

JOÃO BATISTA SABORITO

              Nasceu no dia 01/11/1970, na cidade de Cruzília. Filho de José Ataíde Saborito e Helena Saborito. Teve nove irmãos, sendo eles: Mauro, Regiane, Luciana, Orlando, José Carlos, Sebastião, Lélis, Cristiane e Maria Fabiana. Era católico, não perdia uma missa no domingo. Ele teve uma infância tranquila e saudável. Cursou da 1ª a 4ª série na escola D. Benvinda. Desde muito cedo já era um menino dedicado à família.

Com dez anos começou a trabalhar como engraxate. Quebrou o braço ao descer de uma moto e foi obrigado a parar. Começou a cursar a 5ª série na Escola São Sebastião, mas não chegou a terminar, pois seu pai ficou muito doente e ele teve que trabalhar numa olaria para ajudar a família, visto que seus irmãos eram muito pequenos. Foi um tempo muito difícil para a família, então desistiu de estudar porque era muito cansativo para ele.

Novamente foi preciso parar de trabalhar, pois ao correr de um cachorro, caiu e quebrou a perna em três lugares, tendo que ficar internado por alguns dias em São Lourenço e foi preciso colocar platina na perna. Nem tinha se recuperado direito e começou a trabalhar de servente de pedreiro e por ser muito dedicado, logo se tornou um excelente pedreiro.

Sempre gostou de ajudar as pessoas, mesmo cansado, ele não sabia dizer não. Sonhava em concluir seus estudos, mas devido ao trabalho era muito difícil. Quando nasceram seus quatro irmãos menores, as coisas ficaram mais difíceis, pois seu pai sofreu um derrame e não podia mais trabalhar. Ficou algum tempo se recuperando. Foi um filho muito dedicado e um irmão exemplar, pois não deixava faltar nada para a sua família.
                No início do telecurso, voltou a estudar e concluiu o ensino fundamental com muita satisfação e orgulho. Trabalhou para muitas pessoas nesta cidade, ajudou na construção do salão São João Batista, na reforma da igreja matriz e as demais pessoas que necessitavam.

 Começou a cursar o ensino médio, mas não terminou porque no dia 06/10/2000 às 16 horas, aconteceu uma triste fatalidade: ele estava trabalhando num telhado, caiu e sofreu traumatismo craniano. Foi um momento muito difícil para a família, pois começava a luta entre a vida e a morte. Tentaram transferi-lo para São Lourenço, pois aqui não havia tratamento, mas como não conseguiram, transferiram para Belo Horizonte. Devido a grande perda de sangue durante o trajeto, tiveram que parar em São Vicente, posteriormente como ainda continuava a perder, tiveram que parar em São João Del Rei, onde ficou internado por onze dias lutando para sobreviver. Foram dias difíceis e de muita dor tanto para ele quanto para a família.
                 Tinha-se esperança que ele sobrevivesse até o último momento, mas infelizmente no dia 17/10/2000, partiu para a “morada eterna”. Foi uma notícia muito triste para a família, pois era muito amado e sua recuperação era desejada. O fato abalou toda a cidade. Ele deixou exemplo de bondade, humildade, dedicação, amor à família e ao próximo. Ele partiu deixando saudades para sua família e demais amigos.

 

JOAQUIM PEREIRA NOVAIS FILHO (QUINZITO)

              Quinzito era filho de Joaquim Pereira de Morais e Maria Gabriela da Conceição. Viveu a vida inteira no município de Cruzília e gostava muito de carrear, tirar leite e era muito responsável com seus negócios.

Pai de oito filhos, sempre morou na zona rural, precisamente na Fazenda Itaqui. Deixou vinte e quatro netos e seis bisnetos. Foi casado com Leonina Anatália Pereira durante 45 anos onde firmaram seus laços matrimoniais nesta paróquia de São Sebastião de Cruzília.

Faleceu no dia 03 de abril de 1996. Residiu durante a vida na Rua Adeodato dos Reis Meirelles. Sempre fez doações de gado para São Sebastião, a quem ele foi muito devoto.

 

JORGE GONÇALVES NOGUEIRA

              Nasceu em Santa Rita do Sapucaí no dia 21/04/1933. Em 1942 mudou-se para Cruzília, fixando residência na Fazenda do Espraiado. Órfão de pai em 1945 assumiu a criação de seus sete irmãos, duas mulheres e cinco homens, até que todos se casassem. Casou-se em 1966 e teve cinco filhos, quinze netos e três bisnetos.

Separou-se onze anos depois. Assumiu a guarda de seus cinco filhos sozinho. Morou por muito tempo no Bairro Olaria, até que foi fundado o Bairro Imaculada Conceição, então construiu sua casa e se tornou o primeiro morador do bairro. Foi uma pessoa muito honesta e tinha muita amizade.

Todas as crianças do bairro o tinham como avô. Adorava cachorros e era amigo dos policiais. Também gostava de andar a cavalo e ouvir o canto dos passarinhos. Sempre lutou para que seu nome nunca fosse manchado, pois sempre dizia que o nome é a única herança que um pai deixa para seus filhos.

Foi um pai apaixonado por seus filhos e netos. Ele fazia o possível e o impossível para ver todos muito felizes. Devoto de N. Senhora do Carmo, rezava o terço todos os dias para seus filhos e netos. Faleceu no dia 25 de outubro de 2009 deixando muita saudade em todos os seus familiares.

 

JOSÉ CLÁUDIO MACIEL

              José Cláudio Maciel veio de uma família de peso, responsável por grande parte da descendência do sobrenome Maciel em nossa querida cidade de Cruzília. Filho de Cornélio Domingos Maciel e da Sra. Inês de Souza Maciel, falecida, e tinha como avós paternos o Sr. José Domingos Maciel e D. Leonina Maria da Conceição.

José Cláudio nasceu no dia 30 de abril de 1959, numa família de sete irmãos. Desde pequeno começou a trabalhar ajudando seu pai nos afazeres de olaria e tijolos e depois, crescido, tornou-se pedreiro.

Casou-se no dia 20 de julho de 1979 com Neuza de Fátima Pereira Maciel. Dessa união nasceram quatro lindas meninas, cujos nomes ele mesmo escolheu: Claudiane, Luciene, Cristiane e a caçula Laudiene.

No dia 17 de junho de 1995, José Claudio sofreu um acidente e foi levado às pressas para São Lourenço, onde permaneceu em coma por três dias. No dia 20 de junho não resistiu, faleceu. Deixou saudade eterna em todos os seus familiares e amigos.

 

JOSÉ GERALDO DA SILVA

              Nasceu no dia 25 de abril de 1936, em Cruzília. Vindo de uma família humilde. Foi casado com Maria de Lourdes da Silva e dessa união tiveram nove filhos. Trabalhava como guarda noturno nas ruas da cidade.

Conhecido por muitos pelo apelido de “Pé Grosso”. Dedicou parte de sua vida sendo voluntário em um clube amador: Ypiranga Atlético Clube (YAC), onde foi treinador das categorias de base infanto juvenil.

Gostava muito do que fazia, deixando marcas até hoje pelo trabalho desenvolvido na história do clube.

Com o passar dos anos vieram vinte netos e oito bisnetos. Sua trajetória até a morte foi sofrida e também maravilhosa. Faleceu no dia 28 de abril de 2012, aos setenta e seis anos de idade, deixando saudades e um grande ensinamento: o amor de uma família.

 

JOSÉ GERALDO MACIEL (ZÉ DO JOÃO)

               José Geraldo Maciel, mais conhecido como “Zé do João”, nasceu no dia 01 de setembro de 1921, em Cruzília (Cafundozinho). Filho de João José Maria e Maria Margarida de Jesus.

Com 21 (vinte e um) anos de idade casou-se com Delfina da Conceição Maciel. Juntos construíram uma família de 11 (onze) filhos.

De origem humilde, com pouco estudo, sempre trabalhou na roça como lavrador e trabalhou como oleiro, principalmente na área do loteamento.

Faleceu com 73 (setenta e três) anos de idade, nesta cidade, no dia 12/07/1989. Deixou para seus filhos e netos a virtude da dedicação e o espírito de partilha.

 

JOSÉ GERALDO PEREIRA LEITE

José Geraldo Pereira Leite nasceu no dia 15 de novembro de 1910, em Baependi - MG, filho de José Eugenio Pereira Leite e Dagmar Ferreira de Andrade.

Fez o curso primário no Colégio São Sebastião de Cruzília, antiga encruzilhada, e parte do ginasial em Itanhandu-MG, no Colégio Sul Mineiro.

Casou-se em 15 de Março de 1933 no Distrito de Encruzilhada, Município de Baependi, com Maria de Lourdes Nunes Maciel e passou a chamar-se Maria de Lourdes Maciel Leite, filha do Coronel Cornélio Pereira Maciel e de Leonina Nunes Maciel. Deste casamento nasceram dez filhos.

Produtor rural nos municípios de Cruzília e Baependi, integrou varias diretorias da associação rural do Sul de Minas, com sede na Cidade de Caxambu, tendo sido seu presidente.

Elegeu-se vereador do município de Baependi, representando o Distrito de Encruzilhada, o que se deu na ultima Legislatura antes da Emancipação deste Distrito. Foi eleito Prefeito de Cruzília na gestão de 1967 á 1971, e uma de suas obras mais marcantes foi a construção da Estação de Tratamento de Água da cidade, empreendimento que ainda hoje recebe elogios de técnicos da COPASA, empresa responsável pelo abastecimento atual do Município.

Construiu também a Escola Rural do Recreio, Instituiu o curso normal (Magistério) no município e priorizou as estradas municipais e os serviços de água e esgoto. Como presidente do Clube Recreativo Encruzilhadense (CRE), proporcionou aos jovens de Cruzília o primeiro Carnaval da cidade.

Faleceu no dia 16 de Dezembro de 1988, em Cruzília.

 

JOSÉ MÁRIO SIMÕES (ZICO SIMÃO)             

Filho de Maria das Dores e José Simões. Natural de Cruzília nasceu em 09 de junho de 1919. Foi casado com Maria de Lourdes e desta união teve nove filhos, dezesseis netos e cinco bisnetos. Foi pedreiro e criou seus filhos com esta profissão.

Homem honesto, caridoso, muito alegre e muito religioso. Faleceu aos oitenta e cinco anos de idade, no domingo de Páscoa, no dia 27 de abril de 2005. Na gestão dos primeiros prefeitos de Cruzília, ele foi funcionário e trabalhou como pedreiro no jardim, à Praça Capitão Maciel.

 

JOSÉ PEREIRA DE CASTRO (PICOLÉ)

              Nasceu em 07/10/1933, no município de Baependi. Filho de Alziro de Oliveira Castro e América Pereira de Castro. Mudou-se para Cruzília quando era adolescente para trabalhar no comércio de secos e molhados.

Em 1954, casou-se com Inês Ferreira de Castro. Teve sete filhos e após o casamento mudou-se para a antiga Estação de Cruzília, Fazendinha. Junto com seu irmão montou um comércio. Devido a um acidente com seu irmão, transferiu esse comércio para Minduri.

Após alguns anos, associou-se à antiga fornecedora especializada em material de construção, ficando até 1979. A partir desta data montou uma vidraçaria, onde ensinou seus filhos e que até hoje trabalham neste ramo.
                 Entre idas e vindas para Cruzília, ele sabia que aqui era sua verdadeira terra natal, atestando esse fato e contribuindo com a comunidade. Foi do Conselho Paroquial na construção da Igreja das Dores. Trabalhou nos leilões do hospital e da paróquia. Foi colaborador assíduo da Conferência São Sebastião e do Asilo Recanto Ozanan.

Deixou como herança a seus filhos o amor a esta terra e o exemplo de colaborar com a comunidade. Tudo isto com bom humor e um sorriso no rosto.

 

JÚLIO FERNANDES DE OLIVEIRA

              Nasceu em 08/11/1915, no município de Cruzília, na antiga Encruzilhada, em um lugar chamado Capoeira. Filho de Manoel Fernandes Sobrinho e Maria Rita de Jesus com seus nove irmãos. Teve uma infância feliz, brincava de estilingue, jogar pião e carrinho feito de sabugo de milho. Seus grandes amigos foram: Sr. Mori, Antônio Cravo, Sr. Cacildo, Sr. José Arantes e Sr. Tatão Maciel. Gostava de tocar violão e cavaquinho. Sua comida preferida era farofa com queijo, canjiquinha com feijão e broa de fubá feita na panela de ferro. Em 1923 entrou na escola pública, seu professor era Sr. Bernardino de Assis Pereira. Sua escola era em uma casa antiga, onde hoje se localiza o Hotel do Justo, no centro da cidade.

Trabalhou na roça com seus irmãos e seu pai. Aos nove anos de idade já “tirava sua tarefa” do dia na roça de milho.

Em 1937, junto com o regimento, guardou fronteira no Rio Sapucaí, divisa do Estado de Minas Gerais com São Paulo. Foram vinte e seis dias de muita perseverança sendo guarda-costas do Presidente Getúlio Vargas. Era o número 593 na 3ª seção de metralhadora. Sentiu saudades e orgulho por ser amigo do Sr. Dondinho, pai do Pelé. Dançou muitos bailes na casa dele. O rei do futebol do Brasil, muitas vezes engraxou o seu coturno e perneiras no Exército de Três Corações.

Conheceu sua esposa D. Dercília Severina de Jesus numa festa de Santos Reis, na casa do Sr. Arlindo Ferreira. Casou-se no dia 07 de janeiro de 1944 as 7 horas da manhã, celebrado por Padre Ademar. Assim que se casou, foi levar uma tropa em Baependi.

Teve onze filhos, trinta e um netos e trinta e dois bisnetos e ainda, um tataraneto. Sr. Julinho era aposentado da Prefeitura Municipal de Cruzília, onde trabalhou por 35 anos e tem orgulho por ter uma ótima saúde. Não usava nenhum medicamento e tinha muitos causos para contar, inclusive o Sr. Sérgio Chapelin, grande repórter da TV Globo, adorava bater um papo com ele.

Com suas mãos calejadas e cansadas pelo peso do trabalho, ainda assim fez linda rédea para o cantor sertanejo Daniel, que ficou muito emocionado com o presente e mantém contato com a família dele até hoje. No dia 24/08/2012 foi homenageado pelo Clube do Cavalo de Cruzília, núcleo da Raça Mangalarga Marchador, pelo muito que fez em prol da raça em seu berço. Trabalhou com solas, couro cru e crina de cavalos, fazendo belíssimos artesanatos para toda a região. E outros Estados.
                  Tinha grande conhecimento na medicina popular, rezava para crianças e também adultos, que tanto o procuravam pela sua fé e cura. Foi muito devoto de Santos Reis, tocando acordeom por muitos anos e seguindo a Folia de Reis do seu genro Pedro Rocha. Sempre expressou muita alegria e um grande sorriso no rosto. Faleceu no dia 27/10/2015, aos noventa e nove anos, deixando muitas saudades e conhecimentos. Foi um exemplo de humildade e tinha um coração do tamanho do mundo. Que o Sr. Julinho ainda cuide do seu rebanho! Texto escrito por sua filha Maria de Lourdes Fernandes de Oliveira e família.   

 

LEONTINA INÁCIA DE SOUZA (MILOTA)

              Nasceu em 11 de abril de 1912, em Pinheiros, no município de Cruzília. Ainda criança mudou-se para Seival, município de Baependi. Seus pais: Quirino de Souza Rocha e Maria Inácia de Souza. Ela era a caçula de cinco irmãos: Ambrosina Augusta Nogueira, Maria das Dores Nogueira, Maria Rita Nogueira e José de Souza Rocha. Casou-se em 1935 aos vinte e três anos de idade com João Marciano Narciso, tiveram sete filhos (cinco vivos): Marciano Fernandes da Rocha, João Marciano Narciso Filho, Luiz Marciano Narciso, José Marciano Narciso e Paulo Marciano Narciso.

Aos quarenta e oito anos ficou viúva e desde então passou a se dedicar aos filhos e a todos que dela precisasse, seja para trabalhar, cuidar ou visitar doentes. Foi parteira, doadora de sangue, quitandeira e doceira de “mão cheia”. Fazia goiabada, marmelada e farinha de milho. Sempre dedicava um tempo para fazer visitas aos parentes e amigos em Cruzília, Baependi e Caxambu. Na maioria das vezes ia a pé e nunca ia de mãos vazias, sempre levava um frango ou uma quitanda. Sempre muito prestativa adorava cozinhar em mutirões.

Ela teve vinte e dois netos, trinta e cinco bisnetos e dois tataranetos. E mesmo com idade já avançada, cuidou de irmãos e idosos que precisou dela. Era muito religiosa e devota da beata Nhá Chica. Frequentava sempre a missa e sempre rezava o terço. Era uma mulher muito corajosa, mas quando se tratava de temporal e chuva forte, ela corria pra casa de vizinhos e ficava até a chuva passar. Passou por duas cirurgias delicadas, mas apesar de já estar com mais de oitenta anos recuperou-se bem.

 Faleceu aos 22 de agosto de 2007 com noventa e seis anos de idade. Para os familiares restaram a saudade, a coragem e o exemplo de vida que ela deixou. Onde estiver, que ela saiba que foi muito querida e amada por todos. As pessoas agradecem até hoje por ela ter feito parte de suas vidas e também por ter deixado todos fazerem parte de sua vida. Que descanse em paz.

 

MANOEL MACIEL PENHA

Manoel Maciel Penha (Sr. Quieto) nasceu em 26 de setembro de 1907, na fazenda Rio Do Peixe, mas veio ainda menino morar na velha Encruzilhada. Era filho de Pedro Carlos Penha e Tereza de Jesus Maciel Penha.

Casou-se no ano de 1930 com Maria Maciel Ribeiro Penha (D. Lili) e com ela teve o filhos: (José , Juarez, Romeu, Terezinha, Sebastião Neri, Maria Ines (irmã Helena), Glória Maria, Berenice, João Bosco, Darci Fabiano e Luzia.

Durante toda sua vida trabalhou no comércio, ora empregado, ora dono de barzinho ou feirinha de frutas etc... Mas gostava mesmo era de tirar retratos, foi durante muitos anos o único retratista da cidade, e o primeiro dono de banca de álbuns de figurinhas, revistas em geral e, sobretudo, a famosa coleção do “Amigo da Onça”, com a qual o Sô Quieto divertia a moçada. Ele dava espaço para que os jovens escrevessem poesias, piadas, “fotofofocas” e muitas outras brincadeiras impressas nas paredes cobertas de publicação.

Faleceu em 16 de Novembro de 1970.

 

MARIA CARMEM ARANTES DE SÊNE

              Nasceu no dia 31 de agosto de 1949, no município de Cruzília. Filha de José Arantes Pereira e Alzira de Jesus Pereira. Morou na zona rural chamada Duas Pontes.

Casou-se com dezenove anos com Joaquim Maciel de Sêne e foi morar na zona rural chamada Picador. Teve quatro filhos: Delza, Rosilene, Vanda e Rafael. Faleceu no dia 31 de outubro de 1988, com trinta e nove anos de idade, devido a um derrame cerebral. 

 

MARIA CECÍLIA DE SOUZA (FIINHA)

 

              Nasceu em Carrancas, no dia 22/11/1922. Filha do Senhor Candimba e da Senhora Mariquita. De família numerosa, sempre recebia com alegria seus irmãos e parentes.

Mulher humilde, de coração boníssimo, excelente cozinheira, dedicou grande parte de sua vida à família do Sr. Paulo e D. Margarida. Muito querida pelos familiares, sempre zelosa com as crianças, ficou com a família do Sr. Paulo até falecer, aos 24 de dezembro de 1988.

 

MARIA DOS SANTOS PEREIRA (MARIA COTINHA)

              Nascida em Cruzília no dia 12 de fevereiro de 1922. Parto feito pela parteira “Vó Júlia”. Filha de Galdino Calixto dos Santos e D. Maria Paulina da Conceição. Eram oito irmãos, sendo ela a terceira filha.

Morou na Fazenda do Agaí, onde passou sua juventude. Casou com seu primo, Joaquim Carlos Pereira, filho de José Simão e Maria das Dores Simão. Seu casamento realizou-se em Aparecida – SP.

Cotinha teve quatro filhos: Vanda, Raimunda, Luiz Carlos (o Paraná) e José Simão. O amor que tinha pelos filhos fez com que ela se dedicasse sempre ao trabalho. Nunca quis e nem deixou que faltasse nada para eles. A educação que ela dava aos filhos era honestidade, humildade, serenidade, respeito e amor ao próximo, primeiro a Deus. Teve uma vida religiosa plena, cheia de fé e esperança. Conquistou muitos amigos, sendo uma de suas melhores amigas, sua irmã, Margarida dos Santos Souza (a tia Tona). Mais amigas, D. Ângela Maciel, D. Lalai, D. Margaridinha, D. Neide, D. Conceição, D. Maria Rita, Sr. Salvador, Sr. Sebastião Pereira, D. Terezinha do Jaime, Sr. Lucas do Belmiro, Pe. Arantes, Sr. Pedrinho Arantes, Sr. Mozart, Sr. Paulinho, Dr. José Origines, Sr. Juca, Clara do Zote, Zélia do Benedito Rocha, Dr. Domingos Lollobrígida, Dr. Antônio José, D. Glorinha, Sr. Alvarenga e muitos outros.

Todos os sábados ela limpava a Igreja do Rosário junto com sua irmã Margarida. Não faltava ao terço na capela do Sr. Pedrinho. Fazia parte do Sagrado Coração de Jesus. Sua fita vermelha ainda é guardada pela irmã. Trabalhou no Banco Real como faxineira, na casa do Dr. José Maciel trabalhou como lavadeira e de muita confiança.

Faleceu no dia 27 de maio de 2000, no mesmo dia em que fazia trinta e cinco anos que o marido faleceu. Deixou saudade e bons exemplos aos filhos e netos: Claudiney, Cláudia, Claudiane, Claudenice, Davi, Dualla, Janaína e Jamaica. E Até aos bisnetos: Walker, Namara, Larissa, Caroline, Iago, Islaine e Anderson, que sentem muitas saudades. Se ainda estivesse viva, hoje seria tataravó.

 

Maria Pereira de Arantes

Nasceu na localidade denominada Mata Dentro, município de São Thomé das Letras em 30 de janeiro de 1939.

Filha de João Antônio Rafael e Tereza Pereira Arantes. Única filha mulher entre quatro irmãos, órfã de mãe ainda menina. Seu pai lavrador, não possuía recursos para dar-lhes uma vida confortável, o que a obrigou a trabalhar desde muito cedo como doméstica. Sua história de vida sempre nos emocionou muito tamanha as adversidades encontradas.

Trabalhou inicialmente na fazenda Boa Vista, município de Conceição do Rio Verde em seguida em uma casa de família em Caxambu. Ainda adolescente seu pai a buscou para auxiliá-lo nos afazeres domésticos, quando então ela retornou para o local onde nasceu.

Com dezesseis anos apenas conhece e se casa com Pedro Carlos da Rocha e o casal tiveram quatro filhos: João Luiz, Pedro Moisés, Francisco (este falecido) e Taíza Helena. Em 1963 se separou de seu marido e se amasiou com José Olímpio Pereira. Mudaram-se nesta ocasião para um lugar bem próximo conhecido como Rio do Peixe, neste local o casal teve outros três filhos: José Olívio, Maria Dercília e Maria Tereza.

Em 1970 o casal se mudou para Cruzília em busca de mais conforto e educação para os filhos. Em Cruzília em 1972 tiveram mais uma filha Maria Dorotéia que faleceu com apenas dois anos de vida.

Sá Maria como ficou conhecida permaneceu aqui até o fim de sua vida em 14 de junho de 1985 dia em que faleceu aos quarenta e seis anos. Dona de casa, semi analfabeta, conviveu em harmonia com vizinhos e parentes sabendo sempre suportar as inquietações e dificuldades de qualquer convivência humana e uma vida precária.

Católica fervorosa e devota incansável de Nhá Chica, cuja fé se estendeu a todos os filhos, participava ativamente de toda a vida religiosa da comunidade.

Nunca frequentou uma sala de aula, porém esta trajetória de tanta dificuldade lhe proporcionou muita sabedoria para bem viver e ser feliz, dando-nos sempre bons exemplos até o dia em que nos deixou.

 

OSCAR TADEU MESQUITA FURTADO

O popular Tadeu do Sô Mirinho era filho de Argermiro Furtado Ferreira e Orgomita Mesquita Ferreira. Nasceu em Cruzília em 17/02/1948 e morreu num desastre automobilístico, no RIO-BAHIA, entre Carlos Chagas e Governador Valadares, no dia 24/04/1986, com apenas trinta e oito anos de idade.

Estudou na E.E.D. Leonina Nunes Maciel e formou-se como engenheiro agrônomo pela UFLA, de Lavras. Tadeu foi casado com sua prima Adriana Furtado e tiveram os filhos Juliano e Leandro. Era irmão de Danilo, também engenheiro agrônomo, casado com Maria de Fátima, de Perdões, hoje residindo em Brasília.

Como trabalhava para Shell Química, morou em vários lugares, como Cascavel, Londrina, São Paulo e Belo Horizonte. Era inspetor da empresa e fazia inspeção no setor Norte de Minas, Bahia, Sergipe e Espírito Santo.

Moço alegre, expansivo, bondoso, conversador e sempre bem disposto, desde menino organizava campeonatos de futebol, com o seu time, o América. Gostava de viajar e curtia seus fins de semana após uma semana cheia de trabalho, no que era incansável.

Certa vez, quando o ypiranga foi Campeão, Tadeu veio de Belo Horizonte e voltou, tomando o avião para trabalhar em Sergipe, “num fôlego só”, sem desanimo e sempre alegre.

Bom filho, estava sempre dialogando com o seu pai e nada fazia sem consultá-lo primeiro, em busca de um conselho.

Por onde viajava, fazia questão de falar da terra em que nascera, a Cruzília de seus amigos e de sua família.

Faleceu em 16 de novembro de 1970.

 

PADRE WALDO FERREIRA MACIEL

Filho de José Maria Nunes Maciel e Palmira Ferreira Maciel (primogênito), Padre Waldo Ferreira Maciel nasceu em Cruzília, em 15 de abril de 1931.

Cursou o primário no colégio Paroquial São Sebastião, o ginasial, no colégio São Miguel em Passa Quatro, o cientifico, no Liceu Coração De Jesus, em São Paulo. Terminou o curso cientifico foi para o seminário dos Salesianos em São Paulo. Ordenou-se como sacerdote em dezembro de 1959.

Trabalhou como padre e professor em Lorena, Estado de São Paulo no colégio São Joaquim. Fez Parte do movimento “pó mundo melhor”. Nessa época percorreu muitas cidades brasileiras, pregando e levando a Boa Nova.

Seus Últimos anos, morou no Rio de Janeiro, e ao falecer, era capelão das Irmãs Coeur de Marie, em Copacabana. Esteve em missão no rio Grande do Norte, época em que trabalhou com D. Helder e depois como atual arcebispo do Rio Janeiro, D. Eugenio Sales.

Foi Jornalista, escreveu para diversos jornais do Rio de Janeiro. Trabalhou para a Editora Vozes, traduzindo livros. Falava corretamente o Frances, inglês, espanhol e italiano.

Faleceu vitima de atropelamento em 15 de janeiro de 1968, na Gávea no Rio de Janeiro.

 

PAULO MACIEL ARANTES

              Nasceu no dia 06 de maio de 1922, no município de Cruzília. Terceiro filho de Pedro José Arantes e Leonina Fortes Arantes. Começou a trabalhar ainda criança, na loja de propriedade de seu pai, a extinta Casa São Sebastião, onde permaneceu até aposentar-se.

Aos vinte anos, em 1942, juntamente com dois amigos, criou o Cine Vitória, que funcionou durante quatro anos em frente ao Hospital Dr. Cândido Junqueira, prédio hoje extinto. A partir de 1946, passa a funcionar em sede própria. Foi correspondente do Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais S/A, do Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais S/A e do Banco da Lavoura de Minas Gerais S/A.

Em 1950 casou-se com Margarida Pereira Leite Arantes, com quem teve quatro filhos: Maria Rita, Paulo Tadeu, Renato e Carla. Homem íntegro, de natureza mansa, educada e honesta, passou sua vida dedicando-se à família. Tinha uma paixão especial pela esposa, a quem servia o tempo todo com uma dedicação inigualável.

Após a morte de sua companheira, no dia 15 de setembro de 2006, Paulo passou os piores momentos de sua vida. Sentia muita falta da esposa amada. Nada e nem ninguém poderia ocupar o lugar dela em seu coração. Faleceu aos oitenta e seis anos no dia 15 de agosto de 2008, deixando no coração de seus familiares um imenso vazio e uma enorme saudade.

 

PEDRO GOMES DE OLIVEIRA

Pedro Gomes de Oliveira nasceu em Encruzilhada, no dia 15/11/1923 e morreu no dia 21/07/1995. Foi casado com Maria Honorária de Jesus, com quem teve nove filhos.

Homem simples, lavrador até os dezenove anos, depois foi serrador, pedreiro e “tirador” de pedras no Sobradinho.

Para ele, trabalho era uma bênção, e seu nome é exemplo de quem não teme as dificuldades da vida.

 

SEBASTIÃO IZIDORO

Sebastião Izidoro nasceu no dia 15 de janeiro de 1896 e faleceu no dia 14 de maio de 1959.

Não teve nenhum filho, mas criou Maria de Lourdes (falecida em 12 de maio de 1993), mulher do popular “Pé Grosso”, portanto mãe do Airton do Grupo Pindayba.

Foi durante muitos anos estafeta, trazendo malas de nosso correio da estação da Fazendinha para nossa vila. Chovesse ou fizesse sol, impreterivelmente, Sebastião Izidoro percorria os 24 quilômetros de ida e volta que nos separava da estação, trazendo as malas dos correios. Ia a cavalo muitas às vezes a pé. E isso durante anos a fio, em estradas ruins, lamacentas em tempo de chuva e poeirentas em outras épocas.

Era muito estimado pela sua modéstia e espírito jovial.

Aposentou-se no duro oficio e ainda viveu por muitos anos. Foi também músico da Popular corporação musical “São Sebastião”, rival da “Lira Encruzilhadense”, de Afonsinho Ferreira, onde tocava o baixo.

Alem dos sérvios prestados a Comunidade foi também pintor, empregado a amigo do Cel. Cornélio Maciel, quando exercia varias funções. A amizade era tanta que Sebastião foi padrinho de “representar” do Sr. Juca farmacêutico, quando recebeu o sacramento do batismo.

 

SERAFIM FERNANDES DE OLIVEIRA

              Nasceu em Cruzília no dia 11 de abril de 1924. Filho de Cornélio Fernandes de Oliveira e Maria Clara da Conceição, Serafim tem toda história de sua vida relacionada à Cruzília.

Atuou na profissão de lavrador. Foi sua única profissão e através dela veio a se aposentar, já com 60 anos de idade pelo tempo de trabalho.

Conheceu Ana Maciel de Oliveira com quem se casou no ano de 1948, na Igreja São Sebastião, em Cruzília. De seu casamento com Ana nasceram quatorze filhos.

Serafim Fernandes de Oliveira faleceu no dia 05 de dezembro de 2007, na cidade de Cruzília.

 

TARGINO LUIZ

              Nasceu na Fazenda Agaí, em Cruzília, no dia 22/10/1919. Filho de Henriqueta Vilela e Amaro dos Santos. Casado com Maria Brígida teve duas filhas, três netos e dois bisnetos.

Trabalhou muitos anos na fábrica de laticínios e depois de alguns anos tornou-se eletricista. Falava sobre tudo. Era muito comum passar pela rua e vê-lo sentado na varanda de sua casa consertando ferro elétrico, chuveiros e outros equipamentos. Sempre alegre e muito educado não deixava de cumprimentar quem quer que fosse. Faleceu no dia 10/05/2009.

 

TOMÉ MOREIRA DA SILVA (MESICO)

              Nasceu aos 23/11/1929 e faleceu aos 23/07/2015. Filho de Tomé Moreira da Silva e Ana Gabriela de Jesus, sendo três filhas e apenas ele de homem. Sua mãe morreu deixando-os pequenos. Seu pai casou-se de novo com Das Dores Maria tendo mais três filhas.

Homem simples. Casou-se com Maria Flauzina. Teve doze filhos sendo oito homens e quatro mulheres. Foi casado por sessenta e três anos. Sempre morou na zona rural, criando seus filhos com muito amor e união. Nunca em sua mesa faltou o pão de cada dia. Qualquer pessoa que batia a sua porta não saia sem almoço ou café.

Todas as noites reuniam os filhos para rezar o terço. Sofreu um AVC, mas nunca reclamava de nada. Tudo que ele falava fazia as pessoas rirem. Tudo o que faziam para ele, ele dizia: “Deus lhe pague”. Tomé foi um grande homem deixando só bons exemplos para seus filhos como caráter e honestidade.

 

 

  1. NOSSA SENHORA DA IMACULADA CONCEIÇÃO (VENTANIA)

 

ADOLFO FERNANDES MACIEL (CRAVO)

             Adolfo Fernandes Maciel, conhecido como Cravo, nasceu em 03/03/1928, na Fazenda Cabeça Branca, distrito de Cruzília. Filho de Tristão Antônio do Nascimento. Cursou o primeiro grau e sua profissão foi sapateiro.

Casou-se com Maria de Lourdes Pereira Maciel no dia 31/01/1953, na Igreja Matriz de São Sebastião, na cidade de Cruzília e com ela teve doze filhos. Amigo e conhecido de todos, até hoje é lembrado por muitos. Faleceu no dia 12/02/1987.

 

ALICE DE ARANTES PEREIRA

              Nasceu no dia 09 de dezembro de 1945, no município de Cruzília. Filha de Maria Arantes Pereira e José Pereira de Arantes (Zenico), em uma família de treze irmãos: Sebastião, Geraldo, Guilhermina, Tereza, Tomé, Paulo, Luiz, Maria, Leonina, Ana e Antônio. Perdeu sua mãe muito cedo, com apenas seis meses de vida e seu pai com dificuldades, viúvo e com filhos pequenos.

Graças ao bom Deus a Sra. Maria da Cava foi quem a criou e amparou-a em sua infância. Alice sempre ajudou nos afazeres da casa e participava da comunidade. Teve uma ótima convivência com seus irmãos de criação: Zeca da Cava, Chico da Cava, Sebastião, Antônio, Maria, Izabel, Tão Zico, Isidro e Afonso.

Casou-se com José Alves Pereira com quem conviveu quarenta e três anos. Foi mãe exemplar de seis filhos: José, Camilo, Vera Lúcia, José Airton, Marta Aparecida, José Nilton e José Camilo. Foi tecedeira, dona de casa, coordenadora da comunidade religiosa do Cafundozinho e muitas outras atividades. Faleceu no dia 15 de abril de 2008, vítima de câncer. Deixou muitos amigos e recordações do quanto ela era especial.

 

BENJAMIM RIBEIRO NETO

              Conhecido como Minzinho, nascido em Cruzília em 01/03/1930. Filho de Maria Cândida de Jesus e Joaquim Cândido da Silva. Pessoa honesta, religiosa e trabalhadora. Sempre dedicou a maior parte da sua vida para sua família. Depois de trabalhar como diarista, ingressou na Prefeitura Municipal onde dedicou sua vida ao trabalho do município. Seguiram seus exemplos todos os treze filhos. Casado com Lourdes Barbosa Garcia (Laúde), com quem viveu maior parte de sua vida dando exemplo de fidelidade e perseverança na vida conjugal.

Seu cargo específico na Prefeitura Municipal nos últimos anos de sua vida foi: guarda das praças e logradores públicos onde ele inspirava o maior respeito de todos, principalmente das crianças. Por dezessete anos dedicou sua vida ao seu trabalho. Cruziliense nato mostrou o caminho da religiosidade a sua família.

Sempre residiu na Vila Magalhães onde deixou sua esposa e filhos em 22/12/1997. É com muita honra que esta cidade hoje traz seu nome como destaque em um lugar público: Bairro Nossa Senhora da Conceição, que denomina a Rua K, que será com muita honra denominada Benjamim Ribeiro Neto, Minzinho.

 

CARLOS MORI

Carlos Magno de Barros Mori nasceu em 28 de maio de 1949, em Cruzília. Era filho de José Sinézio Mori e Guilhermina Barros Mori. Foi funcionário da CEMIG, casado com Lucy Victolo Mori. Carlos Mori veio a falecer no ano de 1987 d e aneurisma, no dia 12 de agosto, deixando dois filhos: Hesley e Bluette.

Alegre, forte, foi jogador do Ypiranga Atlético Clube. Tinha muitos amigos, por seu espírito de iniciativa, ajudava a resolver muitos problemas comunitários. Era estimado por todos o que conheciam serviçal e bondoso, jamais deixava de se interessar pelos problemas inerentes a sua profissão. Foi roubada muito cedo a vida, deixando muito tristeza e muita saudade.

 

CAROLINA DE SOUZA ARANTES

Nascida em Cruzília, em 24 de abril de 1926, Carolina de Souza Arantes, era filha de Fábio Rodrigues de Souza e Maria Jacinta de Souza.

Casou-se no dia 15 de abril de 1944, com Pedro Avelino de Arantes, na igreja Matriz de São Sebastião de Cruzília. Deste matrimonio tiveram 15 filhos, que hoje se dedicam ao engrandecimento material e espiritual da nossa comunidade: Marcos, Monica, Brás, Camilo, Fátima, Lúcia, Elias, Bernadete, Hilário, Pedro, Francisca Isabel, Flora, Eliseu, Bráulio e Lázaro; e 42 netos e 4 bisnetos.

Carolina de Souza Arantes faleceu em 17 de agosto de 1972, em Cruzília.

 

FÁBIO RODRIGUES DE SOUZA

Filho de Mariana Francisca de Souza  e José Pedro de Souza, Fábio Rodrigues de Souza nasceu em 30 de junho de 1905 e faleceu no dia 09 de dezembro de 1987.

Era casado com Maria Jacinta de Souza, com quem teve os filhos: Carolina de Souza Arantes (Lola), Mariana (Lana), Sebastião Jacinto (Tatão), Joaquim Rodrigues (Digue), Cecília Maria Perpetua, Clara Maria, José Fábio, Hélia Maria, Maria Vitória e Afonso José.

Foi Carpinteiro e aprendeu a profissão com seu pai, José Pedro de Souza, um dos primeiros carpinteiros de Cruzília. Ensinou a profissão Para todos os filhos, embora Digue tenha optado por ser pedreiro. Fábio montou sua primeira oficina em Cruzília, em 1950, em sociedade com seu filho Tatão e seu genro Pedrinho Arantes. O maquinário que consistia em uma Plaina e Uma Tupia foi emprestado pelo Sr. José Geraldo Pereira Leite.

Antes de montar a oficina, trabalhava em fazenda, fazendo reformas, engradamentos, caros de bois, carroças e engenho de roda dágua. Montou também uma padaria, deixando nesta época a oficina por conta do filho Tatão. Foi dono de venda, onde comercializava secos e molhados, na esquinada Rua Capitão Pinto com a Capitão Prudente (antiga casa da tia Cota). Mexeu muitos anos com olaria, inclusive as telhas antigas da Igreja Matriz foram feitas por ele.

Morou em Minduri, onde trabalhou para o Sr. Hans para fazer formas de Queijo. Morou também em Quatis – RJ, para onde foi a fim de trabalhar como carpinteiro. Nesta época os filhos eram pequenos e a vida era muito difícil, exerceu também a mesma ocupação na cidade de Lorena-SP.

Fábio era um homem muito severo, correto. Tentou dar o melhor para seus filhos, numa época de poucas oportunidades, tendo sempre ao seu lado a esposa Maninha, que lutava também como costureira, quitandeira e dona de casa. Esta também mereceu a denominação de uma Rua em Cruzília – Maria Jacinta de Souza, no Complexo Humano da Ventania.

 

Fernando de Oliveira (Fernando Tarú)

Nascido em 13/10/1963. Filho de Maria de Carvalho de Oliveira e Victor Fernando de Oliveira, nascido em Pindamonhangaba. Casado com Lourdes Ribeiro de Oliveira com quem teve três filhos: Robson, Rosiele, Roberta e um neto. Sempre trabalhou por sua família. Pessoa religiosa, sempre frequentou os grupos de orações. Sua casa também era um lugar onde se reunia com amigos e vizinhos para orar.

Começou a trabalhar desde cedo iniciando como entregador de gás na cidade inteira ingressou na Prefeitura onde trabalhou por vinte e quatro anos. Pessoa alegre sempre se destacou com seu bom humor diante de seus colegas.

Sempre sorrindo por onde passava, junto com o caminhão recolhendo os resíduos. As crianças gritavam seu nome, o que fazia a diferença entre todos os seus colegas.

Seu hobbie era andar de bicicleta e nas horas vagas passear pela cidade com sua família. Fernando Tarú, uma pessoa ímpar no seu convívio, que hoje traz com muita honra o seu nome no bairro Nossa Senhora da Imaculada Conceição, onde morou boa parte de sua vida na Avenida AB, agora denominada Fernando de Oliveira (Fernando Tarú).

Faleceu em 31/12/2005, muito jovem, num acidente trágico que até o presente momento ninguém esqueceu.

 

GERALDO JOSÉ ARANTES (IADINHO)

             Nasceu em Cruzília, em 19 de março de 1930, filho de Elvira Amélia de Souza e José Marciano Filho. Foi comerciante, comprava e vendia gado com seu parceiro Cassiano, depois passou a trabalhar com bar onde tornou especialista em “Tira Gosto”.

Gostava de pescaria e receber os amigos no bar.

Foi casado durante quarenta e seis anos com Terezinha Bastos Arantes e morreu em 09 de novembro de 1998, deixando oito filhos, sendo eles: Fátima Bastos Arantes, Waner Bastos Arantes, Elvira Bastos Arantes, Vânia Bastos Arantes, Siomar Bastos Arantes, Lucimar Bastos Arantes e Alcione Bastos Arantes.

 

JOÃO DE SOUZA PINTO (JOÃO ROLINHA)

             Nasceu em 22/06/1914, natural de Cruzília. Era agricultor, amava sua profissão. Nas horas vagas ajudava no Olaria como oleiro. Fazia seus colegas de trabalho sorrir com suas piadas engraçadas. João de Souza Pinto era filho de Antônio de Souza Pinto e Ana Emília da Conceição. Faleceu em 03/01/93.

 

JOSÉ ALBINO DA ROCHA

             José Albino da Rocha nasceu no dia 25 de março de 1936, em Aiuruoca. Filho de Joaquim Albino da Rocha e Geralda Augusta da Conceição.
              Viveu sua infância e adolescência na roça, onde trabalhava para ajudar seu pai. Com seu pai aprendeu a lutar para ter seu próprio dinheiro e se tornar independente. Com o trabalho não teve chance e nem condições para estudar muito. Fez o curso primário na zona rural da Fazenda Coqueiros. Depois estudou no Colégio São Sebastião até a antiga 4ª serie.

Apesar do seu pouco estudo sempre teve grandes conhecimentos, sendo sempre procurado pelas pessoas humildes e até esclarecidas para acompanhar, desenrolar e orientar pelos mais variados assuntos. Foi um advogado sem diploma, ajudando muitas pessoas.

Aos vinte e um anos casou-se com Alice Bernardo da Rocha, com quem teve seis filhos: Genilda, Ronaldo, Jânio, Vanilda, Ronilda e Vânia.

Sempre trabalhou com o comércio. Teve: bar, restaurante, loja, supermercado, fábrica de artesanato, de calçados, imobiliária, posto de gasolina, abatedouro de frangos, compra e venda de carros (Auto Albena) e por último a Casa Lotérica. Foi proprietário de vários loteamentos, dentre eles: Bairro Kennedy (parte de cima e baixo) e Complexo Humano da Ventania.

Nunca quis participar diretamente da política de Cruzília. Por achar que em política sempre se ganha e perde grandes amigos, ele sempre quis ser amigo de todos. Foi um político com partido próprio (Partido da Amizade), ajudando as pessoas sem interesse e ao término de sua vida, não deixou nada que pudesse tirar o brilhantismo de sua passagem aqui na terra. Viveu sessenta e quatro anos e sete meses. Anos que foram marcados principalmente pela honestidade, sinceridade e humildade.

Esse homem que agora está sendo lembrado por alguns vereadores merece com toda a certeza um destaque maior na história de Cruzília. José Albino da Rocha, sua vida merece grandes páginas. Homem que merece o respeito de todos. Faleceu em 02/10/2000.

 

JOSÉ FRANCISCO MACIEL (ZÉ DA NINA)


              Nasceu em 19/05/1917. Filho do Sr. Sebastião do Justo e D. Ordália. Era casado com a professora Nina. Tiveram dez filhos.

Zé da Nina, como era conhecido, foi um trabalhador simples, honesto e generoso. Doou terras para construir igreja e a escola do Cafundozinho. Era amigo de todos. Sempre disposto a ajudar. Hospedava em sua casa os pedreiros e todos que trabalhavam na construção da igreja. Os sacerdotes que iam celebrar missa e os visitantes sempre foram bem recebidos em sua casa.

Aos sessenta e quatro anos de idade Zé da Nina faleceu. Deixou para a família um exemplo de homem trabalhador, honrado que sempre preferiu o caminho do bem. Deixou muitos amigos e saudade enorme.

 

JOSÉ MAURO PEREIRA RAMIRO

              Escrever de José Mauro Pereira Ramiro significa “ir ao mais profundo da alma”, o que muitas vezes torna-se difícil, por não conseguir alcançar a intensidade desses sentimentos na descrição. Ele viveu sua vida com um amor incondicional, dando um belo exemplo de espiritualidade, com uma sensibilidade inigualável, esbanjando simpatia e brilhando no caminho do bem. Deixou uma lacuna difícil de ser preenchida, mas as raízes dos seus ensinamentos, a força de seu amor, o brilho de sua luminosidade não obscureceu o coração daqueles que com ele conviveram. Tantas palavras a ele atribuídas, sendo que cada um de nós nos encaixamos em uma infinidade delas: ética, moral, conhecimento, humildade, solidariedade, educação,... Os vocábulos inesgotáveis.

Nasceu em Cruzília, no dia 23/03/1962. Filho de Maria das Dores Pereira Ramiro e Antônio Ramiro. Sua avó materna era Maria José Aparecida (Dona Rosa) e o seu avô era João Alves Pereira, família numerosa, muito religiosa. Teve três irmãos: Flávio, Luiz Carlos e Márcia, e seus sobrinhos muito queridos: Sarah, Henrique, Lara, Tamires, Isadora, Anita e Lia. Muito amado pela sua esposa Marilda e seu lindo filho João Luiz.
                Exímio marceneiro seguiu a profissão de São José. Deixou muitas obras. Auxiliou a quem precisasse de seu trabalho atendendo às igrejas, onde também tem seu nome gravado e perpetuado. Deu assistência aos asilos e liderou a Pastoral da Moradia. A religiosidade, a devoção, a palavra do Senhor sempre foram seu porto seguro. São Sebastião, seu protetor, a equipe de N. Senhora e os ensinamentos bíblicos, o seu amparo maior. Participou das celebrações eucarísticas distribuindo a sagrada eucaristia, acompanhava o cortejo processual desfiando as contas do terço.

Muitas realizações, conquistas e conhecimentos repassados. Tantas alegrias e vibrações. Sempre com um sorriso expressado até mesmo no olhar, marca do sentimento humanitário, tão simplesmente neste curto espaço de tempo aqui vivido, apenas quarenta e nove anos de idade.

No dia 08/02/2016 completou três anos de sua ausência, que ainda dói muito. Mas tem-se a certeza que conseguiu fazer o mundo um pouco melhor. Fez a diferença sabendo semear o “jardim das afeições” com as delicadas “flores da atenção e da presença” nos momentos marcantes e decisivos de existência.

Tem com a Câmara Municipal de Cruzília um agradecimento pelo privilégio na escolha do nome de um ente querido da família para perpetuar-se numa das ruas do município amado. A família de José Mauro Pereira Ramiro é eternamente grata pela consideração. Rogai ao Senhor por mais esta graça recebida e que a dor da separação seja substituída pelas lembranças boas. Que seu exemplo seja seguido pelas gerações vindouras e que mesmo não estando presente fisicamente, sua memória continue viva na querida cidade de Cruzília, a que ele tanto amou.

 

JOSÉ PEDRO DE SOUZA

             Nasceu no município de Cruzília. É considerado o primeiro carpinteiro de Cruzília, embora com poucas ferramentas, grande parte feita por ele mesmo. Enfrentou diversas dificuldades da época, tais como transporte e meios de comunicação.

Grande parte dos seus filhos e genros herdou sua profissão. Em tempos futuros tornaram-se excelentes marceneiros. Pouco se sabe sobre a sua vida, mas era homem simples e muito dedicado à família.

Teve sete filhos: Arlindo Rodrigues de Souza, João Pedro Rodrigues de Souza, Pedro Rodrigues de Souza, Fábio Rodrigues de Souza, Leonina Amélia de Souza, Elvira Amélia de Souza e “Sá Cota”. Teve pouca instrução, mas de grande inteligência.

 

JOSÉ PEREIRA DE ANDRADE

              Nasceu em 05/01/1934, na Fazenda Cachoeira. Filho de Edson de Andrade e Ubaldina de Jesus. Tinha um irmão, Guiomar Pereira de Andrade.

Casou-se com Alaíde Nunes de Andrade. Tiveram dez filhos: Zélia, Tereza, Elza, Cláudio, João, Aparecida, Carlos, Francisco, Neuza e Camilo. Teve vinte e oito netos e quatorze bisnetos. Depois de casado morou na Fazenda Cachoeira por mais sete anos. Morou quinze anos na Fazenda Goiabeira e também morou no Sítio Barreiro por oito anos.

Mudou-se para a cidade de Cruzília, onde viveu durante vinte e oito anos, sendo quatorze na cidade. Trabalhou para o Sr. Abílio Inácio, na roça e quatorze anos na antiga chácara do Zé do Quinzinho, na lavoura, onde adquiriu como sua propriedade.

 Viveu quarenta e cinco anos casado com Alaíde Nunes de Andrade. Faleceu aos 71 anos no dia 04/02/2002. 

 

JOSÉ PEREIRA DE ARANTES (ZÉ QUINZINHO)

              Nasceu em 04/07/1930, em Cruzília, quando ainda a cidade começava a nascer. Casado com Ana Aparecida do Amaral, com uma filha (Maria Júlia), ainda viva e outra já falecida. Filho de Júlia Pereira Arantes e Joaquim Ribeiro de Arantes. Tinha nove irmãos (cinco mulheres e quatro homens).

Homem honesto, trabalhador, exerceu suas funções na lavoura, cultivando café por muito tempo, sendo também trabalhador de olaria por muitos anos. Era bom, dedicado, bom pai, caridoso, humilde e de muitos amigos. Pescar era a sua paixão, e contar muitos “causos” para os amigos também o encantava. Gostava da música raiz, de pessoas por perto e todos da cidade o conheciam e com ele simpatizavam. Lutou muito com a vida, enfrentou tempos difíceis e sempre com fé e trabalho, dizia ser a amizade o seu maior tesouro.

Morou cerca de 40 anos em sua chacrinha, que sempre gostou e lá conservou seu sossego, sempre trabalhando. Deixou exemplos de humildade, luta, sofrimento e vitórias, muitas vitórias.

Faleceu em 20/09/07, vítima de problemas cardíacos, deixando muitas saudades, exemplo de dignidade e amor ao próximo.

 

JÚLIA PEREIRA DE ARANTES (SA. JÚLIA)

             Julia Pereira de Arantes, mais conhecida como Sra. Julia. Natural de Cruzília nasceu em 09/10/1911. Era do lar, fazia de tudo. Tinha uma chácara dentro da cidade, a qual era de todos. Sua bondade fazia com que o povo se aproximasse de sua propriedade. Muito carismática e solidária com os mais pobres. É lembrada por todos até hoje. Veio a falecer em 26/03/1996.

 

MARIA JACINTA

Maria Jacinta Ribeiro foi uma pessoa humilde, porem, de grande destaque na antiga Encruzilhada.

O trabalho foi uma constante na sua vida, pois criou seus sete filhos “fabricando” farinha no pequeno moinho que havia no fundo de seu quintal.

Foi casada com Marciano Vindilino de Arantes.

Ficou viúva cedo, com os filhos ainda pequenos: José Ribeiro de Arantes, Avelino José de Arantes, João ferreira de Arantes, Jacinto José Ribeiro, Pedro José De Arantes, Maria de Lourdes Arantes e Ana Isalina de Arantes.

Sendo uma pessoa muito bondosa, todos a chamavam de MADRINHA.

Morreu já bem velha e teve a felicidade de ver a sua quarta geração.

 

PEDRO RODRIGUES DE SOUZA

Pedro Rodrigues de Souza nasceu no dia 04 de outubro de 1928, em Cruzília.

Era casado com Maria Fernandes de Souza. Desta união nasceram muitos filhos: Márcio José, Vanda, Waldo, Emiliana, Dulce, Marcelino (falecido em 1985), Otávio, Acácio e Venâncio Fernandes de Souza.

Era taxista realizava pequenos negócios e tinha muitos amigos por ter uma “boa prosa” e porque entendia de assuntos diversos.

Faleceu no dia 13 de junho de 1982, vitima da violência (assalto) que vem assolando não só as grandes, mas as medias e pequenas cidades.

 

SEBASTIÃO VIDAL DA ROCHA

            Nasceu em Cruzília no dia 17 de Janeiro de 1936. Sebastião, filho de José Alfredo da Rocha e Carmem Dolores Vidal. Foi o terceiro filho do casal de uma família numerosa. Com seus 16 (dezesseis) irmãos sendo eles: Maria, José, Pedro, Benedito, Alfredo, Maria Aparecida, Tarcísio, Maria do Carmo, Maria das Graças, Antônio, Joana Darc, Manoel Raimundo, Francisca Isabel, Vicente Derly, Maria de Lourdes e Claret.

Sebastião foi criado na zona rural, no sítio de seu avô Alfredo Luiz da Rocha. Sítio por nome de Mata Bicho. Logo a família mudou para o sítio Itaqui, também do seu avô. Lá morou muitos anos. A família trabalhava por toda a redondeza do Itaqui. Sebastião e seus irmãos mais velhos nunca foram à escola. Havia uma vizinha que ensinou um pouco.

Sebastião nunca deixou de jogar futebol. Com seus 70 (setenta) anos de idade jogava futebol melhor que muitos jovens. Parou de jogar nos seus últimos meses de vida. Sempre trabalhou na lavoura, tirava formiga e serrava madeira. Quando sua família se mudou para a cidade para que seus irmãos pudessem estudar, eles foram morar na chácara do José Marciano, hoje situada na Vila Magalhães. Sebastião passou a fabricar tijolos e construiu a casa em que a família reside. Ele ainda foi procurador de gado para leilão de São Sebastião e São Camilo. Foi também leiloeiro na cidade e na zona rural e um companheiro firme da Folia de Santo Reis.  

Casou-se com 24 (vinte e quatro) anos com Arlete Maciel da Rocha e tiveram 07 (sete) filhos e 11 (onze) netos. Todo seu tempo de serviço foi na zona rural. Tirava leite, criava galinha e cuidava de seus porquinhos. Ele viveu casado 52 (cinquenta e dois) anos e faleceu em 1º de novembro de 2012.

 

WILSON GOMES DE ARAÚJO

             Nasceu no dia 18/10/1938. Natural de Barra do Piraí. Filho de João Gomes da Silva e Alzira Araújo Gomes. Sua profissão foi montador de automóveis na GM em São José dos Campos – SP. Casou-se com Hebe Pereira de Arantes, natural de Cruzília. Faleceu no dia 15/09/1989.

 

 

  1. RECANTO DAS ROSAS

 

ALZIRA AUGUSTA DE SOUZA

              Filha de Lindolfo Augusto da Silva e Maria de Lourdes Nogueira. Nascida no dia 22 de dezembro de 1924, em Cruzília.

Casou-se com Cornélio Luiz da Rocha. Tiveram dez filhos. Trabalhava em casa e também foi costureira. Morou no Sítio Campo dos Olhos com seu esposo até seu falecimento, no dia 20 de fevereiro de 1986, aos sessenta e um anos de idade.

 

JOAQUIM RODRIGUES DE SOUZA

              Joaquim Rodrigues de Souza, filho de Adolfo Ribeiro da Silva e Brígida F. de Souza, nasceu no dia 04 de janeiro de 1925 em Cruzília.

Casou-se com Maria Maciel de Souza, professora, filha de Francisco Antônio Maciel e Maria Escolástica Maciel. Teve nove filhos: Terezinha, Genoveva, Aloísio, Maria Gorete, Ângela Maria, Mariza, José Dionízio, Silvana e Wanderléa.

“Joaquim Adolfo”, pai dedicado, justo, responsável e amigo de todos. Ele trabalhou na Prefeitura Municipal de Cruzília na conservação das estradas, assim cooperando para o desenvolvimento de sua querida cidade.
               Foi voluntário na escola do Itaqui e colaborou muito ajudando os professores e serviçais. Aos domingos participava das atividades religiosas da comunidade do Itaqui. Era líder e amigo dos filhos que sempre lhe pediram ajuda em seus problemas. Influenciou na educação dos filhos que se dedicaram ao magistério com competência e comprometimento.

Faleceu em Cruzília no dia 07/10/2002 aos 77 anos. Sua morte sempre será chorada pela esposa, filhos e amigos. Sua vida foi simples, mas serviu de grande exemplo para seus filhos pela sua sinceridade, grandeza de alma e amor ao próximo.

 

JOSÉ ANDRADE

              Filho de João Fonseca Andrade e Herculina Maura. Nasceu aos 19 de março de 1927, em Bom Jardim de Minas.

Veio para Minduri onde foi trabalhador rural por 19 (dezenove) anos. Casou-se em 04/12/1949 com a Sra. Irena Maria de Jesus, com a qual teve 12 (doze) filhos e 13 (treze) netos. Seu destino fez com viesse para Cruzília em 1970 onde viveu 31 (trinta e um) anos. Sempre lutando, incansável em suas tarefas, sendo extrator de pedras até os últimos momentos de sua vida, vindo a falecer em 28/11/2001.

Homem religioso e cheio de fé. Lembrar-se do Senhor “Zé Andrade” como era chamado, é simplesmente lembrar-se do homem bom, simples e simpático que passou por este mundo cumprindo sua missão e que deixou uma imensa saudade no coração de sua esposa, filhos, netos e amigos.

 

JOSÉ ANTÔNIO PEREIRA (LOFINHO)

              Nascido em 21/12/1923. Filho de Antônio Alves Pereira e Maria Aparecida Pereira. Serviu ao Exército em Pouso Alegre. Casou-se com Messias Arantes Pereira, com a qual teve doze filhos que são: Marina, Clara, Antônio José, Lucília, Dulce, Marília, João, Angélica, Silvana e Aurélia. Aurélia faleceu com alguns meses de vida. Teve treze netos e cinco bisnetos.

Foi um lavrador que criou seus filhos com dignidade e muito trabalho. Faleceu no dia 23 de fevereiro de 1983, com 59 anos de idade e muita vontade de realizar seus sonhos que ainda eram vistos através de seus olhos e de seus gestos.

Deixou saudades e lições de vida. Dentre elas a de viver com humildade, ser generoso e vencer por nós mesmos sem prejudicar o próximo.

 

JOSÉ JUSCELINO DA SILVA (SR. ZICO)

              Nasceu no dia 15 de julho de 1927. Foi casado com Geralda Luiza da Silva e juntos tiveram 8 (oito) filhos, 4 (quatro) homens e 4 (quatro) mulheres.  Faleceu no dia 03 de junho de 1992. Tem hoje 26 (vinte e seis) netos e 5 (cinco) bisnetos. Trabalhou em São Thomé das Letras (Sobradinho), na extração de pedras e também tinha um bar na Rua Capitão Prudente.

Foi um homem muito querido por todos e gostava de ajudar as pessoas que tinham necessidades. Recebeu o título de Cidadão Honorário Cruziliense. Deixou muitas saudades para os cidadãos cruzilienses.

 

 

MANOEL PEDRO DE CARVALHO (SÔ MANÉ)

              Filho de Joviano de Carvalho e Mariana Cristina de Jesus, com quem teve 17 (dezessete) filhos. Casado com Olívia Moreira de Carvalho.

Sempre trabalhou na Fazenda do Sr. Juca. Morreu em 20 de junho de 1993, com setenta e cinco anos de idade. Deixou dezessete netos e seis bisnetos.

 

MARCIANO AVENDILINO DE ARANTES

              Nasceu no dia 05 de setembro de 1918, em Aiuruoca. Filho de José Pereira Arantes e Teresa Augusta de Souza Arantes.

Era casado com Teresa Ramiro de Arantes e dessa união, nasceram onze filhos: Milton (falecido), Nelson, Oswaldo, Maria das Graças, Teresa, Luis Carlos, Alice, Maria Aparecida, José Paulo, Carla (falecida) e Francisco. Sempre foi um homem do campo, amante da lavoura. Um homem simples, honesto, trabalhador e um grande exemplo como pai. Faleceu no dia 05 de julho de 1994, em Cruzília.

 

 

  • JARDIM IMPERIAL

 

ANA BÁRBARA FURTADO

             Nascida em 04 de dezembro de 1921, em Minduri. Quarta filha do casal José Martiniano Furtado e Maria Furtado de Souza. Anita, como era conhecida, morou em sua terra natal e em Campanha, de onde saiu para se casar com Cyro Furtado Ferreira em 21 de dezembro de 1944, indo residir na Estação da Traituba, de onde vieram, em 1960, para Cruzília.

Teve oito filhos: Otávio, Toninho (falecido), Maria Amélia, Henrique, Fátima, Adriana, Lúcia e Norma, a maior parte deles residente em Cruzília, além de 15 netos e 02 bisnetos. 

           Faleceu em 11 de março de 2002. Foi uma pessoa maravilhosa, batalhadora e desde muito cedo dedicou sua vida à família, ajudando seu pai a criar seus irmãos mais novos. A perda repentina da mãe foi muito marcante.

Morou um tempo na fazenda nos primeiros anos de casada. Como seu marido era motorista e viajava muito a serviço, criou os filhos com todas as dificuldades daquela época. Trabalhava em casa costurando e fazendo doces para ajudar no sustento. Juntamente com seu marido passou para seus oito filhos esse espírito de luta, trabalho, honestidade e dignidade, mesmo diante de tantas dificuldades.

Com seus filhos encaminhados passou a fazer o que mais gostava: viajar e conhecer novos lugares. Aproveitou muito a vida e conheceu quase todo o Brasil. Adorava participar de excursões. A distância da viagem não era empecilho, pois estava sempre disposta e se divertia muito. Gostava de festas, um bom vinho, de dançar e principalmente de ouvir músicas. Foi sempre uma pessoa alegre e rodeada por muitos amigos, querida pelos jovens e pelos mais velhos, dava sempre atenção a todos. Era caridosa, ajudava todo mundo sem distinção. Colaboradora da APAE, do Lar da Criança, do Recanto Ozanan e de qualquer pessoa que lhe batesse à porta.

Com seu jeito simples, mas muito prestativa, conquistou vários afilhados. Foi ótima mãe para seus filhos e “adotou” tantos outros que lhe chamavam carinhosamente de “mãe Nita”.

Recebeu o “Título de Cidadã Cruziliense”, o que a honrou muito, por indicação do Vereador André Luiz Mercier Machado em 19 de dezembro de 1999. Sua morte entristeceu a todos deixando muita saudade.

 

ARGEMIRO FURTADO FERREIRA

             Popularmente conhecido como “Mirinho”. Nascido em 10 de abril de 1918, no município de Cruzília. Foi comerciante por mais de 60 (sessenta anos) em Cruzília. Proprietário da extinta Casa Furtado, juntamente com seus irmãos.

 Foi casado com Orgomita Mesquita (natural de Lavras), com quem teve os filhos: José Danilo (residente em Brasília e um dos sócios do Restaurante Feitiço Mineiro e Gordeixo’s), e Oscar Tadeu (já falecido e que fora casado com Adriana Ferreira Furtado), ambos engenheiros agrônomos; tendo criado ainda Sebastiana Deolinda (Tiana) e a sobrinha Tânia. Casado pela segunda vez com Ordália Maciel, sempre foi presença em ambas as famílias, atento aos filhos, netos, sobrinhos, irmãos, cunhados. Enfim, sempre aquele apoio com quem se podia contar.

              Torcedor do Ipiranga, de Cruzília e do América, do Rio de Janeiro, tinha sempre a palavra certa na hora certa. O bom humor e a “prosa fina” do bom mineiro (exímio contador de casos foi alvo até da atenção do escritor Olavo Romano, que colocou no seu livro “Prosa de Mineiro”, um dos muitos causos contados por ele). A seriedade e a pontualidade no trabalho reservaram espaço em sua vida para a política sendo vereador de 1959 a 1963.

Era dessas pessoas que se pode chamar de “memória viva”, “patrimônio” de nossa cidade, uma pessoa discreta e carismática. Não é de se espantar que o número de afilhados fosse em torno de 300 (trezentos).

Tendo problemas cardíacos faleceu de forma rápida em 13 de maio de 2002. Seu corpo foi velado na Sede da Câmara Municipal de Cruzília. Com certeza seu nome estará para sempre registrado na memória cruziliense.  

 

BENEDITO DE SOUZA ROCHA

             Benedito de Souza Rocha, mais conhecido por Benedito Rocha, nasceu no lugar denominado Limoeiro, no município de Cruzília, em 08 de abril de 1920. Filho de José Souza Rocha e Guilhermina Florença de Jesus.

Ainda criança já ajudava seu pai na lida com os carros de boi. Nessa época exercia o ofício de candeeiro caminhando à frente da boiada, com a tocha acesa na escuridão da noite. Quando moço, passou a trabalhar junto com seu pai exercendo o ofício de carreiro. Trabalhava com seu pai e em toda a vizinhança.

No dia 22 de julho de 1941, com vinte e um anos de idade, casou-se com a Sra. Mariana Luiza Vieira com a qual teve quinze filhos, indo morar no lugar conhecido como Maia, município de Aiuruoca e lá permanecendo durante quinze anos. Trabalhou nesse lugar com a agricultura e com a pecuária.

Voltou a morar no Limoeiro e ali ficou por longos anos para depois se mudar para Cruzília, onde passou a exercer a profissão de castrador e mochador de animais para os fazendeiros, sitiantes e agropecuaristas não só de Cruzília, mas de toda a região, até de outros Estados. Era muito procurado devido a sua vasta experiência nessa atividade.

Além de criar uma família numerosa, juntamente com sua dedicada esposa, D. Mariana, ajudou a criar vários de seus netos, pois sua casa estava sempre aberta para todos que ali chegassem.

Foi um homem muito estimado e respeitado por todos que o conheceram. Homem de muitos amigos, brincalhão e de prosa agradável. Foi um pai exemplar, trabalhador e cumpridor de seus deveres.

Faleceu no dia 15 de julho de 2000 deixando grandes lembranças e muitas saudades em seus familiares e em todo o povo de nossa Terra da Cruz. 

 

CORNÉLIO PEREIRA LIMA

              Filho de Antônio Pereira Lima e Maria Conceição Pereira Lima. Nasceu no dia 3 de setembro de 1907, na Fazenda Olaria onde viveu até 30 de abril de 1939, quando se casou com Maria Conceição Maciel Lima. Após o casamento, passou a residir no Sítio Recreio, onde criou seus nove filhos.

Participava com êxito dos campeonatos de futebol do Sete de Setembro Futebol Clube. Como um cidadão sempre presente, foi candidato a vereador pelo PSD, ficando na suplência.

 Católico fervoroso e muito devoto de N. Sra. Aparecida, sempre participava da Semana Santa e das festas de São Sebastião. Foi procurador de gado para a festa durante muitos anos e desta forma também colaborou para a construção da Escola São Sebastião na época do Monsenhor Augusto Alckmin.

Cidadão fiel e reservado, sempre cumpriu com seus deveres. Faleceu no dia 13 de março de 1993, sepultado nesta mesma cidade onde deixou uma imensa saudade. 

 

ELVIRA NOGUEIRA ROCHA (DONA NINA)

              Nasceu no dia 04 de agosto de 1919, em Aiuruoca. Aos dezoito anos casou-se com José Francisco Maciel e mudou-se para o Cafundozinho, no município de Cruzília, onde, em acordo com o marido, doou terreno para a construção da igreja e da escola. Junto com a comunidade trabalhou muito para arrecadar dinheiro para a construção da igreja.

Dona Nina era alegre, acolhedora e sempre hospitaleira. Hospedava em sua casa os operários e todos que trabalhavam na construção da igreja. Os sacerdotes que iam celebrar a missa e os viajantes também sempre foram bem recebidos. Por muitos anos cuidou da igreja, deixando-a sempre limpa, organizada e acolhedora. Na sua casa também foram ministradas aulas até a construção do prédio escolar.

Era uma mulher batalhadora e incansável. Nasceu com a vocação de ser esposa, mãe e professora. Lecionou por trinta anos. Teve dez filhos, dezenove netos e vinte e cinco bisnetos. Era uma pessoa humilde, religiosa, sempre disposta a ajudar e incapaz de maltratar alguém. Aos oitenta e oito anos de idade, no dia 28 de maio de 2008, Nina completou sua missão na Terra, mas deixou lição de vida e amor incondicional.

 

Fernando Furtado Lima

Nascido em Cruzília no dia 23 de março de 1940. Filho do senhor Ciro Pereira Lima e da senhora Edite Furtado Lima, foi o 4º dentre os sete filhos do casal. Passou sua infância na fazenda Recreio e estudou no Ginásio Paroquial São Sebastião, atual Escola Estadual São Sebastião.

Casou-se com a senhora Arlete de Oliveira Maciel Lima com quem teve uma filha: Fernanda Maciel Lima, hoje médica endocrinologista que trabalha no PSF do Bairro Olaria e em seu próprio consultório no município de Cruzília, onde presta serviços à população.

Fernando foi um bom filho, irmão, marido e ótimo pai. Era um homem humilde, trabalhador, honesto e religioso. Sempre muito caridoso, gostava de ajudar as pessoas e as entidades. Era alegre e apreciava uma boa música, tinha como esporte preferido o futebol.

Em sua vida exerceu algumas profissões como caminhoneiro, comerciante e sitiante. Aos sessenta e sete anos de idade, portador de artrite reumatóide, veio a falecer em 31/10/2007 após longos anos de tratamento.

Fernando Furtado Lima, homem correto e simples, deixou para nós, seus familiares e amigos um legado de bondade e de integridade.

 

JOSÉ SEBASTIÃO NUNES MACIEL (JUCA MACIEL)

José Sebastião Nunes Maciel nasceu no dia 04 de janeiro de 1910, na “Casa Velha”, no Distrito de São Sebastião da Encruzilhada. Filho caçula de Cel. Cornélio Pereira Maciel, de quem herdou o amor à terra natal, e de D. Leonina Vilela Nunes, de quem herdou o senso de ordem e equilíbrio.

 Juca Maciel como era mais conhecido, foi um farmacêutico dedicado e durante muitos anos em que trabalhou na farmácia São Sebastião, fundada em 1932, angariou inúmeros e leais amigos. Foi também professor do antigo Colégio Paroquial São Sebastião.  Foi Vereador, Juiz de Paz, Presidente e Tesoureiro do Sete de Setembro Futebol Clube e Tesoureiro do Clube Recreativo Encruzilhadense. Em todas as funções exercidas ele demonstrou muita responsabilidade, pontualidade e seriedade. Sempre preocupado com o bem-estar da população.

Juca dedicou boa parte de sua vida ao Cine Vitória, sendo seu proprietário em parceria com o Sr. Paulo Arantes. Foi casado com D. Nicota Junqueira Maciel, com quem teve treze filhos que. Direta ou indiretamente contribuíram para o desenvolvimento de Cruzília. Sr. Juca foi um exemplo de cidadão profissional, amigo, esposo, pai e avô durante os oitenta e oito anos em que viveu.

Faleceu em 05 de julho de 1998, deixando esposa, filhos, netos e bisnetos, além de muitos afilhados e amigos. Juca “combateu o bom combate. Terminou sua carreira e guardou sua fé”.

 

MARIA DALVA FURTADO MEIRELLES

             Nascida em 04 de março de 1934, em Minduri. Filha caçula de José Martiniano Furtado e Maria Furtado de Souza. Com apenas dois anos de idade perdeu a mãe, tendo sido criada pelos pais e pelas irmãs mais velhas: Ana Barbara (Anita) e Maria Amélia, sendo que esta última faleceu deixando a irmã caçula com 12 (doze) anos.

Desde criança recebeu o apelido de “Maroquinha”. Viveu em sua terra natal até os cinco anos de idade, mudando-se para Campanha, cidade natal de seu pai, morando na Fazenda do Jardim (de sua avó paterna) e depois com sua avó, na cidade onde estudou o primário na Escola Santa Terezinha.

Quando seu pai adoeceu, nos anos 50, veio com ele morar a irmã Anita, já casada com Cyro Furtado Ferreira, na Estação de Traituba. Em 1960, mudaram-se para Cruzília (o pai já falecido). Aqui começou a trabalhar na catequese paroquial e em vários outros movimentos como organização da “Cruzada Eucarística” e das Coroações de Nossa Senhora. O trabalho da catequese já era desenvolvido desde os tempos em que morava na Estação de Traituba.

Habilidosa, trabalhava como costureira e depois como secretária no Escritório de Contabilidade do Sr. Fernando Maciel Pereira, isso até se casar em 17 de outubro de 1964, com Joaquim Elói dos Santos Meirelles, indo residir na Fazenda Patrimônio, nos primeiros meses de casamento.

Teve três filhos: o advogado Davi Furtado Meirelles, residente em São Bernardo do Campo (chefe do Departamento Jurídico do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), a professora Brígida Furtado Meirelles, residente em Cruzília (professora de História da E. E. São Sebastião) e o técnico em laticínios Elias Furtado Meirelles, residente em Ritápolis (funcionário do Laticínios Boa Nata de São Tiago - MG) e um neto, Guilherme, filho de Davi, residente em Juiz de Fora.

 Em 27 de dezembro de 1995 recebeu o Título de Cidadã Honorária de Cruzília”, concedido pela então Vereadora Nadia Junqueira Maciel Ferreira.

             Faleceu repentinamente, após um exame do coração em São Paulo, no dia 14 de maio de 2001, deixando profunda saudade em seus familiares, amigos e todos que conheceram e puderam conviver com esta pessoa tão generosa, discreta e sempre pronta a servir a quem precisasse.   

 

MARIANA FRANCISCA DE SOUZA

              Em 03 de dezembro de 1875, nasceu a Sra. Mariana Francisca de Souza, que ainda menina moça, casou-se com Sr. José Pedro de Souza, nascido em 01 de junho de 1878, nesta cidade de Cruzília, Minas Gerais.

Ele, seu esposo, era um excelente carpinteiro, exercendo sua profissão no porão de sua residência à Rua dos Caprichos, hoje, Rua Cristiano Meirelles. Ensinou vários cruzilienses, dentre eles o Sr. Nestor Arantes, o qual passou seus ensinamentos de carpintaria para o Sr. Pedrinho Arantes e Sebastião Arantes. Então foi realmente o Sr. José Pedro, professor de carpintaria de Cruzília, fabricava carros de boi, carroças, monjolos, e assentou vários engenhos e moinhos para a comunidade rural da região.

Sr. José Pedro sempre cercado por ótimas amizades, pessoas ilustres e cristãs como: Pedro Ferreira de Souza, Antônio Furtado, Cel. Cornélio Maciel, Sr. José Capitão. Gostava de ler, saber das notícias do Brasil e do mundo. Foi uma pessoa inteligente e conversava assuntos elevados.

Sua esposa, Sra. Mariana Francisca de Souza criou sete filhos e vários netos, dentre os filhos: Pedro, João Pedro, Arlindo, Fábio, Elvira Amélia, Leonina e Maria. Sra. Mariana, muito católica, nada a impedia de ir à missa e obrigava filhos e netos a cumprir os preceitos cristãos. Era caridosa, ótima vizinha, ajudava e acudia a todos com carinho, principalmente os doentes com remédios, chás e outros cuidados. Muito exigente e amorosa com os filhos e netos, gostava muita da Cecília, filha do Sr. Pedrinho, que estudava em Baependi no colégio das freiras. Quando sentia sua falta dizia: “Chega de estudar, para que estudar tanto, ela não vai ser bispo.”.

Sr. José Pedro e Sra. Mariana foram um casal exemplar que vieram de uma raiz digna e de respeito. Ele, homem honesto, exigente, bravo de descendência portuguesa. Primo do Dr. Dantas Motta, advogado famoso da cidade de Aiuruoca. Sr. José Pedro morreu em 22 de setembro de 1855 em Cruzília. Sra. Mariana morreu em 25 de setembro de 1953 em Cruzília também.

 

MILTON PEREIRA DE SOUZA (SÔ MILTON DENTISTA)

              Nasceu no dia 30 de julho de 1926, no município de Carvalhos – MG. Filho de Antônio Francisco de Souza e de D. Laura Pereira de Carvalho. Passou toda a sua infância e sua adolescência na mesma cidade. Já na fase adulta trabalhou em Angra dos Reis – RJ, em uma empresa de transportes e após algum tempo retornou para Minas Gerais, na cidade de Aiuruoca, onde realizou um concurso público, sendo aprovado para o cargo de guarda-fios, no departamento de Correios e de Telégrafos, fazendo a linha na zona rural percorrendo a pé nas áreas na qual pertencia a cidade de Aiuruoca.

Casou-se em 13 de novembro de 1948 com Maria dos Passos Vilela de Souza (Passinha) e dessa união vieram três filhos: José Milton, Antônio Pádua e Maria Goretti. Após algum tempo residindo com sua família em Aiuruoca, mudaram-se todos para a cidade de Cruzília em novembro de 1964, sendo transferido para o departamento de Correios e Telégrafos da mesma.

Paralelamente ao trabalho nos Correios, exerceu a profissão de protético, recebendo sua habilitação em 26 de junho de 1968. Trabalhou com muito entusiasmo, carinho e dedicação fazendo com que as pessoas se sentissem mais felizes. Com o passar dos tempos separou de sua esposa e construiu outra família e desta união tiveram: Luciana, Carlos Magno, Marcelo, Márcio e Marcela.

Foi Juiz de Menor no período de 1981 a 1987. Recebeu o Título de Cidadão Honorário da Prefeitura de Cruzília em 16 de dezembro de 1985. Faleceu aos 27 de agosto de 2005 na cidade de Cruzília. 

 

SEBASTIÃO DOMINGUES MACIEL

              Nasceu no dia 20 de janeiro de 1891, em Cruzília. Filho de Justo Maciel, por isto conhecido por Sebastião do Justo. Com Ordália Orozina da Silva, sua esposa, se dispôs a construir uma família numerosa e unidos compartilharam alegrias e tristezas.

Sempre ancorados na fé e devoção à N. Sra. Aparecida, lutaram juntos, superaram dificuldades e criaram seus nove filhos: José da Nina, Maria, Cassiano, Dedé, Isaura, Joaquim do Maia, Luís, Justo e Ordália. Deixou a sua prole o exemplo de pessoa do bem, honesta e batalhadora, sempre dedicado ao lar e aos amigos.

As recordações que deixou aos seus familiares permanecerão para sempre em seus corações. Cumpriu com seriedade e responsabilidade o mandato de Vereador na 3ª Legislatura eleita em 15 de novembro de 1954 com mandato até 31/01/1959, e na 5ª legislatura de 1963 a 1967, demonstrando grande respeito por todos, sempre semeando bondade, alegria e amor ao trabalho.

Foi líder político no Cafundozinho, muito querido e respeitado por todos. A pedido do Dr. José Maciel ele conseguiu lá os votos de todos os eleitores que na ocasião, somavam noventa e dois para determinado candidato.

Faleceu em 08 de novembro de 1998 aos 107 (cento e sete) anos e oito meses de idade deixando um legado de trabalho, responsabilidade, honestidade e respeito que sempre foram constantes em seus relacionamentos. Ele sempre será lembrado como cidadão honrado e de uma grandeza particular: “a humildade”.

 

VICENTE BELMIRO DA SILVA (JOSÉ BELMIRO)

             José Belmiro nasceu em Cruzília, em 17 de maio de 1914. Era filho do conceituado comerciante Belmiro Augusto de Lima em primeiras núpcias com Martimiana Luiza de Jesus.


             Casou-se com Geralda Zeferina Alves, Laiá, em 25 de julho de 1936. Tiveram os filhos: Maria Aparecida, Maria de Lourdes, Ecléia, José Vicente, Fernando, Vera Lúcia, José Jorge e Galvão.

              Sua instrução não passou do curso primário feito com o professor Bernardino Martins Pereira. Apesar da pouca escolaridade a “escola da vida” fez dele um exímio negociante de gado e adestrador da raça Mangalarga Marchador que engrandece o nome de Cruzília. Cavalgou com orgulho o campeão dos campeões “Sargento” da linhagem J. B. de propriedade do Sr. Urbano de Andrade Reis.

Em 1947 suas qualificações levaram-no a administrar a Fazenda da Herdade em Juiz de Fora – MG, propriedade do Sr. José de Andrade dos Reis, Dié, casado com Maria do Carmo Junqueira Reis. Foi aí em 1949 que nasceu a filha Vera Lúcia.

Em 1950 sua esposa Laiá, que sempre lutou ao seu lado buscando melhores situações para seus filhos, exigiu que voltassem para Cruzília devido à dificuldade de acesso à escola na fazenda. Viajou levando boiadas para outras paragens buscando assim o pão de cada dia.

Foi defensor ferrenho da camisa auriverde fazendo parte do time setembrino e do Conselho. Soube conciliar paixão pelo Sete de Setembro com os amigos do Ipiranga: Sr. Mirinho, Sr. Jaime, Sr. José Quirino e outros.

Foi um homem enérgico, de riso franco, parcimonioso nas palavras e nos costumes familiares. Legou a seus filhos a honradez do trabalho, o espírito de humildade e o sentido de família. Como todo bom agricultor cruziliense, devotou a sua fé a São Sebastião, padroeiro da cidade de Cruzília.

Na Terra da Cruz faleceu Zé Belmiro em 24 de abril de 1979.

 

 

  • SANTA BÁRBARA

 

ANTÔNIO FRANCISCO MACIEL

              Nasceu em 04 de janeiro de 1924, no município de Cruzília, na zona rural, denominado Estreito. Filho de Justo Francisco Maciel e de Ana Delfina Maciel. Em 1943 serviu ao Exército em Três Corações, na ESA. Casou-se em 1946 com Laura Vieira Maciel e tiveram oito filhos: Eunícia, Benigno, Agnaldo, Agnélio, Fátima, Domingo Lúcio, Lucília e Aladel.

Sempre morou na zona rural e gostava de carrear. Tinha um carro de boi e gostava de amansar garrotes para vender. Trabalhou na Fazenda Carrascal na Bela Cruz serrando madeira por cinco anos na fazenda do Dr. José. Ajudou na construção da Igreja do Cafundozinho. Participava dos mutirões, puxava em seu carro de boi a água e o tijolo para construção da Igreja N. Sra. Aparecida. Trabalhou para o Sr. Paulo Roberto de Almeida fazendo carvão por um bom tempo. Faleceu em 1996, aos setenta e dois anos de idade. 

 

FRANCINO BATISTA DE ALMEIDA NETO

              Nasceu em 10 de junho de 1919, no município de Santa Bárbara do Monte Verde, Minas Gerais. Filho de Manoel Batista de Almeida e Arlinda Gouvêa de Almeida.

Quando solteiro, trabalhava com seu pai comprando gado na região de Bambuí e também em outras regiões. Levavam gado para o Matadouro da Penha, no Rio de Janeiro. No total eram vinte e seis dias de marcha.
                Casou-se com Maria das Dores Rodrigues de Almeida (Dorita), no dia 04 de setembro de 1940. Mudou-se para Cruzília em 1956 com sua mulher e seus três filhos: Antônio Carlos, Silvio césar e Paulo Roberto. Neste mesmo ano em Cruzília nasceu mais uma filha do casal, Maristela, que veio a falecer em 1962.

Era reconhecido como “Nininho boiadeiro”, profissão que exerceu durante muitos anos. Foi vereador por três mandatos: de 1967 a 1970, de 1971 a 1973 e de 1973 a 1977, sendo no 1º o mais votado, com 21% dos votos válidos. Faleceu em 04 de fevereiro de 2000.

 

JOÃO FRANCISCO DE SOUZA (JOÃO COTA)

              Nasceu em 27 de dezembro de 1927, no município de Cruzília. Filho de Antônio Jacinto Ribeiro e Maria Inácia de Jesus. Sua mãe era conhecida como “Sá Cota” daí seu apelido, João Cota.

Homem honesto, bondoso, amigo e muito trabalhador. Foi alfaiate, barbeiro, garçom e em 1948 tirou sua carteira profissional de motorista, sendo um dos primeiros taxistas de Cruzília. Contava com saudades dos tempos antigos, que com seu “Fordinho” ia para as fazendas levar o padre, os médicos, ajudando fazer partos, socorrer os enfermos, alguns infelizmente morriam no caminho. Muitas vezes dormia nas estradas.
                 Em 13 de maio de 1951 casou-se com Maria Inácia de Andrade Paiva, mudando para Sobradinho, município de São Thomé das Letras, tornando-se agricultor, mas sempre com sua residência em Cruzília. Dessa união que durou 53 anos, nasceram quatorze filhos e criaram uma menina até se casar. Criou seus filhos com muito sacrifício, nunca deixando faltar nada, sempre bondoso, trabalhador, bom esposo e pai exemplar.

Com seus filhos crescidos sem opção de estudo e emprego em Cruzília, mudou-se para Varginha em busca de melhores condições de vida, arrendando então suas terras. Em sua casa de Varginha sempre recebeu os seus conterrâneos com muito carinho e disponibilidade, tanto para tratamento médico ou para orientar na busca de empregos.

Com o passar dos anos retorna as suas terras em São Thomé das Letras, onde é recebido com imensa alegria. Em sua casa, Fazenda da Serra, ponto de parada de todos os veículos quebrados, socorrendo alguém que passava mal, sempre com café, almoço e se necessário, até pernoite. Nunca ninguém saiu de sua casa sem ser atendido. Seu lema era que “a única coisa que a gente leva dessa vida é amizade”. No dia 05 de setembro de 2005 veio a falecer devido a um câncer pulmonar. Viveu e morreu assim, entre amigos, que até hoje muitos se emocionam ao falar de sua pessoa.

 

JOSÉ MOREIRA DE ALMEIDA

              Nasceu em 29 de março de 1929, em São José dos Lopes (Lima Duarte - MG), mas foi registrado como natural de Conceição de Ibitipoca.

Quando adolescente, trabalhava numa pequena fábrica de queijos de um conhecido coronel da cidade. Desde a época tinha em mente uma ideia fixa, uma vida melhor para ele e para sua família. Sonhava em ir para São Paulo e montar seu próprio negócio. O salário que recebia era quase todo destinado à ajuda nas despesas familiares, mas uma pequena parte guardava para concretizar seu sonho.

No ano de 1948, com 19 anos de idade, juntou todas as suas economias, comprou uma mala e uma passagem de trem de Lima Duarte para São Paulo, despediu-se da família e embarcou nessa aventura.

Chegando a São Paulo, foi acolhido pelo tio Toninho Giffoni, que lhe deu um emprego de balconista, num empório no Mercado Municipal de São Paulo. Continuou com suas economias e em um curto prazo conseguiu montar seu tão sonhado “próprio negócio”. Adquiriu uma prateleira de revistas de banca de jornal e a colocou numa parede estratégica do Mercado, utilizando-a para dispor os seus queijos que comprava de um atacadista local. Assim nascia a empresa que no futuro se transformaria na Laticínios Cruzília. Foram tempos difíceis. Sem capital para tocar seu negócio, mas a sua dedicação e empenho resultaram no inevitável: adquiriu uma pequena banca que posteriormente emendou em outra e mais outra. A sua pequena empresa foi crescendo pouco a pouco e assim pôde trazer seus pais e irmãos para junto dele.

No final dos anos 80, já casado com Dona Dione e com quatro filhos: José Paulo, Sérgio, Kátia e Carlos, adquiriu uma fazenda na cidade de Cruzília, iniciando uma atividade leiteira para sua recém-inaugurada e pequena fábrica de queijos. Com auxilio da esposa e dos filhos, sua fabriqueta transformou-se em uma notável empresa de referências em queijos especiais em todo o Brasil, Laticínios Cruzília. O Sr. José Moreira ficou à frente dos negócios ainda por muitos anos e faleceu em 06 de dezembro de 2009.

Toda família, colaboradores da empresa, amigos e companheiros, têm orgulho de terem convivido com o tão generoso e especial ser humano que foi e será sempre eternizado em memórias. Quem conheceu o Sr. José Moreira é sabedor de que ele obtinha um amplo senso de justiça, paridade e equilíbrio. Conseguiu soluções simples em casos complexos. Foi paciente, tolerante, mas exigente. Bom, mas não ingênuo. Reconheceu mais o valor das pessoas do que seu sucesso. Caridoso, sempre amigo, de bem com a vida, amava e era amado por todos. Sempre tinha algo a ensinar. Um verdadeiro homem sábio. 

 

JOSÉ VIDAL DA ROCHA (JOSÉ ALFREDO)

              Nasceu em 21/06/1934, no município de Cruzília. Conhecido como José Alfredo. Filho de José Alfredo da Rocha e Carmem Dolores Vidal da Rocha. José Alfredo era neto de italianos e Carmem Dolores Vidal era filha do Sr. Manoel espanhol. Teve mais 16 (dezesseis) irmãos, vindo de uma família unida e animada. Casou-se com Clarice dos Santos Meireles da Rocha, em 1973. Tiveram dois filhos: Antônio de Pádua Meireles Rocha e Plínio Meireles da Rocha e um neto João Pedro do Prado Meireles Rocha.

Exerceu as profissões de pecuarista e agricultor. Foi candidato a Vereador e eleito duas vezes para a Câmara Municipal de Cruzília, nos anos de 1973 a 1977 e de 1977 a 1983, trabalhando e colaborando na construção de pontes e estradas na zona rural.

Gostava de jogar futebol nos times do Tião Alfredo, Sr. Hélio Meireles e Sr. Joaquim Elói Meireles. Permaneceu jogando no campo do Derly Vicente até o final de sua vida. Faleceu em 04/08/2011 aos setenta e sete anos de idade.

 

LUIZ RODRIGUES DE SOUZA

              Mais conhecido como “Sô Lulu”, nasceu em 20 de fevereiro de 1929, no município de Cruzília e faleceu no dia 16 de outubro de 2013, nesta mesma cidade. Filho de José Marciano de Arantes, “Zé capoeira” e Elvira Amélia de Souza, “Sá Elvira”, tendo como irmãos: José André de Souza Arantes (Capoeirinha), Geraldo José de Arantes (Ladinho), Celso de Souza Arantes e Rubens de Souza Arantes e também as irmãs: Amélia de Souza Arantes (Dica), Marta de Souza Arantes e Dagmar de Souza Arantes.

Foi casado com Maria José Martins de Souza (D. Zezé), filha de Oscar Urias Pereira (Sô Oscar) e de Maria Carolina Ferreira Martins (Sá Mariquinha), com quem teve cinco filhos: José Oscar de Souza (Tiósca), Luiz Carlos Martins de Souza, Sônia Maria Martins de Souza, Mário Lúcio Martins de Souza (Tarreco) e Sílvio Cezar Martins de Souza. Teve ainda adotado e criado como filho o José Sueli de Andrade (Cigano) e em outro relacionamento Maria Rita e José Maria.

Trabalhou como carreiro e na fabricação de tijolos e telhas nas mais diversas fazendas da região. No início da década de 60, fundou uma sociedade com seu irmão Rubens: o Armazém Bar e Sorveteria Sete Ouros, na Rua Juscelino K. de Oliveira, Brejinho, sendo um dos pioneiros na fabricação de picolés em Cruzília. Construiu nesta época muitas casas, as quais financiavam para as famílias com poucos recursos.

No ano de 1975, mudou-se com a família para Lins - SP, onde trabalhou como administrador na Fazenda São Pedro, Estação Monlevade e na Fazenda Vista Alegre, de propriedade de Waldir Junqueira de Andrade. Morou por menos de um ano em Lorena - SP. No ano de 1980 retornou para Cruzília vindo a se estabelecer no Brejinho tendo adquirido uma maquina para produção de picolés.

Teve pouca instrução escolar devido às adversidades da época, mas tinha muitas habilidades e um caráter exemplar. Foi um homem honesto e de bom coração, tendo certa vez doado uma casa para um casal com dois filhos deficientes. Foi doador do terreno onde é hoje a E. E. D. Benvinda Imaculada Conceição.

Possuía mais de seiscentos compadres e foi padrinho de casamento de mais umas centenas de amigos. As crianças o admiravam e respeitavam, muitos vendiam seus picolés em pequenas caixas e os que sobravam eram doados aos pequenos que passavam e não tinham dinheiro para comprar. Tinha muito amor com os animais e não aceitava que os maltratassem. Foi Vereador em Cruzília de 1973 a 1977, tendo sido o segundo mais votado.  

 

MARIA INÊS VILELA BARROS

              Nasceu em 1939, na cidade de Serranos, mas adotou Cruzília como se fosse sua pátria natal. Casou-se com Anésio Martins de Barros no ano de 1960. Foi feliz como esposa e fez feliz seu companheiro. Tornou-se mãe de cinco filhos: Liliane, Suzana, Soraya, Juliana e Rodrigo e avó de nove netos.
              Genitora abnegada, trabalhadora, mulher corajosa e guerreira, não conhecia o significado do verbo descansar. Quase sempre o dia ainda não havia raiado e Inês já estava focada no trabalho. Seu dinamismo e energia eram fabulosos.

Foi professora durante vinte e cinco anos, ensinou com amor o alfabeto aos pequenos. Fez amizades junto aos alunos, seus pais e companheiros de escola, até aposentar-se pela E. E. Monsenhor João Câncio.

Elegeu-se vereadora pela 1ª vez em 1989 com grande margem de votos e foi reeleita por mais 16 anos. Como representante da mulher na política, fez um trabalho diferenciado na Câmara Municipal de Cruzília, pois seus olhos e seu coração estiveram voltados, em primeiro lugar, para o povo carente, em benefício da classe que necessitava urgente de vez e de voz. Fazendo assim um trabalho frente ao INPS, de aposentadorias aos mais velhos e carentes, jamais visto até então.

Através do brilhante trabalho exercido foi eleita a primeira vereadora a receber o Título de Honra ao Mérito do 3º milênio, por ter sido eleita para a primeira legislatura das eleições municipais.

Gostava de cavalgar. Seu amor pelos cavalos era admirável. Passou aos familiares o prazer de estar sobre uma sela e cavalgar, recebendo no rosto as rajadas do vento. Deixou para sua família e para Cruzília grandes lições de vida e exemplo de mulher batalhadora e simples. Ajudou a escrever com brilhantismo a história da terra da Cruz, através de sua missão como professora, vereadora e cidadã.

Veio a falecer no dia 25 de agosto de 2013, deixando muita saudade a seus eleitores e familiares.

 

VICENTE DE SOUZA PINTO

              Nasceu em 31/01/1946 na região Itaqui, no município de Cruzília. Passou sua infância na zona rural. Morava com seus pais: Rita Carolina de Souza e João de Souza Pinto e seus quatorze irmãos. Conheceu Maria de Lourdes Maciel, nascida em 16/04/1950, filha de Maria Ribeiro Maciel e Sebastião Francisco Maciel, que também morava com seus pais e seus oito irmãos na zona rural Itaqui. Casou-se com ela em 04/04/1970 e tiveram três filhos: Ivair Maciel Pinto, Ivanil Maciel Pinto e Ivânia Rodrigues Pinto.

Continuou morando na zona rural com filhos e esposa por mais um bom tempo. Vicente gostava muito de jogar futebol com os amigos na zona rural e lá onde morava tinha uma venda em que trabalhava junto com sua esposa para a sobrevivência da família. Passado alguns anos, mudaram-se para a cidade de Cruzília e nesta cidade casou seus filhos e tiveram quatro netos.

Entrou na Prefeitura trabalhando como cargo de confiança nas estradas. Candidatou-se a vereador em 1988 e foi eleito, ficando na administração de 1989 a 1992. Vicente de Souza Pinto ficou viúvo em 2010 de Maria de Lourdes Maciel Pinto que faleceu em 29/09/2010, deixando seu esposo já doente, filhos e netos. Ele ficou viúvo por mais ou menos três anos, seis meses e doze dias devido aos seus problemas de saúde.

Lutou contra o câncer no canal do reto por oito anos. Foi curado, mas depois teve outros problemas de saúde. Apareceu um tumor na cabeça e teve que ser operado pela segunda vez, mas não resistiu. Sobreviveu por apenas três meses e após a segunda cirurgia veio a falecer em 10/04/2014.

Vicente foi um homem simples, humilde, guerreiro e alegre. Gostava muito de contar histórias do passado. Hoje descansa na glória do Pai.

 

 

  • LOTEAMENTO ENCRUZILHADA

 

JOSÉ VIEIRA SOBRINHO (JUCA VIEIRA)

Nasceu em 1º de maio de 1910 no município de Cruzília (Cachoeirinha).

Em 1927 casou-se com Rita Virgínia de Jesus e ficou casado 42 anos. Teve 16 filhos, sendo 10 mulheres e 6 homens; 73 netos, 65 bisnetos e 32 tataranetos.

Foi fazendeiro, criador de gado, carneiro e tudo mais que existe em uma fazenda. Foi também lavrador, carpinteiro e oleiro.

Contribuiu com tijolos para a Igreja Matriz e hospital e doou um terreno para uma escola na Cachoeirinha. Foi Vereador. Carnavalesco da escola Arco-Íris, amava de paixão um carnaval. Foi setembrino e tinha um time de futebol na Cachoeirinha que foi campeão várias vezes. Teve um barzinho onde todos se reuniam por causa de seus “tira-gostos”, era jogador de truco e seus amigos mais velhos se reuniam no quintal de sua casa para jogarem.

Faleceu no dia 10/10/1990 deixando muita saudade a todos os familiares e amigos.

 

LAUDELINA DE JESUS DA SILVA (LÓDIA)

Nasceu em 03 de maio de 1905 na cidade de Bom Jardim de Minas. Filha de Augusto Rosa da Silva e Firmina de Jesus da Silva.

Em 1940, Lódia foi morar e trabalhar na casa do Sr. Nininho e Dona Dorita em Bom Jardim de Minas. Em pouco tempo mudaram-se para Lavras na zona rural em um lugar denominado Gato Preto. Em 1949 ajudou a realizar o parto do Paulinho enquanto a parteira não chegava. No ano de 1956, a família do Sr. Nininho e Lódia se mudaram para Cruzília, cidade onde Lódia viveu até sua morte em 10/06/1985 e a mesma onde foi sepultada.

Lódia foi muito amada por todos, principalmente pela família do Sr. Nininho, pois foi mãe de criação dos filhos de Dona Dorita e viveu com eles durante 45 anos. Ela também era uma ótima cozinheira e gostava muito dos bailes da época.

 

  1. CONJUNTO HABITACIONAL CAMPO DE AVIAÇÃO

 

ANTÔNIO RIBEIRO DA SILVA

              Filho de Francisco José Ribeiro e Flauzina Maria de Lima. Nasceu em 13 de setembro de 1900. Casou-se com Ana Magalhães Ribeiro e teve oito filhos: Maria, Cecília, Terezinha, Hélio, Neida, José, Wilson e Diler.

Foi o antigo barbeiro da Encruzilhada e com esta profissão sustentou sua família. Como músico nato que era, por toda a sua juventude e vida adulta, tocou na saudosa banda de Cruzília.

Morreu em 18 de Junho de 1983 aos oitenta e três anos em uma morte rápida e silenciosa (como fora a sua vida), deixando a todos o exemplo de um homem honesto, simples e trabalhador.

 

IVAN ARANTES RIBEIRO

Nasceu no dia 9 de março de 1945, na Chácara de seus avós maternos, Sr. José Ribeiro de Arantes e D. Maria Amélia de Souza. Filho primogênito do Sr. José Inácio Ribeiro (Sô Zico) e D. Maria Izabel de Arantes (Belinha). Teve uma infância conturbada, o pai sempre fora de casa e a mãe com sérios problemas de saúde. Ainda criança ajudava a cuidar de seus três irmãos. Após sucessivas internações da mãe, foi viver com seus avós e depois da morte de ambos, passou a morar com o pai. A convivência entre os dois era complicada e a partir disso foi morar com os tios maternos “Pepedo” e “Gaída”.

 Com doze anos de idade já trabalhava no açougue do Sr. Antônio de Pádua Souza Meirelles (Totonho Laranjeira). Aos dezoito anos serviu ao Exército por um ano na cidade de Itajubá.

Em 07 de maio de 1966 casou-se com Maria José Barbosa de Souza, com quem teve seus três filhos, Andréia, Robert e Daniela. Como boiadeiro passava viajando e negociando, foi procurador de gado contribuindo para a construção do atual Hospital Dr. Cândido Junqueira e também para os leilões de São Sebastião.

Em 1968 mudou-se juntamente com sua família para a Fazenda da Floresta (Luminárias) e durante dois anos foi administrador do Sr. Aníbal Junqueira. Após estes dois ano retornou a Cruzília e em sociedade com o Sr. Pedro José Pereira (Pedrinho as Salete) montou seu primeiro açougue na Rua Capitão Prudente (atual açougue do Acir). Alguns anos depois já com a sociedade desfeita e com outro açougue na Rua Cel. Serafim (atual açougue do Geraldo), administrava ambos.

Em 1976 descobriu que estava com problemas cardíacos e que necessitava de uma cirurgia, mas esta não foi feita por vontade própria. Por conta da doença abandonou os negócios, fechou os açougues e ficou algum tempo sem trabalhar, mas pouco tempo depois retomou à sociedade com seu antigo sócio (Pedrinho) e voltou a negociar e cuidar do seu gado. Em 1983 foi candidato a vereador pelo PDT (Partido Democrata Trabalhista), mas ficou na suplência.

No final da década de 1980, montou outro açougue na Rua Capitão Pinto e administrou até o ano de 2003. Em novembro de 2002, já bastante doente, teve de fazer uma cirurgia do coração, esta marcada há 26 anos. Mas pouco adiantou e em 2004 se submeteu a mais duas operações, também do coração e trocou três vezes o “Marca Passo”. Faleceu em 21 de julho de 2007, com uma parada cardiorrespiratória.

 Querido por todos os seus familiares e amigos, foi e sempre será exemplo de honestidade. 

 

SEBASTIÃO MOREIRA

              Nasceu em São Vicente de Minas no dia 02 de outubro de 1923, onde passou sua infância. Aos oito anos de idade mudou-se para a Fazenda Monteiro, município de Aiuruoca - MG. Mais tarde mudou-se para Cruzília. 

Casou-se com Alzira Cândida de Assis, com quem teve onze filhos, sendo dois homens e nove mulheres. Trabalhou como lavrador e carreiro na Fazenda São Sebastião e São José. Seu hobby era caçar.

Faleceu no dia 24 de janeiro de 2007 na cidade de Cruzília.

 

  • LOTEAMENTO J. K.

 

JOSÉ MARCIANO DE SOUZA (CHANICO)

Nascido no dia 12/02/1924, em Cruzília. Filho de Marciano Rosa Pereira Filho e Maria Clementina de Souza. Por muitos anos foi lavrador da Serra, hoje Distrito de Sobradinho. Casou-se em 27/09/1942, em Luminárias com Abigail Martins de Souza, com quem teve dois filhos: Jovete José de Souza e José Maria de Souza. Teve três netos: Enderson, Ellen e Robson.

Mudou-se para a cidade de Cruzília, por volta do ano de 1950, por motivo de doença. Em 1960, começou a trabalhar na Prefeitura como jardineiro, onde conquistou várias amizades. Ensinou o cultivo de plantas e rosas. Jardineiro aposentado faleceu dia 27/07/2005, em Cruzília - MG, onde deixa até hoje, muita saudade.

 

PEDRO AVELINO DE ARANTES

Pedro Avelino de Arantes, filho de Ana Severina da Conceição e Avelino José de Arantes, nasceu em 26 de abril de 1922, na cidade de Cruzília.

Ficou órfão de pai com dois meses de idade e foi criado pela figura firme e decidida da mãe.

Cresceu e aprendeu desde muito cedo a ser responsável e aos treze anos já trabalhava a madeira juntamente com seus irmãos. Hoje, há sete décadas detém o título de “Mestre dos Mestres” pelo seu trabalho pioneiro e sua arte especializada na fabricação de móveis, entalhos...

Em 1953 deixa sua marca registrada como marceneiro na construção da torre da Igreja Matriz de São Sebastião. Foi um dos fundadores da Congregação Mariana e em 1957 fez parte como voluntário da diretoria da Conferência Vicentina São Vicente de Paula, como zelador dos imóveis da sociedade e durante anos como Presidente, com isso conhecido como “O Pai dos Pobres”.

Em abril de 1944 casou-se com Carolina de Souza Arantes. Desta união teve quinze filhos. Casou-se pela segunda vez com Maria Rosa de Oliveira Arantes em 1971 e tiveram cinco filhos. Foi Vereador. Naquela época não era uma profissão remunerada, ele tinha que ser realmente comprometido com a comunidade. Foi Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão por mais de trinta e cinco anos e sempre foi muito zeloso com tudo o que se propunha a fazer. A preocupação com a vida espiritual o fez se tornar o primeiro catequista dos filhos.  Faleceu a 13 de junho de 2003, deixando a família e a comunidade um exemplo de humildade, trabalho e amor às coisas do Reino de Deus. O memorial do Sr. Pedro Avelino de Arantes foi inaugurado pela família e amigos em 01/11/2006, na Capela N. Senhora do Imediato Consolo.

 

 

 

 

Este livro, Dicionário das Ruas de Cruzília, foi impresso pela Nova Gráfica Rápida com a confecção de 200 unidades.

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